O Rank S que Só Queria Descansar Light Novel Capitulo 1
Capítulo 1 – Quando Tudo Finalmente Deu Certo
Abraham Vellark sempre acreditou que a vida tinha um ponto final.
Não no sentido da morte —
mas naquele instante raro em que tudo finalmente se alinha e, pela primeira vez, o mundo parece permitir descanso.
Durante anos, ele correu atrás de promessas vazias. Cursos caros, gurus da internet, frases prontas que garantiam atalhos para o sucesso. Perdeu dinheiro, tempo e, por um longo período, a própria paciência. Sempre parecia que todos sabiam algo que ele não sabia.
O Rank S que Só Queria Descansar é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Até o dia em que decidiu parar de procurar truques.
Ele trabalhou.
De verdade.
Aprendeu errando. Cresceu sem milagres. Construiu uma marca de roupas do zero, enfrentando fornecedores, logística, marketing, falhas constantes e noites mal dormidas. Não foi rápido. Não foi bonito. Mas funcionou.
E funcionou grande.
Naquele fim de tarde em Jurerê Internacional, Abraham observava a própria casa como quem encara um troféu conquistado com disciplina e persistência. A mansão ainda tinha cheiro de nova. A piscina refletia o céu alaranjado. A Lamborghini na garagem era um exagero consciente — não uma necessidade, mas um símbolo.
Era o começo da paz.
Ele acendeu a churrasqueira com calma, colocou a carne na grelha e respirou fundo. Pela primeira vez em muito tempo, não havia urgência. Nenhum plano. Nenhuma meta. Nenhuma pressão.
Só silêncio.
— Finalmente… — murmurou para si mesmo.
A ideia era simples: viver bem. Comer bem. Viajar quando quisesse. Talvez se envolver com algumas mulheres interessantes, sem drama e sem pressa. Nada de guerras. Nada de destino. Nada de salvar o mundo.
Abraham não queria ser especial.
Queria ser esquecido.
O vento mudou naquele instante.
Não ficou mais fresco — ficou pesado. A água da piscina ondulou sem motivo aparente. O ar pareceu denso, como se algo estivesse errado com a própria realidade.
Ele franziu a testa.
— Nem começa… — disse, meio rindo, meio desconfiado.
Então aconteceu.
Um estalo seco cortou o ar. Um impacto atravessou seu corpo antes que o cérebro tivesse tempo de reagir. Não houve dor imediata, apenas uma surpresa absoluta.
Abraham olhou para baixo.
O tecido escuro da camiseta começava a manchar.
Ele caiu de joelhos devagar, sem entender.
— …sério? — foi tudo o que conseguiu dizer.
A churrasqueira continuou acesa. O fogo seguiu seu trabalho indiferente. O céu permaneceu bonito demais para um momento tão errado.
A visão escureceu.
Seu último pensamento não foi arrependimento, nem nostalgia.
Foi irritação.
Agora que deu certo…?
Quando abriu os olhos, não havia dor.
Havia luz.
Um corredor branco se estendia infinitamente, organizado demais para parecer divino. Filas silenciosas, placas flutuantes, um ambiente que lembrava mais um setor público do que qualquer ideia tradicional de além.
Abraham se levantou devagar.
— Ah não… — murmurou. — Isso não.
À frente, atrás de um balcão simples, uma figura folheava documentos invisíveis com expressão cansada. Parecia humana. Irritantemente humana.
— Próximo — disse a figura, sem levantar os olhos.
Abraham se aproximou.
— Eu morri por quê?
A figura consultou algo.
— Ocorrência aleatória. Local: residência recém-adquirida. Horário: fim de tarde. — fez um risco no ar. — Próximo.
Abraham não saiu do lugar.
— Eu lutei vinte anos pra ter paz — disse, com a voz firme. — Trabalhei. Aguentei. Quando finalmente consegui… isso acontece?
A figura suspirou.
— Senhor, o universo não opera com justiça poética.
À direita, uma grande alavanca chamava atenção. Era exagerada demais para não ser importante.
DIRECIONAMENTO DE DESTINO — NÃO TOCAR
Abraham gesticulava enquanto reclamava.
— Eu não pedi nada demais. Só queria viver bem. Comer carne. Descansar. Aproveitar a—
Ele esbarrou.
A alavanca desceu.
O corredor inteiro tremeu. Várias figuras se viraram ao mesmo tempo.
— Você puxou… — alguém murmurou.
— A lista inteira… — disse outra voz.
Abraham congelou.
— Foi sem querer.
A figura atrás do balcão empalideceu.
— Não existe “sem querer” aqui.
Abraham respirou fundo.
— Pra onde eu vou?
Silêncio.
— Não sabemos — respondeu a figura. — Você caiu no próximo destino disponível.
O chão desapareceu sob seus pés.
— Isso vai dar problema… — murmurou Abraham.
A luz engoliu tudo.
E o mundo, como sempre, fingiu que foi coincidência.
A escuridão não veio de uma vez.
Ela se infiltrou.
Abraham abriu os olhos com dificuldade, sentindo o corpo pesado demais. O chão era frio, irregular, com cheiro de poeira antiga misturada a algo metálico.
Ele tentou se mover.
Conseguiu… mas o movimento não era o dele.
Os braços eram mais longos. O peso do corpo estava diferente. Os músculos respondiam como se obedecessem por hábito, não por vontade.
— …que inferno… — murmurou.
A voz saiu mais grave do que esperava.
Quando conseguiu se sentar, viu.
À frente, parcialmente coberto por escombros, estava um corpo imóvel, envolto em uma armadura quebrada. As marcas não seguiam padrão algum. Não parecia uma batalha comum.
Abraham entendeu antes mesmo de aceitar.
— Então… esse era eu.
Ou melhor: o antigo dono daquele corpo.
Runas apagadas à força, cristais de amplificação partidos por falha interna. Magia que havia simplesmente desistido de existir.
Um Rank S havia caído ali.
E agora, de algum modo que Abraham não queria entender, ele respirava no lugar dele.
Um gemido baixo ecoou à direita.
Encostada contra uma coluna caída estava uma mulher de cabelos lilás claros, presos de forma simples. O uniforme de combate estava danificado, e a respiração irregular denunciava o cansaço extremo. Os olhos violetas se abriram lentamente.
Ela o viu.
Congelou.
— …Kaelric? — perguntou, incrédula.
Abraham demorou meio segundo a mais do que devia.
— …tô aqui.
Por um instante, ela pareceu aliviada.
No seguinte, furiosa.
— Seu idiota — tentou se levantar, sem sucesso. — Eu vi você cair. Achei que tinha morrido!
Ele se aproximou com cuidado.
— Quase — respondeu.
Ela o encarou.
— Você tá diferente.
Ele avaliou os ferimentos com olhos que não eram seus… mas sabiam o suficiente.
— A masmorra entrou em colapso — disse. — Não foi um monstro.
Ela fechou os olhos.
— Tudo parou de responder… como se o mundo tivesse desligado.
Silêncio.
— A gente precisa sair daqui — disse ela. — Se o Conselho souber—
Ela interrompeu a frase.
— Se souberem que você sobreviveu, vão exigir tudo.
Abraham a ajudou a se levantar.
— Então não falamos tudo.
Ela o encarou.
— Desde quando você pensa assim?
— Desde agora.
Caminharam juntos pelo corredor instável. A masmorra parecia cansada. Não reagiu mais.
Quando chegaram a uma câmara segura, Abraham sentiu um frio estranho sob a pele do braço. Algo discreto, persistente.
Ele ignorou.
— Seja lá o que aconteceu com você — disse ela — não deixa ninguém perceber.
Por dentro, Abraham pensou:
Eu só queria paz.
Mas respondeu com a voz calma daquele corpo que não era seu:
— Não vou.
E a masmorra, pela primeira vez desde o colapso, ficou em silêncio absoluto.
O Último Herdeiro de Verdevale – Light Novel | Capítulo 7
Sombras sobre Verdevale – Capítulo 7
Os ventos do norte sopravam cada vez mais frios à medida que os dias avançavam.
O outono se aproximava lentamente, tingindo as folhas das árvores com tons alaranjados e dourados.
O Último Herdeiro de Verdevale é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Mas em Verdevale… o ritmo não diminuía.
Martelos ecoavam dia e noite.
Troncos eram arrastados das florestas próximas e empilhados ao redor da antiga muralha quebrada. O vilarejo, antes silencioso e esquecido, agora pulsava com trabalho e propósito.
Gunnar, o ferreiro recém-recrutado, comandava os novos aprendizes com voz rouca e expressão severa. Sob suas ordens, ferro enferrujado e sucata abandonada ganhavam nova forma, transformando-se em ferramentas afiadas e armas simples, porém confiáveis.
Renato caminhava entre as construções improvisadas com passos firmes, observando cada detalhe. Nada escapava ao seu olhar atento.
Ao seu lado, Líria anotava tudo em um caderno de couro resgatado de um celeiro abandonado — agora um registro precioso do crescimento de Verdevale.
— Os pilares foram fincados, mestre — informou um dos camponeses. — Se mantivermos esse ritmo, em duas semanas teremos um portão decente.
Renato assentiu lentamente.
— Bom. Quero a entrada principal fortificada. Se conseguirem, ergam torres de vigia. Pequenas… mas funcionais. Verdevale não precisa parecer forte. Precisa ser forte.
Novos Rostos, Novos Destinos
Dias depois, a notícia da vitória contra os bandidos começou a se espalhar pelas vilas vizinhas.
Famílias empobrecidas, artesãos falidos e até mercenários sem trabalho passaram a aparecer nos portões de Verdevale, em busca de abrigo… ou de uma nova oportunidade.
No início, Renato hesitou. Nem todos vinham com boas intenções.
Mas, ao ativar sua habilidade de visualizar status e afinidades, ele passou a filtrar cuidadosamente cada recém-chegado.
Foi assim que três novos nomes entraram para a história de Verdevale.
Marien Tovald.
Uma jovem arqueira de cabelos castanhos claros e olhos atentos. Ex-soldada de uma guarnição dissolvida, buscava abrigo e trabalho honesto.
Lealdade inicial: 52/100
Afinidade: Alta com liderança forte.
Renato a nomeou responsável pelas futuras torres de vigia.
Derek Fael.
Alto, ombros largos, passado de mercenário. Experiente em combate corpo a corpo, mas com olhar cínico e postura desconfiada.
Lealdade inicial: 39/100
Afinidade com disciplina: Média.
Foi colocado sob observação direta, mas encarregado de treinar os camponeses voluntários, formando a primeira guarda local.
Elina Brask.
Uma jovem artesã de mãos habilidosas, especialista em tecelagem e construção leve.
Lealdade inicial: 68/100
Afinidade com comunidades em reconstrução: Alta.
Recebeu a missão de organizar as moradias comunitárias, substituindo barracos frágeis por estruturas de madeira sólidas.
O Vilarejo que Começa a Respirar
Essas novas adições mudaram completamente o ritmo do território.
Marien organizou postos de observação e turnos noturnos.
Derek começou a transformar camponeses comuns em combatentes improvisados, ensinando formações defensivas com lanças e escudos de madeira.
Elina liderou mulheres e crianças na reconstrução do vilarejo, devolvendo ordem e dignidade às ruas de terra batida.
Numa noite tranquila, Líria observava o portão recém-erguido, iluminado por tochas.
— Em poucas semanas… parece outro lugar — murmurou.
Renato, sentado sobre uma pedra, respondeu com calma:
— Ainda é frágil. Mas agora qualquer inimigo pensará duas vezes antes de atacar. E é isso que eu quero… tempo. Tempo para crescer.
Visitantes Indesejados
Nem todos os visitantes, porém, vinham com boas intenções.
Numa manhã coberta por névoa, um viajante encapuzado chegou aos portões, pedindo abrigo. Vestia roupas simples, carregava uma mochila leve e falava com educação contida.
Quando Renato ativou sua habilidade, algo se destacou:
Nome: Desconhecido
Profissão: “Comerciante Itinerante”
Lealdade: ???
Afinidade: Oscilante
Status: Encoberto (Nível Mágico Intermediário)
Renato franziu levemente a testa.
(Encoberto… isso não é coisa de simples comerciante.)
Ele permitiu a entrada, mas ordenou discretamente a Marien que mantivesse vigilância constante.
— Você acha que é…? — cochichou Líria.
— Espião imperial. Ou pior — respondeu Renato em voz baixa. — Seja quem for, entrou no lugar errado para agir livremente.
Sombras em Movimento
Naquela noite, enquanto o vilarejo dormia, Renato observava Verdevale do alto da colina. Tochas iluminavam ruas, vozes distantes ecoavam, e a vida pulsava onde antes havia silêncio.
Nas sombras da floresta, duas silhuetas observavam.
— Então é verdade… o herdeiro falido está reconstruindo — disse uma voz fria.
— Sim. O Império começará a se mover em breve. Se ele continuar assim, essas terras deixarão de ser neutras — respondeu outra.
Um corvo negro pousou acima deles. Uma mensagem foi presa à sua pata.
— Leve ao Capitão Imperial de Espionagem. Verdevale não é mais um território morto.
A Primeira Reunião de Guerra
No dia seguinte, Renato convocou Marien, Derek, Gunnar, Líria e alguns camponeses de confiança para a primeira reunião estratégica oficial, realizada no celeiro convertido em sala de comando.
Mapas rústicos e relatórios cobriam a mesa.
— Verdevale não é mais invisível — começou Renato. — O Duque Merivold, os reinos vizinhos e o Império estão observando. Isso significa que cada passo precisa ser calculado.
Gunnar coçou a barba.
— Então… qual é o próximo movimento?
Renato encarou cada um, sem hesitar.
— Fase 2: Defesa Real.
Vamos construir uma fortaleza. Não um castelo de nobre mimado… mas um ninho de ferro e pedra. Pequeno, eficiente e inexpugnável.
E enquanto eles nos observam… nós observaremos de volta.
Derek sorriu de lado.
— Gosto do jeito que você pensa, garoto.
Líria respirou fundo. Ela sentia. Aquilo era um ponto de virada.
O vilarejo moribundo começava a ganhar alma de domínio.
E, além da floresta…
o Império começava a se mover.
O Último Herdeiro de Verdevale – Light Novel Cap 6
CAPÍTULO 6 – O RENASCIMENTO DE VERDEVALE
A névoa que cobria Verdevale havia se dissipado completamente.
O sol do meio-dia brilhava sobre os telhados improvisados, iluminando os rostos cansados dos camponeses. O ar ainda carregava o cheiro de madeira queimada e ferro… mas, pela primeira vez, havia algo diferente no ar.
O Último Herdeiro de Verdevale é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Havia orgulho.
Pela primeira vez em muitos anos, Verdevale havia resistido.
Sem exércitos.
Sem muralhas.
Sem ajuda externa.
Apenas com inteligência… e coragem.
No centro da praça, Renato permanecia de pé diante de dezenas de habitantes reunidos. Sua capa verde rasgada balançava suavemente ao vento. Seus olhos, serenos e determinados, observavam cada rosto com atenção silenciosa.
Líria estava ao seu lado, os cabelos azuis bagunçados pela batalha, mas com a expressão firme e orgulhosa — quase como um símbolo da nova era que começava a nascer.
Um camponês idoso, apoiado em um bastão, deu um passo à frente.
— Senhor Renato… nunca pensei que veria Verdevale lutar de novo. Muitos de nós fugimos anos atrás… outros ficaram esperando um salvador que nunca veio. Mas hoje… — sua voz tremeu enquanto fitava a multidão — hoje nós lutamos por nós mesmos.
Renato não sorriu. Apenas assentiu, firme.
— Não foi por mim. Foi por vocês. Verdevale só renascerá quando cada um aqui entender que esta terra pertence a quem a defende.
Hoje foi só o primeiro passo.
O murmúrio de aprovação se espalhou como fogo pela multidão.
A Reconstrução Começa
Mais tarde, dentro da velha cabana que servia de quartel improvisado, Renato analisava mapas sobre uma mesa rachada. Líria entrou carregando uma pilha de relatórios escritos à mão.
— Jovem mestre, fizemos a contagem dos mantimentos e das armas recuperadas. Dos trinta bandidos, quinze foram capturados vivos. O restante… está sendo enterrado fora dos limites.
Renato folheou os papéis com atenção.
— E os prisioneiros?
— Alguns querem negociar… outros estão aterrorizados. Um deles é ferreiro.
Renato parou.
— Um ferreiro…
Na vida passada, ele lera inúmeras histórias em que pequenos detalhes se tornavam pilares de impérios.
Sem armas, não havia defesa.
Sem defesa, não havia futuro.
— Tragam o ferreiro até mim.
O Ferreiro Gunnar
Pouco depois, um homem de ombros largos foi conduzido até a cabana.
A barba desgrenhada e as mãos marcadas contavam longos anos de trabalho pesado.
— Seu nome? — perguntou Renato.
— Gunnar. Era ferreiro em Nortvald… antes de me juntarem a esse grupo de desgraçados.
Renato o observou atentamente. Sua habilidade despertou — e uma janela invisível surgiu diante dele:
Nome: Gunnar Velt
Profissão: Ferreiro Veterano
Lealdade: 21/100
Habilidade Técnica: Alta
Afinidade com Terras: Média
Renato manteve a voz firme:
— Gunnar, eu poderia enforcá-lo amanhã. Mas tenho outra proposta. Trabalhe para mim. Forje armas para Verdevale. Em troca… terá comida, teto e uma nova chance de viver como homem livre.
O ferreiro estreitou os olhos.
— Você é só um garoto com uma capa velha. Por que eu acreditaria?
Renato se inclinou, encarando-o sem medo.
— Porque um garoto com uma capa velha… acabou de fazer trinta homens armados correrem.
Imagine o que faremos com um ferreiro ao nosso lado.
Silêncio.
Então Gunnar soltou uma risada baixa.
— Você é ousado. Muito bem… aceito. Mas quero uma forja de verdade. E carvão. Muito carvão.
— Você terá. — respondeu Renato.
E assim, o primeiro novo servo oficial do renascido território de Verdevale foi recrutado.
Dias de Transformação
Nos dias seguintes, tudo mudou rapidamente.
Os prisioneiros perigosos foram enviados para trabalhos forçados na pedreira abandonada.
Os mais úteis receberam propostas semelhantes à de Gunnar.
Inspirados pela vitória, alguns camponeses se voluntariaram para formar as primeiras patrulhas locais — mesmo sem qualquer treinamento militar.
Renato organizou todos em grupos de cinco, nomeando líderes temporários e distribuindo tarefas:
defesa, construção, agricultura, extração de madeira.
Cada nome era anotado em um livro improvisado.
O primeiro registro administrativo da nova Verdevale.
A Luz Sobre Verdevale
Numa noite tranquila, enquanto Líria acendia lanternas na praça, Renato subiu a colina onde um mastro improvisado sustentava a bandeira esgarçada.
Lá de cima, ele observava o vilarejo.
Ainda pequeno.
Ainda frágil.
Mas vivo.
O som de martelos, risadas, fogueiras e crianças brincando preenchia o ar. A paisagem não era mais desolada.
Líria se aproximou com duas canecas de chá quente.
— Você não descansa, não é?
Renato aceitou a bebida, sorrindo de leve.
— Descansar… é luxo de quem já venceu. Eu estou só começando.
Ela sentou ao lado dele.
— Todos falam sobre você, sabia? Dizem que Verdevale encontrou um verdadeiro senhor.
Renato olhou para o céu estrelado.
— Um verdadeiro senhor não é quem tem um castelo… mas quem faz seu povo acreditar.
Sombras no Leste
Longe dali, nas muralhas do Ducado de Astoria, um falcão pousou no parapeito.
Um soldado retirou a cápsula presa à perna da ave e correu até o salão principal.
Duque Merivold abriu o relatório e leu em silêncio:
— O jovem herdeiro resistiu ao ataque de bandidos.
— Organizou civis como força defensiva.
— Rejeitou nossa proposta e consolidou liderança.
— Recrutou prisioneiros e iniciou estrutura administrativa.
Os olhos do duque brilharam entre irritação e curiosidade.
— Então ele não é um idiota… é um problema.
Um conselheiro se aproximou.
— Devemos enviar tropas para “ajudar”? Ou… eliminar?
Merivold fechou o pergaminho com força.
— Nem um, nem outro. Ainda não. Verdevale está renascendo…
E eu quero ver até onde esse garoto vai antes de esmagá-lo.
Atrás dele, linhas imperiais começaram a se mover no mapa.
O Império também ouvira os rumores.
O Plano de Renato
De volta a Verdevale, Renato escrevia à luz fraca de uma lamparina:
Fase 1: Estabilização — concluída.
Fase 2: Infraestrutura e Defesa.
Fase 3: Desenvolvimento Econômico.
Fase 4: Diplomacia ofensiva.
Seus olhos brilharam.
— Eles pensam que sou só um garoto com sorte…
Mal sabem que eu já tracei o caminho inteiro.
Naquele momento, os primeiros alicerces do futuro Reino de Verdevale estavam lançados.
Os Melhores Mangás Para Começar: Guia Completo Para Iniciantes
Se você está entrando agora no universo dos mangás, deixa eu te dar as boas-vindas. Ler mangá é muito mais do que acompanhar histórias — é entrar em mundos inteiros, sentir a evolução dos personagens e viver emoções que só quem mergulha nessas páginas entende. Mas eu sei como pode ser difícil escolher por onde começar… afinal, existem milhares de títulos por aí.
Então eu reuni aqui os melhores mangás para começar, aqueles que são fáceis de entender, envolventes desde o primeiro capítulo e perfeitos para criar o hábito de leitura. E sim, essa lista é escrita por alguém que viveu isso na pele — alguém que já virou noites lendo e dizendo “só mais um capítulo”.
- Os 10 Mangás Mais Lidos e Vendidos em 2025 – Ranking Completo de Um Otaku Apaixonado
- Top Mangás de Ação Intensa Para Fãs Hardcore – A Lista Definitiva Feita Por Um Otaku Apaixonado
Por que esses mangás são perfeitos para iniciantes?
- Histórias claras e fáceis de acompanhar;
- Desenvolvimento rápido (sem enrolação);
- Personagens que conquistam logo de cara;
- Mundos simples de entender, mesmo para quem nunca leu mangá;
- E claro: são MUITO divertidos.
Os 10 Melhores Mangás Para Começar Agora
1. My Hero Academia (Boku no Hero Academia)

Se existe um mangá perfeito para quem está começando, é esse. A história do Deku é emocionante desde o início, e a narrativa combina ação, humor e evolução pessoal de um jeito que prende qualquer novo leitor. Além disso, o universo de heróis é muito familiar, o que facilita a imersão.
Por que é ideal para iniciantes?
- Leitura fácil e dinâmica;
- Mundo simples de entender;
- Personagens carismáticos que evoluem rápido;
- Tem ação, drama e humor na medida certa.
2. One Punch Man

Se você quer algo leve, extremamente divertido e com uma arte inacreditável, esse aqui é perfeito. Saitama carrega a obra com uma mistura de humor e ação que atrai qualquer pessoa — inclusive quem nunca tocou em um mangá.
Motivos para começar por ele:
- Capítulos fáceis de ler;
- Humor universal;
- Desenhos impressionantes mesmo nos volumes iniciais;
- Ideal para quem quer rir e se empolgar ao mesmo tempo.
3. Attack on Titan (Shingeki no Kyojin)

Para quem gosta de histórias mais sérias e cheias de mistério, essa é a porta de entrada perfeita. Os primeiros capítulos já entregam tensão, ação e um mundo cheio de segredos.
Por que vale a pena para iniciantes?
- Ritmo acelerado desde o começo;
- Mistério que instiga a continuar lendo;
- Personagens fortes e memoráveis;
- Trama viciante.
4. Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba)

Um mangá de ação com uma carga emocional enorme. A jornada de Tanjiro para salvar a irmã é simples, direta e apaixonante — perfeita para novos leitores que querem se conectar rapidamente com os personagens.
Pontos fortes para iniciantes:
- História linear e fácil de entender;
- Combates intensos e visuais incríveis;
- Personagens cativantes;
- Capítulos curtos e bem estruturados.
5. Spy x Family

Se você busca algo leve, divertido e com muito carisma, essa é a escolha certa. A dinâmica entre Loid, Yor e Anya faz desse mangá uma experiência deliciosa.
Por que funciona tão bem?
- Humor inteligente;
- Equilíbrio perfeito entre ação e comédia;
- Ótimo para leitores casuais;
- Fácil de se apegar aos personagens.
6. Haikyuu!!

Mesmo se você não gosta de esportes, Haikyuu funciona perfeitamente como mangá de introdução. É motivador, emocionante e altamente viciante.
Motivos para começar aqui:
- Energia absurda nos capítulos;
- Personagens divertidos e inspiradores;
- Progressão clara e envolvente;
- Fácil de acompanhar, mesmo sem entender de vôlei.
7. Blue Lock

Esse mangá se tornou uma febre porque mistura futebol com adrenalina psicológica — uma combinação que prende qualquer leitor, mesmo os iniciantes.
Ideal para novos leitores porque:
- Tem ritmo acelerado;
- Arte marcante;
- Capítulos diretos, sem enrolação;
- História competitiva e viciante.
8. Fairy Tail

Um dos mangás mais acessíveis já criados. Combina aventura, magia, amizade e humor — tudo que um iniciante precisa para se apaixonar de vez pelo gênero.
Pontos fortes:
- Mundo de fantasia simples e divertido;
- Arcos curtos e empolgantes;
- Muito humor e leveza;
- Ótimo para quem está começando do zero.
9. Death Note

Para quem prefere algo mais psicológico, esse é simplesmente o melhor mangá para começar. A disputa intelectual entre Light e L é uma das mais icônicas do mundo dos animes e mangás.
Por que é ideal para iniciantes?
- Premissa simples e genial;
- Suspense constante;
- Capítulos longos e densos, mas muito fáceis de acompanhar;
- Uma das melhores portas de entrada para histórias adultas.
10. Naruto

Naruto marcou gerações, e por um motivo simples: é uma história acessível, emocionante e cheia de lições sobre persistência. Para quem está começando, é uma jornada que vale cada página.
Por que está no top 10?
- Protagonista inspirador;
- Combates intensos e criativos;
- Mundo rico, mas fácil de entender;
- Linha narrativa clara e envolvente.
Qual mangá você deve começar lendo?
Se você quer ação, vá de Demon Slayer, My Hero Academia ou Blue Lock. Se prefere humor, comece com One Punch Man ou Spy x Family. Agora, se você quer algo mais sério e cheio de impacto, Attack on Titan ou Death Note são imbatíveis.
O importante é começar. Depois do primeiro mangá, você nunca mais vai querer parar — e bem-vindo ao clube dos que falam “só mais um capítulo” às 3 da manhã.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual é o melhor mangá para iniciantes?
My Hero Academia é o mais recomendado pela facilidade de leitura e pelo impacto emocional imediato.
Preciso assistir ao anime antes de ler o mangá?
Não. O mangá sempre entrega a história original e costuma ter mais detalhes.
Qual mangá é mais rápido de ler?
One Punch Man e Spy x Family têm leitura super fluida.
Por onde comprar mangás no Brasil?
Amazon, Panini, JBC e livrarias físicas são as opções mais populares.
Curtiu a lista? Então compartilhe com um amigo que quer entrar no mundo dos mangás — você pode ser o responsável por criar um novo fã!
Aprenda as melhores técnicas para desenhar seu personagem favorito
Os 10 Mangás Mais Lidos e Vendidos em 2025 – Ranking Completo de Um Otaku Apaixonado
Os 10 Mangás Mais Lidos e Vendidos em 2025. As séries que dominaram vendas, leituras e o coração dos leitores neste ano
Se tem uma coisa que todo otaku ama é acompanhar os mangás que estão dominando o cenário — seja pela história envolvente, pelo hype do anime ou simplesmente porque todo mundo está falando sobre eles. Em 2025, a lista dos mangás mais vendidos/lidos trouxe surpresas, confirmações de fenômenos e títulos que nunca saem da boca dos fãs.
Reuni uma lista com os 10 mangás que mais impactaram o público em 2025, analisando as vendas globais, dados da Oricon e o burburinho nas redes sociais. Prepare-se: tem clássico lendário, fenômeno recente e obra que viralizou com anime — todos disputando a atenção dos leitores neste ano.
- Top Mangás de Ação Intensa Para Fãs Hardcore – A Lista Definitiva Feita Por Um Otaku Apaixonado
- Os 10 Melhores Mangás de Luta de Todos os Tempos (Na Minha Opinião de Otaku Apaixonado)
Como esse ranking foi definido
Os dados deste ranking são baseados em várias métricas de popularidade e vendas de mangás ao longo de 2025:
- Vendas anuais reportadas pela Oricon; :contentReference[oaicite:2]{index=2}
- Desempenho geral de volumes ao longo do ano; :contentReference[oaicite:3]{index=3}
- Absorção e atenção de leitores em plataformas oficiais;
- Presença nas conversas de fandom ao redor do mundo.
O resultado? Um panorama dos títulos que realmente dominaram 2025 — tanto em números quanto em impacto cultural.
Os 10 Mangás Mais Lidos/Vendidos em 2025
Este é o ranking dos mangás que mais marcaram o ano, com base nas vendas e na popularidade geral. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
1. One Piece – O fenômeno que não para de crescer
Autor: Eiichiro Oda
Por que dominou 2025: Com mais de 4,2 milhões de cópias vendidas ao longo de 2025, One Piece voltou ao topo como o mangá mais vendido do ano, algo que não acontecia desde 2018.
É inacreditável como essa obra continua a surpreender depois de tantos anos. A saga lendária dos Chapéus de Palha, agora próxima de seu final, envolve leitores de todas as idades. Cada novo volume ainda é um evento — e isso se reflete nas vendas esmagadoras e no burburinho permanente nos fóruns de fãs.
One Piece é mais do que mangá — é um marco generacional.
2. Jujutsu Kaisen – A força do feitiço moderno
Autor: Gege Akutami
Destaque de 2025: Mesmo após seu encerramento, Jujutsu Kaisen continuou dominando vendas, permanecendo no topo entre os títulos mais comprados em 2025 com quase 4 milhões de exemplares vendidos.
O impacto dessa série é enorme — e o hype não caiu nem um pouco após o fim do mangá. Os fãs continuam consumindo volumes finais, edições especiais e colecionáveis, e a franquia segue fortíssima nas conversas dos leitores.
3. Dandadan – Explosão viral impulsionada pelo anime
Autor: Yukinobu Tatsu
Destaque de 2025: Dandadan foi um dos grandes nomes do ano, roubando a atenção com sua combinação de ação, humor e horror — e impulsionado pelo anime, alcançou mais de 3,5 milhões de vendas.
Essa obra é um fenômeno pop completo: divertida, irreverente e cheia de twists. Não é surpresa que tenha conquistado uma nova base de leitores em 2025, especialmente depois da adaptação animada bombar entre fãs.
4. Blue Lock – O futebol que virou cultura pop
Autores: Muneyuki Kaneshiro & Yusuke Nomura
Destaque: Mesmo sendo um mangá de esporte, Blue Lock teve uma performance de leitura incrível em 2025, com mais de 3 milhões de cópias vendidas.
O “mangá de luta do futebol” converte leitores de esportes e shounen em fãs fervorosos — e graças ao anime e à narrativa intensa, continua dominando o cenário em 2025.
5. Kingdom – A épica história de guerra que não para de crescer

Autor: Yasuhisa Hara
Destaque: Este épico histórico continua forte nas vendas, com quase 2,5 milhões de cópias vendidas em 2025.
É uma obra que cresce com o leitor. A brutalidade das batalhas e a profundidade das personagens atraem tanto fãs de história quanto amantes de ação.
6. Blue Box – Romance + esporte dominando leitores
Autor: Kouji Miura
Destaque: Blue Box subiu no ranking em 2025 com mais de 2,3 milhões de cópias, chamado por muitos de um dos romances esportivos mais cativantes da atualidade.
É impressionante ver esse título romper barreiras e conquistar um público enorme, misturando slice-of-life com emoção esportiva.
7. Sakamoto Days – Ação, comédia e animação sinérgica
Autor: Yuuto Suzuki
Destaque: Com quase 2,3 milhões de cópias vendidas em 2025, Sakamoto Days continuou encantando fãs graças à sua mistura de ação frenética e humor.
A adaptação para anime e o arco de clímax contribuíram para essa popularidade, atraindo leitores que buscam uma experiência leve, engraçada e cheia de pancadaria. :contentReference[oaicite:12]{index=12}
8. The Apothecary Diaries – Mistério e história seduzindo leitores
Autores: Natsu Hyuuga & Ikki Nanao
Destaque: Uma das surpresas de 2025, The Apothecary Diaries vendeu mais de 2,2 milhões de cópias, misturando história, intriga e drama com leveza.
Essa obra conquistou fãs além do shounen padrão, mostrando que histórias de época também podem dominar as listas de mais lidos.
9. My Hero Academia – O legado continua
Autor: Kohei Horikoshi
Destaque: Mesmo se aproximando do final, My Hero Academia vendeu mais de 2 milhões de cópias em 2025, provando que seu impacto ainda é enorme.
É uma obra que praticamente define a geração de fãs atual — impacto que vai durar décadas.
10. The Fragrant Flower Blooms With Dignity – Amor e delicadeza entre os gigantes
Autor: Saka Mikami
Destaque: Um dos estreantes no ranking anual de 2025 com mais de 2 milhões de cópias vendidas, conquistando leitores com uma narrativa leve e emocional.
Esse título mostra que nem só de pancadaria vive o mercado: fofura, desenvolvimento de personagem e um estilo tranquilo também conquistam o público em grande escala.
Tendências de 2025 no mundo dos mangás
O que ficou claro em 2025 é que as adaptações para anime continuam a ser um dos maiores motores de leitura — obras como Dandadan, Blue Lock e Sakamoto Days viram picos enormes em vendas após episódios bombarem nas plataformas de streaming. :contentReference[oaicite:16]{index=16}
Além disso, séries longas e consolidadas como One Piece e My Hero Academia ainda dominam, mesmo anos após seus lançamentos iniciais. Isso mostra o poder do fandom e da fidelidade dos leitores.
O que esses títulos dizem sobre 2025?
O ano de 2025 foi um espetáculo para os mangás: clássicos retornaram ao topo, novos fenômenos surgiram e diferentes gêneros conquistaram espaço nas listas de mais lidos. :contentReference[oaicite:17]{index=17}
Se você ainda não leu algum desses títulos, está perdendo uma parte importante do que a cultura otaku consumiu este ano! Eles representam não apenas números de vendas, mas histórias que tocaram milhões de leitores pelo mundo — e algumas continuarão a dominar por muito tempo.
FAQ – Perguntas Frequentes Sobre Mangás Populares em 2025
1. Qual mangá foi o mais vendido em 2025?
One Piece foi o título com mais vendas em 2025, liderando com mais de 4,2 milhões de cópias vendidas. :contentReference[oaicite:18]{index=18}
2. Mangás recentes dominaram as vendas?
Sim — Dandadan e Blue Lock tiveram desempenho enorme graças ao impacto do anime e à popularidade global das séries em 2025. :contentReference[oaicite:19]{index=19}
3. My Hero Academia ainda é popular?
Sim! Mesmo em seu arco final, ainda vendeu milhões de cópias em 2025. :contentReference[oaicite:20]{index=20}
4. Mangás de nicho podem entrar na lista?
Sim — The Apothecary Diaries e The Fragrant Flower Blooms With Dignity foram destaque em 2025 com vendas altas fora do estilo shounen tradicional. :contentReference[oaicite:21]{index=21}
5. Mangá clássico ainda vende?
Com certeza! One Piece permanece como um dos pilares da indústria em 2025. :contentReference[oaicite:22]{index=22}
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Top Mangás de Ação Intensa Para Fãs Hardcore – A Lista Definitiva Feita Por Um Otaku Apaixonado
Top Mangás de Ação Intensa Para Fãs Hardcore. As obras mais brutais, explosivas e eletrizantes que todo fã de adrenalina precisa ler
Existem mangás… e existem mangás de ação intensa, feitos para leitores que gostam de sentir o sangue ferver a cada capítulo, vibrar com cada golpe e mergulhar em histórias onde a adrenalina nunca para. Se você é desse time — o time dos que amam pancadaria bem feita, lutas coreografadas, protagonistas insanos e reviravoltas brutais — então esta lista foi feita especialmente para você.
Prepare-se para mergulhar em um ranking com os melhores mangás de ação para fãs hardcore. Nada de recomendações genéricas: aqui tem obras que marcaram época, títulos que são cult pelos fãs raiz e verdadeiras joias escondidas que poucos conhecem.
Esse é o tipo de conteúdo que eu escreveria como otaku desde criança — de coração aberto, com opiniões sinceras e paixão verdadeira por esse universo.
- Os 10 Melhores Mangás de Luta de Todos os Tempos (Na Minha Opinião de Otaku Apaixonado)
- Os 10 Mangás Mais Complexos Para Ler: Obras Profundas Que Exigem Atenção Total
Por que esses mangás foram escolhidos?
Para criar este ranking, considerei vários fatores importantes, como:
- Qualidade e intensidade das cenas de ação;
- Profundidade dos personagens e suas motivações;
- Construção de mundo e impacto emocional;
- Popularidade entre fãs hardcore;
- Crescimento no fandom ao longo dos anos;
- Capacidade de prender o leitor do começo ao fim.
O resultado é uma lista equilibrada entre clássicos, obras recentes e títulos menos conhecidos que merecem ser descobertos.
TOP 10 – Mangás de Ação Intensa Para Fãs Hardcore
Agora sim: vamos ao ranking das obras que vão fazer seu coração bater mais rápido.
1. Berserk – A Obra Definitiva da Dor, Sangue e Superação

Autor: Kentaro Miura
Não existe lista de ação hardcore que não comece com Berserk. Miura redefiniu o que é narrativa gráfica com um mangá que mistura brutalidade, emoção, complexidade e uma arte impossível de superar. Guts é mais do que um guerreiro — é um símbolo de resistência em um mundo sombrio e cruel.
As batalhas são épicas, intensas e cheias de peso emocional. Cada golpe tem história, cada cicatriz tem significado. É o mangá número 1 para quem quer ação visceral de verdade.
2. Sun-Ken Rock – Brutal, Selvagem e Inesquecível

Autor: Boichi
Uma obra que mistura luta, crime organizado, romance e humor com uma intensidade que só o Boichi consegue entregar. A jornada de Ken enquanto se torna líder de uma gangue é tão insana quanto emocionante. A arte é impactante, cheia de detalhes, músculos definidos e cenas de ação desenhadas com precisão cirúrgica.
Sun-Ken Rock é pura agressividade coreografada — um prato cheio para fãs hardcore.
3. Vagabond – A Dança da Espada em Sua Forma Mais Bela

Autor: Takehiko Inoue
Inspirado na vida de Musashi Miyamoto, este mangá combina filosofia, violência e arte em sua forma mais elevada. Vagabond não entrega apenas lutas — entrega batalhas que parecem pinturas vivas. É uma experiência espiritual e brutal ao mesmo tempo.
As cenas de duelo são tão bem construídas que você quase consegue ouvir o impacto das lâminas.
4. Kengan Ashura – A Obra Suprema Para Quem Ama Pancadaria

Autores: Yabako Sandrovich & Daromeon
Se você quer ação extrema no nível mais puro, Kengan Ashura é o seu mangá. Torneios insanos, lutadores com técnicas devastadoras, personagens memoráveis e um ritmo que nunca desacelera.
As lutas são o foco total — e são simplesmente viciantes.
5. The Breaker – Artes Marciais + Drama + Pancadaria Sem Fim

Autores: Jeon Geuk-jin & Park Jin-hwan
Essa obra coreana conseguiu algo raro: misturar artes marciais com uma narrativa emocional poderosa. Quando o aluno fraco encontra um mestre lendário, o caos começa. As lutas são fluidas, intensas e cheias de peso técnico.
Para fãs hardcore, The Breaker é obrigatório.
6. Holyland – A Luta Realista Que Mexe Com Você

Autor: Mori Kouji
Se você busca uma obra mais humana e realista, Holyland entrega ação intensa sem fantasia. O protagonista aprende a lutar para sobreviver nas ruas, e as batalhas são baseadas em técnicas reais. Brutal, emocional e extremamente envolvente.
É um dos mangás mais subestimados da história.
7. Blame! – Ação Sci-Fi Estranha, Sombria e Viciante

Autor: Tsutomu Nihei
Nihei é mestre em criar mundos distópicos e opressores. Blame! é uma viagem caótica por um universo incompreensível e perigoso. A ação aqui é rápida, brutal e acontece em um ambiente gigantesco onde o protagonista tenta sobreviver a criaturas e máquinas totalmente hostis.
É ação hardcore para quem gosta de ficção científica densa.
8. Vinland Saga – A Brutalidade dos Vikings em Forma de Arte

Autor: Makoto Yukimura
Esse mangá combina história, drama e batalhas sangrentas com uma narrativa madura e profunda. A jornada de Thorfinn é cheia de cruzadas emocionais, confrontos épicos e reflexões sobre vingança e redenção.
É uma das obras mais completas em termos de emoção + ação.
9. Fire Punch – Insano, violento e imprevisível

Autor: Tatsuki Fujimoto
Antes de criar Chainsaw Man, Fujimoto já mostrava sua mente caótica e criativa em Fire Punch. Essa obra mistura destruição, loucura, ação frenética e momentos de pura insanidade narrativa.
É um mangá para quem gosta de ser surpreendido — e impactado.
10. Baki – A Violência Levada Ao Extremo

Autor: Keisuke Itagaki
Se existe um mangá que representa “ação insana”, esse mangá é Baki. Cada luta é absurda, exagerada e completamente viciante. O universo de Baki é um parque de diversões para fãs de combates impossíveis, músculos grotescos e adrenalina pura.
É um dos mangás mais hardcore da história — simples assim.
Outros Mangás Intensos Que Merecem Destaque
- Gantz – ação + ficção científica em nível máximo
- Attack on Titan – brutal, tenso e marcante
- Blade of the Immortal – épico e visceral
- Chainsaw Man – caos estilizado em sua melhor forma
- Record of Ragnarok – lutas entre deuses e humanos
O que faz um mangá ser “hardcore” de verdade?
Para mim, como leitor apaixonado, um mangá de ação hardcore precisa ir além dos golpes. Ele precisa entregar:
- Coreografias bem desenhadas;
- Personagens com propósito real;
- Consequências visíveis nas batalhas;
- Ritmo intenso sem ser cansativo;
- Mundo envolvente e ameaçador;
- Momentos memoráveis que ficam na mente do leitor.
Todos os títulos desta lista entregam exatamente isso — e uns até mais.
O Universo da Ação Hardcore Nunca Foi Tão Rico
Este ranking reúne obras que representam o melhor da ação nos mangás. Alguns títulos são clássicos indiscutíveis; outros são pérolas escondidas esperando novos leitores para se apaixonarem. O que todos têm em comum é a intensidade — aquele tipo de energia que faz você virar página atrás de página sem conseguir parar.
Se você é fã de cenas épicas, lutas bem construídas e histórias cheias de força, este é o guia perfeito para sua próxima leitura.
FAQ – Perguntas Frequentes Sobre Mangás de Ação
1. Qual é o mangá mais violento desta lista?
Baki e Fire Punch provavelmente são os mais extremos em termos de violência visual.
2. Qual é o melhor mangá para começar?
Vinland Saga é ideal para iniciantes por combinar ação com narrativa profunda.
3. Qual deles tem as lutas mais realistas?
Holyland é o campeão em realismo de combate.
4. Qual obra tem a melhor arte?
Vagabond e Berserk se destacam como obras-primas visuais.
5. Existem mangás novos tão bons quanto os clássicos?
Claro! The Breaker, Sun-Ken Rock e Kengan Ashura provam isso facilmente.
Participação do leitor
Qual mangá dessa lista é o seu favorito? Faltou algum? Comenta aqui embaixo — quero saber suas recomendações também!
Aprenda as melhores técnicas para desenhar seu personagem favorito
O último herdeiro de Verdevale – Light Novel cap 5
Capítulo 5: A Primeira Oferta de Salvação
O crepúsculo tingia as colinas de Verdevale com tons de cobre e violeta. A brisa fria da noite percorria os campos silenciosos, carregando o cheiro da terra úmida e do mato recém-cortado. Renato permanecia sentado sobre a antiga muralha quebrada, os olhos fixos nas pequenas fogueiras que começavam a surgir aqui e ali. Camponeses… pela primeira vez em muito tempo, decidiram ficar.
O Último Herdeiro de Verdevale é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
O território ainda era pobre, vazio, vulnerável… mas, naquela noite, respirava vida.
Líria subiu a encosta com passos leves, carregando uma lanterna e um pedaço de pão embrulhado em pano limpo.
— Jovem mestre, já está aqui há horas. Não sente frio? — perguntou, com um tom que misturava preocupação e curiosidade.
Renato aceitou o pão com um aceno, sem desviar o olhar das chamas distantes.
— Não. Só estou observando.
— Observando… ou planejando? — ela insistiu, um leve sorriso brincando em seus lábios.
Ele olhou para as sombras que se alongavam pelo horizonte, escuras e longas como dedos invisíveis tocando a terra.
— Os dois. Quando uma terra renasce, o mundo ao redor reage. E eu preciso saber quem dará o primeiro passo.
Enquanto Verdevale mostrava seus primeiros sinais de recuperação, outro olhar pairava sobre o território, distante, frio e calculista.
No Ducado de Astoria, a sala do trono brilhava sob colunas douradas e tapeçarias pesadas. Duque Merivold inclinava-se sobre uma grande mesa, coberta de cartas militares e documentos dispersos, o semblante sério. Alto, de barba bem aparada, olhos como lâminas afiadas, cada gesto transmitia autoridade.
Um mensageiro se aproximou, ajoelhando-se.
— Meu senhor… como ordenado, temos espiões posicionados próximo às fronteiras de Verdevale. Há rumores de que o jovem herdeiro aboliu todos os impostos.
Merivold ergueu uma sobrancelha, intrigado.
— Aboliu? Hmph. Ou é um idealista… ou um idiota.
O conselheiro ao lado riu com desdém.
— Com isso, ele apenas acelera a falência. Os cobradores do império o devorarão em poucos meses.
O duque caminhou lentamente até a janela, contemplando os campos férteis de seu próprio território.
— Verdevale é uma terra amaldiçoada… mas também abençoada. Cristais mágicos… uma mina viva que todos desejam. Meu pai tentou anexá-la com guerra. Fracassou. Eu tentarei… com paciência.
Ele se virou para os presentes, o sorriso frio cortando o ar.
— Preparem um emissário. Se o garoto quer brincar de senhor… eu darei a ele a primeira “oferta de salvação”.
Dois dias depois, quando o sol ainda mal surgia no horizonte, o som metálico das ferraduras ecoou pelas pedras rachadas da estrada principal. Um grupo de cavaleiros avançava em formação, chamando a atenção de todos os camponeses despertos.
À frente deles, montava um homem de capa carmesim, com o brasão de Astoria bordado no peito. O ar que emanava era de superioridade.
Líria correu até o barraco improvisado de Renato.
— Jovem mestre! Cavaleiros na entrada. Dizem que trazem uma mensagem do Duque Merivold.
Renato se ergueu com rapidez, vestindo sua velha capa nobre desbotada. Não havia pompa… mas havia postura, determinação visível em cada gesto.
— É cedo demais para guerra… então é política. — murmurou. — Perfeito.
Na praça central, os cavaleiros se alinharam com disciplina impecável. O emissário desmontou com movimentos medidos, seus olhos varrendo a pequena vila com um toque de desprezo contido.
— Então este é… o glorioso território Verdevale. — disse, quase rindo.
Renato caminhou até ele, passos firmes, acompanhado de Líria e de alguns camponeses curiosos. Nenhuma armadura, nenhuma joia — apenas a firmeza de sua vontade.
O emissário desenrolou um pergaminho selado com cera vermelha e começou a ler em voz alta:
Por ordem de Sua Graça, Duque Merivold de Astoria…
Oferecemos ao jovem herdeiro Renato Verdevale um acordo de proteção e administração conjunta. O Ducado se compromete a fornecer segurança militar, suprimentos e reconstrução básica em troca de direitos exclusivos sobre a Caverna da Estrela Partida e parte das terras ao sul. Este acordo… visa preservar Verdevale da ruína iminente.
O silêncio caiu sobre a praça. Era uma proposta polida… mas envenenada.
Líria deu um passo à frente, indignada.
— Eles querem tomar tudo!
Renato ergueu a mão, pedindo silêncio. Avançou mais um passo, fixando o olhar no emissário.
— Diga ao seu senhor… — sua voz firme cortou o ar gelado da manhã — que aprecio sua preocupação com a “ruína iminente”. Mas Verdevale não está à venda. Nem por ouro. Nem por promessas vazias.
O vento frio trouxe consigo o aroma da terra úmida. Um novo capítulo da história de Verdevale começava ali, entre determinação e desafios que ninguém poderia ignorar.
O guardião das Bruxas – Light Novel cap 1
Capítulo 1 — O Despertar que Não Era um Despertar
O quarto de hospital estava mergulhado em silêncio, iluminado apenas pelo monitor cardíaco que piscava no escuro.
Caio jazia imóvel, conectado a tubos e máquinas. Dez anos haviam se passado desde aquele salto fracassado no set de gravação.
O guardião das Bruxas é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Ele fora um dublê. O corpo que voava para que outros brilhassem. O rosto que ninguém lembrava, mas que sustentava cenas de ação em novelas e filmes. Até que um dia, o salto não terminou com aplausos — mas com sirenes.
Sua mãe, incansável, todos os dias deixava a televisão ligada em programas de agricultura. Documentários sobre plantações, colheitas, fazendas.
— “Ele gostava disso… talvez escute lá dentro.”
Naquela noite, o monitor apitou. O coração de Caio acelerou, depois desacelerou. O silêncio tomou conta.
E então… tudo apagou.
Capítulo 2 — Entre Mundos
Quando abriu os olhos, não havia hospital. Não havia cama.
Caio se encontrava em uma imensa sala de triagem: corredores infinitos, fileiras de almas esperando, e ao fundo, um balcão dourado.
Atrás dele, uma figura etérea — a Entidade da Triagem.
— “Caio Monteverde. Dez anos de sono. Deseja reencarnar?”
Caio, ainda confuso, coça a cabeça.
— “Reencarnar…? Como assim, reencarnar?”
A Entidade abre um livro dourado.
— “Pode escolher. Guerreiro em terras de batalha. Rei em um império em ascensão. Herói em uma profecia.”
Caio suspira.
— “Sabe de uma coisa? Eu só queria paz. Uma fazendinha. Plantar, colher, comer bem… viver tranquilo.”
A Entidade ergue uma sobrancelha luminosa, anota com a pena dourada.
— “Desejo registrado.”
Sem perceber, ao estender a mão, a Entidade entrega a ele um objeto errado: um graveto escuro, marcado por símbolos.
Caio o segura e bufa.
— “Dez anos em coma… e eu ganho… um galho seco? Nem uma enxada?”
Antes que pudesse reclamar mais, um portal de luz o engoliu.
Capítulo 3 — A Fazendinha do Caos
Quando desperta, Caio está de pé em uma clareira. À sua frente: um vilarejo abandonado. Casas em ruínas, telhados quebrados, poços secos.
Ele respira fundo, o vento batendo em seus cabelos verdes.
— “Tá de sacanagem comigo, né? Essa é a minha ‘fazendinha tranquila’?!”
Mas não havia retorno.
A vida recomeçava ali.
O guardião das Bruxas – Light Novel cap 2
Capítulo 2 — A Maid Que Nasceu do Lixo
O sol da manhã atravessava as frestas de um telhado quebrado. Caio se levantou de um monte de feno podre, esticando os braços. Sua túnica clara estava encardida, e o vento frio entrava pelas paredes da casa arruinada.
Ele passou a mão na barriga, que roncou alto.
O guardião das Bruxas é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
— “Ótimo… reencarnei jovem e saudável… só pra morrer de fome em três dias.”
O vilarejo ao redor era desolado: janelas sem vidro, portas caídas, telhados prestes a desabar. Tudo tomado pelo mato. Nenhum animal, nenhuma plantação, nada.
Quando tropeçou em um tronco caído, cutucou-o com o graveto que ainda carregava. Um clarão percorreu o galho, símbolos apareceram como fogo azul. O tronco tremeu, pedras e metal dos destroços começaram a voar, atraídos por uma força invisível.
Do amontoado nasceu uma figura feminina. O corpo se moldou com precisão, pele clara com brilho metálico, cabelos prateados escorrendo até os ombros. Vestia um vestido preto com avental branco rendado, mangas bufantes e botas discretas. Quando ergueu o rosto, dois olhos de cristal azul se acenderam como lanternas.
Ela piscou os olhos, inclinou a cabeça e, em voz cristalina, disse:
— “Inicialização concluída. Unidade AURA-01 online. Olá, Mestre.”
Caio engasgou, recuando dois passos.
— “QUE—? EU PENSEI NUMA PÁ, NÃO NUMA… MÁQUINA DE LIMPAR CASTELO?!”
A jovem metálica pousou a mão no avental, quase como uma reverência.
— “Correção: unidade de Assistência Universal Rúnica Autônoma. Nome funcional: AURA-01. Função: auxiliar o Mestre em sobrevivência, cultivo e construção.”
Foi então que Caio reparou: no pescoço dela, um pequeno código de barras negro marcado na pele. Uma assinatura de criação.
Ele balançou a cabeça, incrédulo.
— “Maravilha… até reencarnar eu consegui inventar escravidão digital sem querer.”
Lia ergueu os olhos, brilhando com intensidade.
— “Observação: taxa de incompetência do Mestre estimada em 83%. Expectativa de morte por inanição: 72 horas.”
Caio levantou os braços.
— “Nem cinco minutos de vida nova e já tô sendo ofendido pela Alexa versão maid medieval.”
Apesar das reclamações, resolveu aproveitar.
— “Tá, Lia… já que é minha ajudante, me arruma comida.”
Os olhos dela piscaram, como se processassem milhões de cálculos.
— “Resultado: não há alimento armazenado. Solução viável: abrir terra e iniciar cultivo imediato.”
Caio suspirou. Tentou cavar com uma pá quebrada que encontrou, mas o cabo rachou no primeiro golpe. Jogou no chão, exausto.
Por impulso, encostou o graveto na ferramenta. Um clarão percorreu o objeto. Em segundos, surgiu uma pá de metal reluzente, resistente como nunca vira antes.
Ele encarou, sem acreditar.
— “Eu… eu criei isso?!”
Lia registrou.
— “Análise: ferramenta de liga metálica desconhecida. Durabilidade: 99%. Sugestão: plantar agora, Mestre.”
Passou o dia inteiro cavando. Suas calças bege estavam imundas, a túnica colada de suor. Lia, impecável em seu traje de maid, caminhava pelo campo, analisando raízes e sementes mofadas achadas em despensas antigas.
— “Veneno. Comestível. Indigesto. Potencialmente letal. Baixa chance de sobrevivência. Probabilidade de diarreia: 64%.”
À noite, Caio sentou-se diante de uma fogueira improvisada, mordendo uma raiz assada com gosto horrível.
Ele olhou para Lia, que continuava séria ao seu lado.
— “Horrível… mas é a melhor coisa que eu comi em dez anos.”
Ela inclinou a cabeça, olhos azuis pulsando como brasas.
— “Primeira refeição concluída. Início da base de sobrevivência registrado. Nota adicional: Mestre deveria construir abrigo decente. Previsão de colapso estrutural deste teto: duas semanas.”
Caio riu, cuspindo um pedaço da raiz.
— “Reencarnei pra plantar batata… mas virei pedreiro com babá digital. Só falta eu inventar o Wi-Fi agora.”
Acima deles, o céu estrelado iluminava o vilarejo morto. Pela primeira vez, Caio sentiu esperança.
E ao lado dele, aquela figura que parecia humana — mas tinha um código de barras no pescoço — piscou os olhos, como se já estivesse registrando o nascimento de algo muito maior.
IRON DUST — DESTRUIR OU MORRER – Light Novel Cap 1
Capítulo 1
O galpão escuro tremia levemente a cada rajada de vento que batia nos painéis de metal. O ranger metálico ecoava como se o lugar inteiro estivesse vivo, respirando em sincronia com a tempestade que se aproximava. Iron entrou, batendo a poeira do casaco, e o som reverberou pelas paredes vazias. Ferramentas improvisadas pendiam de cordas e ganchos; pedaços de motores quebrados estavam empilhados em caixas; e, no centro, uma mesa de trabalho iluminada por um lampião de óleo era o único ponto de clareza naquele mar de sombras.
No canto, em um catre improvisado, sua mãe dormia.
Lia tossiu — uma tosse seca, profunda, como se arrancasse pedaços de sua própria vida. Iron se aproximou, agachou-se e ajeitou o lenço em seu pescoço com cuidado, quase reverência.
Os olhos castanhos da mulher se abriram lentamente.
— Iron… você voltou cedo.
— A tempestade vai piorar — respondeu ele, em voz baixa, como se temesse acordá-la totalmente. — Trouxe peças novas hoje.
Ela tentou sorrir, mas a dor venceu o esforço.
— Você sempre traz peças… mas nunca traz descanso pra si.
Iron desviou o olhar. Descanso era luxo que não existia para quem já havia perdido quase tudo.
Uma memória súbita atravessou sua mente: o pai sorrindo por trás de uma bancada, mostrando a ele um velho manual de robótica achado no lixo dos nobres.
“Se você aprender isso… vai ser capaz de construir qualquer coisa, filho.”
O sorriso virou grito.
A corrida mortal.
O carro explodindo em chamas.
O irmão junto com ele.
Iron respirou fundo, solidificando a raiva no estômago, como sempre fazia.
— Vou trazer a água que falta — disse, levantando-se. — E os remédios. Não importa o que aconteça.
Lia tocou seu pulso com dedos fracos.
— Só não perca você mesmo… como eles perderam.
Por alguns segundos, Iron permaneceu imóvel. Lentamente, retirou a mão dela e saiu.
A porta de metal rangeu, deixando entrar um feixe de luz amarela. O sol castigado iluminava o pátio poeirento, onde os moradores da vila tentavam sobreviver mais um dia.
O Velho Rurik esperava perto do portão, apoiado no cajado metálico.
— Iron, ouvi sua mãe tossir daqui — disse ele, com olhar sério. — Essa doença está avançando rápido.
Iron passou por ele sem diminuir o passo.
— Eu sei.
— Você vai tentar de novo? — insistiu Rurik. — Entrar na classificação E? Sem carro, sem equipe, sem munição…
Iron parou. Apenas por um instante, mas parou.
— Não tem outra escolha.
— A classificação E mata oito em cada dez.
— Então eu vou ser um dos dois que voltam — respondeu, frio, como se fosse uma verdade óbvia.
Rurik riu amargo.
— Você parece com seu pai quando dizia essas coisas. Ele acreditava demais no próprio talento.
Iron ergueu a sacola de lona: cabos, chips, placas e um manual quase inteiro.
— A diferença é que eu vou acreditar no lixo deles. E fazer algo melhor com isso.
O velho ficou em silêncio. Determinação demais ali para tentar impedir.
Iron voltou à oficina e jogou as peças sobre a mesa. Abriu o manual rasgado. As páginas amareladas, parcialmente queimadas, exibiam esquemas de motores, diagramas de controle, estruturas reforçadas de chassis.
Ele esticou os dedos, respirou fundo e murmurou para si mesmo:
— Se eu quero competir… vou ter que começar do zero.
Um motor velho estava encostado no canto, abandonado desde que o pai tentara restaurá-lo antes da última corrida fatal.
Iron arrastou-o até a bancada, limpou a poeira e passou a mão pelas rachaduras, analisando cada falha, cada detalhe.
— Vamos ver até onde você aguenta — sussurrou.
Do lado de fora, o barulho grave de algo movendo-se sob a areia ecoou, lembrando o rugido de uma baleia subterrânea.
A Vila de Palhoça tremeu levemente.
Iron ignorou.
Porque naquele momento, pela primeira vez em anos… ele sentiu vontade de lutar.
E uma máquina quebrada era apenas o começo.









