julho 23, 2026 | Abraham Costa

Kusunoki-san wa Koukou Terá Adaptação em Anime: Veja Tudo Sobre o Anúncio

Kusunoki-san wa Koukou Terá Adaptação em Anime. O mangá romântico que conquistou leitores com a premissa de dois ex-marginalizados fingindo ter conseguido reinventar a vida no colégio finalmente ganhou luz verde pra virar anime. Kusunoki-san wa Koukou Debut ni Shippai Shite Iru — título que chegou ao ocidente como Kusunoki’s Flunking Her High School Glow-Up, via Kodansha USA — teve sua adaptação confirmada nesta quinta-feira (23), encerrando anos de expectativa de quem acompanha a obra desde 2022.

O anúncio veio acompanhado de visual-chave e trailer de teaser, e já traz nomes de peso na equipe: produção assinada por Passione e Hayabusa Film, direção de Midori Yui — que também assume a composição de série —, design de personagens de Koji Haneda e trilha sonora composta por Hyadain, nome conhecido de quem curte openings marcantes em animes de comédia romântica.

Do que trata a história, afinal

Pra quem nunca leu, a sinopse resume bem por que a obra caiu no gosto do público: Keisuke Shizuki era um garoto gordinho, de óculos, tratado com desprezo o ensino fundamental inteiro. Determinado a não repetir a mesma história no colegial, ele passa o verão inteiro se transformando — perde peso, troca os óculos por lentes de contato, reformula a postura. Entra no ensino médio como praticamente outra pessoa, e o plano funciona bem demais: ninguém desconfia do passado dele.

Ninguém, exceto uma pessoa: Shizuka Kusunoki, colega de classe que estudou com ele no fundamental e reconhece o antigo Keisuke debaixo da nova aparência. O detalhe irônico é que ela passou pelo mesmo processo. Também era isolada, também não tinha amigos, também se transformou visualmente pra entrar no colegial como uma pessoa nova — só que, diferente de Keisuke, ela não conseguiu resolver o problema de verdade. Por trás da fama de bonita e popular (tem até boato de garotos se declarando pra ela), Kusunoki continua sem saber como manter uma amizade, sem repertório social, perdida.

A saída que ela encontra é pedir ajuda justamente pra pessoa que sabe do seu passado. Só que Keisuke tem um problema seríssimo pra lidar com isso: desenvolveu uma espécie de fobia de garotas bonitas depois de ouvir, ainda no fundamental, a garota por quem era apaixonado zombando dele pelas costas. Passar a ajudar Kusunoki significa encarar exatamente o tipo de situação que ele mais evita.

A trama ganha mais uma camada de tensão quando Ririsa Hebikawa — a responsável indireta pelo trauma de Keisuke — aparece matriculada na mesma escola. De repente, o plano de recomeço perfeito de Keisuke corre risco por dois lados: o segredo que só Kusunoki conhece, e a garota que motivou todo esse processo de reinvenção.

Um mangá que cresceu aos poucos até virar fenômeno de nicho

A obra é escrita e ilustrada por Mitsuki Mii, e começou a ser publicada na Pixiv Comic, sob o selo Comic Pool da Ichijinsha, em outubro de 2022. Não é daquelas séries que explodiram da noite pro dia: o crescimento foi gradual, sustentado por boca a boca entre leitores que se identificaram com a proposta — nada de fantasia, nada de escola de poderes, só duas pessoas comuns tentando lidar com trauma social usando a ferramenta mais rasa possível, que é a aparência.

Até janeiro de 2026, a obra já somava sete volumes encadernados no Japão, com o oitavo previsto pra sair no fim deste mês. Foi indicada ao Next Manga Awards, na categoria web — prêmio que costuma servir de termômetro pra séries que ainda não estouraram mas têm tudo pra virar sucesso mainstream assim que ganham uma adaptação.

No ocidente, a Kodansha USA garantiu os direitos de publicação em inglês ainda em 2023, durante painel na Anime NYC, e vem lançando os volumes desde agosto de 2024. O fato de uma editora ocidental grande ter apostado na série antes mesmo do anime ser confirmado já dizia muita coisa sobre o potencial que enxergavam nela.

Kusunoki-san wa Koukou Terá Adaptação em Anime
Kusunoki-san wa Koukou Terá Adaptação em Anime

Passione e Hayabusa Film: o que esperar da produção

A escolha da Passione como um dos estúdios responsáveis chama atenção de quem acompanha animes de temática escolar e comédia romântica com um pé em conflito emocional mais denso — o estúdio já emprestou nome a projetos que equilibram humor leve com desenvolvimento de personagem mais cuidadoso. A parceria com a Hayabusa Film reforça esse compromisso: normalmente esse tipo de dupla-produção sinaliza um esforço maior na direção de arte e na ambientação, em vez de simplesmente correr pra entregar episódios sem lapidação.

A direção fica com Midori Yui, que acumula a função de responsável pela composição de série — ou seja, também vai decidir como o roteiro do mangá é adaptado episódio a episódio, o que costuma ser decisivo pra manter o ritmo emocional de uma obra que depende tanto de timing de comédia quanto de cenas mais sérias sobre trauma e insegurança. O design de personagens fica com Koji Haneda, cujo trabalho geralmente prioriza expressões faciais bem marcadas — essencial numa história onde tanto humor quanto desconforto emocional passam primeiro pelo rosto dos personagens antes mesmo da fala.

Já a trilha sonora nas mãos de Hyadain é, sinceramente, um dos detalhes mais animadores do anúncio pra quem acompanha produção musical de anime. Hyadain tem currículo extenso em openings cativantes e enérgicos, o tipo de assinatura sonora que costuma grudar na cabeça do espectador — combinação que funciona bem com séries de comédia romântica escolar, gênero que depende de uma abertura marcante pra fixar identidade logo nos primeiros segundos.

Por que esse anúncio pesa mais do que parece

Existe uma leitura de mercado por trás desse tipo de confirmação. Mangás de nicho que crescem devagar, sem viralizar de forma explosiva, costumam levar mais tempo pra conquistar uma adaptação — e quando conquistam, normalmente é sinal de que a editora e o comitê de produção enxergaram fôlego suficiente pra sustentar não só uma temporada, mas potencialmente mais.

O timing também não é aleatório. O anúncio saiu poucos dias antes do lançamento do oitavo volume japonês, movimento clássico de sincronizar hype editorial com hype de anime — quem descobre a série pelo anúncio do anime já encontra material recente esperando na banca, e quem já lia o mangá ganha um motivo extra pra continuar acompanhando de perto.

Vale reforçar: ainda não há data de estreia confirmada, nem elenco de dubladores revelado, nem emissora ou plataforma de streaming responsável pela exibição fora do Japão. O que existe, por enquanto, é a confirmação oficial da produção, com equipe técnica definida e visual-chave divulgado — o tipo de anúncio que costuma anteceder em meses (às vezes mais de um ano) a chegada de informações mais concretas sobre elenco e cronograma.

O que fica pra quem quer acompanhar de perto

Pra quem já é fã do mangá, a recomendação óbvia é continuar acompanhando os volumes japoneses ou a tradução da Kodansha USA enquanto a produção do anime avança nos bastidores. Pra quem está descobrindo a obra agora por causa do anúncio, vale aproveitar esse intervalo antes da estreia pra ler o material original — a história já tem volume suficiente publicado pra entregar uma experiência completa, sem o risco de “spoiler de anime” atropelando o ritmo de quem prefere descobrir tudo pela primeira vez já animado.

De qualquer forma, é mais um exemplo de como o mercado de anime continua garimpando obras de nicho que investem em desenvolvimento emocional genuíno em vez de fórmulas repetidas — e Kusunoki-san wa Koukou Debut ni Shippai Shite Iru parece ter conquistado justamente esse espaço aos poucos, sem pressa, até chegar no ponto de virar animação oficial.

Kusunoki-san wa Koukou Terá Adaptação em Anime – Imagens: Intoxi Anime

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julho 22, 2026 | Abraham Costa

Zoro Está Prestes a Ganhar um Upgrade de Poder Que Pode Mudar Tudo em One Piece

Zoro Está Prestes a Ganhar um Upgrade de Poder. Zoro passou os últimos anos sendo o cara que todo mundo elogia mas ninguém explica direito o porquê. Ele tem Haki do Rei desde Onigashima, virou uma das “Asas do Rei dos Piratas”, corta montanhas, corta o próprio destino (leia-se: aquela cicatriz absurda no olho) — e mesmo assim continua sendo tratado como “o segundo mais forte” sem uma justificativa concreta na trama. Isso está prestes a mudar. E não é wishful thinking de fã: Oda deu as peças, capítulo após capítulo, pra um salto de poder que devia acontecer há tempos.

O gatilho está na saga de Elbaf, mais especificamente no confronto contra Saint Sommers, que começou no capítulo 1187. E o detalhe que ninguém deveria ignorar é este: o próprio mangá já admitiu, texto explícito, que Zoro não sabe controlar o Haki do Rei que possui.

O problema que Oda plantou de propósito

Voltando um pouco: Zoro despertou o Haki do Rei ainda em Onigashima, lá pelo capítulo 1033, contra King. Usou de novo pouco depois, contra Kaido. Só que, diferente de Luffy — que passou o timeskip inteiro do Egghead treinando essa habilidade com direito a explicação técnica e tudo —, Zoro nunca recebeu o mesmo tratamento narrativo. Ele simplesmente tem o poder e usa quando dá, sem controle, sem refinamento, sem cena de treino.

O capítulo 1152 deixou isso escancarado: o domínio de Zoro sobre o Haki do Rei é frágil, quase acidental. E é justamente esse buraco na história — um poder bruto que ninguém ensinou a lapidar — que está sendo usado agora como motor da evolução dele. Sommers não é só mais um oponente forte da saga; ele é o adversário desenhado para forçar Zoro a resolver essa pendência.

Espadas negras: o upgrade que já está em andamento

A parte mais concreta (e mais legal, sinceramente) é o que já apareceu nas páginas mais recentes: Zoro revestindo as lâminas com Haki do Rei até elas escurecerem por completo. Não é força bruta, é técnica de fato — impregnar as espadas com esse Haki avançado, do jeito que Shanks faz com a lâmina dele, do jeito que Roger fazia. É a diferença entre “cortar forte” e “cortar com uma arma que carrega intenção de conquistador”.

Isso não é teoria de fórum. É o que Oda está desenhando, literalmente, nos capítulos mais recentes da saga. E o resultado projetado por quem acompanha de perto o ritmo da história é direto: ao final da luta contra Sommers, Zoro deve sair mais forte que boa parte dos Yonko atuais, brigando de igual para igual com nomes como Sanji nas discussões de tier list — o que, pra quem lembra da era pré-timeskip em que Zoro mal tinha recompensa própria, é uma virada e tanto.

A velha teoria da fruta que voltou a circular

Tem uma segunda camada nessa história, mais especulativa, mas que voltou a bombar justamente por causa do que está acontecendo agora no mangá. Anos atrás, numa dessas seções de perguntas e respostas que Oda costuma escrever nos volumes encadernados, ele foi perguntado qual fruta do diabo caberia melhor em cada Chapéu de Palha se eles fossem usuários. Para Zoro, a resposta foi a Uo Uo no Mi, Modelo: Seiryu — a mesma fruta de dragão que Kaido possui. Só que Oda fez questão de detalhar algo estranho: não seria Zoro quem comeria a fruta. Seria uma das espadas dele.

Isso soa bizarro até você lembrar que o universo de One Piece já normalizou objetos comendo frutas do diabo. Lassoo, o cachorro-arma de Arabasta, comeu uma fruta Zoan e virou uma arma de fogo falante. Mais recentemente, o martelo Ragnir apareceu com a Risu Risu no Mi, Modelo Ratatoskr, confirmando que Oda ainda gosta desse conceito e não abandonou a ideia. Some isso ao fato de que a arma de Shamrock, um dos personagens mais poderosos revelados na saga final, também carrega poder de fruta do diabo dentro da lâmina.

Nada disso confirma que uma das espadas de Zoro — Wado Ichimonji, Sandai Kitetsu ou a temida Enma — vai literalmente comer uma fruta e virar um dragão. É especulação, e vale tratar como tal. Mas dentro da lógica temática que Oda constrói há décadas — Zoro ligado a dragões, ao imaginário samurai, à obsessão por ser o melhor do mundo do mesmo jeito que Kaido queria ser o mais forte de todos — a peça encaixa bem demais pra ser só coincidência de SBS antiga.

Por que isso importa agora, e não em qualquer outro momento

O timing é o que torna essa conversa relevante hoje e não há cinco anos. One Piece está na reta final. Oda não tem mais espaço pra subtramas que não levem a algum lugar, e cada arco daqui pra frente carrega peso de desfecho. Colocar Zoro numa saga inteira dedicada a expor a fragilidade do controle dele sobre o Haki do Rei, logo agora, é assinatura clara de que esse é o momento escolhido pra fechar essa lacuna de vez.

Some a isso outro detalhe que reforça o timing: em julho de 2026 saiu no Japão o romance “One Piece Novel Zoro”, reunindo capítulos já publicados na One Piece Magazine e trazendo material inédito sobre a fase em que ele ainda procurava Mihawk (achando, na real, que estava atrás de um assassino misterioso). Não é upgrade de poder dentro da timeline principal, mas mostra o quanto a editora está investindo em aprofundar justamente esse personagem no exato momento em que ele ganha protagonismo dentro do mangá central. Não parece acaso.

Zoro Está Prestes a Ganhar um Upgrade de Poder
Zoro Está Prestes a Ganhar um Upgrade de Poder – Imagem: Ei Nerd

O que esperar dos próximos capítulos

Dá pra separar isso em dois blocos, sem misturar fato com desejo de fã:

O que já está confirmado: Zoro enfrentando Sommers numa luta desenhada especificamente pra testar (e evoluir) o controle dele sobre o Haki do Rei, com as espadas ganhando o revestimento escurecido característico dessa técnica avançada.

O que ainda é teoria, mesmo que bem fundamentada: a possibilidade de uma das lâminas dele carregar, no futuro, uma fruta do diabo nos moldes da Uo Uo no Mi. Interessante, coerente com o histórico do autor, mas sem confirmação oficial na trama atual.

De qualquer forma, o caminho está desenhado. Zoro sai dessa saga diferente do que entrou — e pela primeira vez em muito tempo, a série está dando a ele o mesmo cuidado narrativo que sempre reservou pro Luffy. Vale acompanhar capítulo a capítulo, porque essa é uma daquelas evoluções que Oda não costuma resolver rápido — e olhando pro histórico dele, o pagamento tende a valer a espera.

Imagem do topo: Reddit

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julho 21, 2026 | Abraham Costa

Trailer de “Dark Summoner to Dekiteiru” chega e confirma estreia para outubro

Depois de meses de expectativa entre os leitores do mangá, a produção do anime Dark Summoner to Dekiteiru — conhecido no ocidente pelo título I’m Dating a Dark Summoner — finalmente soltou seu primeiro vídeo promocional.

O material chegou junto de uma leva de confirmações sobre elenco técnico, estúdio responsável e a data que muita gente já desconfiava: outubro de 2026, dentro da temporada de outono do calendário japonês.

O que aparece no vídeo

O teaser não é longo, mas cumpre o papel de apresentar o tom da obra. Ele mostra rapidamente a dinâmica do grupo de aventureiros protagonista e sinaliza, sem entrar em detalhes, as consequências de uma noite que muda a relação entre os dois personagens centrais logo no primeiro capítulo da história. É esse gancho, aliás, que sustenta boa parte do humor do mangá original: um clérigo extremamente certinho dividindo grupo — e depois muito mais que isso — com uma invocadora que lida com poderes sombrios e não tem a menor paciência para regras.

Quem acompanha lançamentos de animes de formato curto vai reconhecer o estilo do vídeo. Não é um trailer de série de 24 minutos por episódio, com arcos longos e batalhas coreografadas quadro a quadro. A proposta aqui é outra: episódios curtos, ritmo ágil, humor pontual, pensados para quem assiste em blocos rápidos e não necessariamente acompanha uma grade fixa de simulcast.

Quem está por trás da produção

A ficha técnica revelada junto do trailer traz nomes que já circulam no mercado de anime de formato curto há alguns anos. A direção e a composição de série ficam com Seiya Miyajima, que também assina os roteiros e já havia comandado projetos como Umayon e BanG Dream! Girls Band Party! Pico — ambos também de duração reduzida por episódio, o que ajuda a entender por que ele foi escalado para este projeto.

O design de personagens e a direção de animação-chefe ficam com Takahiro Sasaki, nome que trabalhou anteriormente em Chronicles of the Going Home Club. A animação em si fica sob responsabilidade do estúdio AtoriE, com apoio do estúdio Nyan Pollution-ω-. Toda a produção é chancelada pelo selo Deregula, da WWWave Corporation, que vem se especializando justamente nesse nicho de adaptações curtas para mangás de nicho, sem precisar bancar a estrutura de uma temporada tradicional de 12 ou 13 episódios longos.

De onde vem a história

O mangá que deu origem ao anime é assinado por Shaoh e começou a ser publicado em novembro de 2021, dentro do selo digital Dra Dra Sharp, da Fujimi Shobo — a mesma editora responsável pela revista Dragon Age, ligada à Kadokawa. Até março de 2026 já eram sete volumes compilados, um ritmo de publicação consistente que ajudou a obra a ganhar tração o suficiente para justificar uma adaptação animada.

A sinopse oficial descreve o enredo como uma comédia romântica sobre um casal que vive brigando: de um lado, Amona, uma invocadora das trevas meio-humana que usa poder demoníaco e tem dificuldade em resistir aos próprios impulsos; do outro, Roni, um sacerdote extremamente sério que enxerga com desconfiança qualquer coisa ligada a demônios. A ideia de opostos que se atraem não é exatamente original dentro do gênero, mas o diferencial costuma estar em como a obra brinca com o choque entre a rigidez de Roni e a impulsividade de Amona logo nos primeiros capítulos, quando os dois ainda deveriam estar se conhecendo como colegas de grupo de aventura.

Trailer de Dark Summoner to Dekiteiru
Anime Trending

Onde assistir

A distribuição internacional já está definida: a HIDIVE fechou os direitos de streaming e vai exibir a série nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia. Um ponto que ainda gera dúvida entre quem acompanha o lançamento é se a plataforma vai transmitir a versão editada para TV ou a versão sem cortes, algo comum em adaptações desse gênero, já que o mangá original circula sob classificação para público adulto. Até o momento, a HIDIVE não confirmou qual das duas versões vai ao ar primeiro nem se ambas ficarão disponíveis.

Não há, por enquanto, confirmação de distribuidora para o mercado brasileiro ou de dublagem em português. Lançamentos desse porte — séries curtas, de nicho, com classificação adulta — costumam demorar mais para fechar acordos de streaming em português, quando fecham.

Por que esse tipo de anime tem crescido

Vale entender o contexto por trás do formato. Nos últimos anos, séries de episódios curtos — geralmente entre três e dez minutos, bem diferentes dos 22 minutos tradicionais — se tornaram uma estratégia comum para estúdios menores adaptarem mangás de nicho sem o custo de uma produção completa. A própria dupla de trabalhos anteriores de Miyajima segue essa lógica: produção mais enxuta, público mais segmentado, mas ainda assim capaz de gerar receita através de streaming e venda de material licenciado.

Esse modelo também explica por que o selo Deregula tem se tornado um nome recorrente em anúncios recentes. A aposta é clara: em vez de arriscar uma temporada completa em obras de nicho — que muitas vezes têm público fiel, mas não necessariamente massivo —, o estúdio testa a recepção com um formato mais barato de produzir e, dependendo do resultado, decide se vale a pena expandir o investimento em temporadas futuras ou spin-offs.

O que esperar daqui para frente

Com o trailer divulgado e o elenco técnico confirmado, o próximo passo natural é a revelação do elenco de dubladores japoneses, que geralmente acontece nas semanas seguintes ao primeiro PV, seguida de um segundo trailer mais próximo da estreia, já com trechos maiores de animação e, possivelmente, a abertura musical. Historicamente, produções desse porte costumam divulgar o elenco de voz completo entre seis e oito semanas antes da estreia, o que colocaria esse anúncio para o início ou meados de setembro.

Também é esperado que a Kadokawa aproveite o embalo da adaptação para impulsionar as vendas do mangá físico, prática comum quando uma obra ganha anime: reimpressões, edições especiais de capa e, em alguns casos, um oitavo volume lançado propositalmente perto da data de estreia da série animada.

Para quem já acompanha o mangá desde 2021, a expectativa agora é ver como a adaptação vai lidar com o ritmo dos capítulos originais dentro do formato curto — um desafio comum nesse tipo de produção, já que nem sempre é simples condensar arcos inteiros em episódios de poucos minutos sem perder o timing cômico que faz a obra funcionar no papel. A resposta só virá mesmo em outubro, quando os primeiros episódios estrearem e o público puder comparar a adaptação com o material original.

Imagem do topo: Anime Trending

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julho 20, 2026 | Abraham Costa

ThunderCats vai ganhar relançamento em HQ: entenda a nova fase que chega em outubro

ThunderCats vai ganhar relançamento em HQ. Terceira Terra está prestes a mudar de cara outra vez. A Dynamite Entertainment confirmou que ThunderCats ganha um relançamento de número 1 em outubro de 2026, com roteiro de Greg Pak e arte de David Cousens assumindo o comando de uma fase que promete reorganizar praticamente tudo o que os leitores conheciam da série de quadrinhos iniciada em 2024. Não se trata de um spin-off nem de uma minissérie paralela: é o recomeço numerado da coleção principal, o tipo de movimento editorial que costuma sinalizar uma virada de rumo para o elenco e para o próprio Lion-O.

A notícia chega num momento curioso para a marca. Menos de um mês antes, durante o Festival Internacional de Animação de Annecy, a Warner Bros. Animation confirmou que também está desenvolvendo um novo longa-metragem animado de ThunderCats, revelado de forma discreta dentro de um showreel de projetos futuros do estúdio, ao lado de um novo filme das Meninas Superpoderosas. São produtos de mídias diferentes, tocados por empresas diferentes — Dynamite nos quadrinhos, Warner no cinema —, mas o timing reforça algo que os fãs já vinham percebendo: depois de décadas de tentativas frustradas de reviver a franquia, alguém finalmente resolveu tirar Lion-O da gaveta.

Quem assina a nova fase

Greg Pak não é nome desconhecido para quem acompanha grandes universos de super-heróis. Ele já passou por títulos como Planet Hulk, World War Hulk, Batman/Superman e pela linha de Darth Vader na Marvel, sempre com uma marca registrada: pegar personagens consagrados e empurrá-los para dilemas que fogem do óbvio. Ao lado dele, David Cousens entra como artista, somando-se a um time que já vinha construindo a fase anterior — Igor Monti, Jeff Eckleberry e Nate Cosby seguem envolvidos no universo expandido da editora.

Segundo Nick Barrucci, CEO da Dynamite, a escolha de Pak veio justamente pela capacidade dele de entregar histórias com “ação massiva, emoção grande” e o que o próprio roteirista descreveu como uma relevância que morde — uma HQ de aventura que não tem medo de tocar em assuntos que dialogam com o presente, mesmo dentro de uma ficção sobre felinos alienígenas espadachins.

O que muda na trama

O ponto de partida da nova fase é dramático: Lion-O abandona o papel de líder e passa a agir por conta própria, longe da estrutura que sustentava os ThunderCats até então. O grupo se vê em situação de exílio na Terceira Terra, dividido entre alianças incertas com os SilverHawks e o avanço de facções rivais que disputam espaço no mesmo território. É um cenário bem distante da imagem clássica do herói que sempre grita “Ho!” empunhando a Espada dos Presságios com total confiança — aqui, a liderança está em xeque, e a confiança do próprio leitor no protagonista também.

Entra em cena um vilão inédito: o Rei Feral, apresentado como ameaça capaz de pressionar simultaneamente os ThunderCats, as forças de Mumm-Ra e o equilíbrio de toda a Terceira Terra. A escolha de criar um antagonista novo, em vez de reciclar apenas os mutantes de Plun-Darr ou o próprio Mumm-Ra, indica que a Dynamite quer abrir um capítulo com regras próprias, sem depender só da nostalgia de quem cresceu vendo o desenho dos anos 80.

Vale lembrar o ponto de onde a história parte: Tygra e Calica — personagem que estreou em ThunderCats (2024) #2 — vinham servindo como conselheiros de Lion-O antes da guinada. A trama recente já mostrava o protagonista lidando com orgulho ferido e cobrando de si mesmo decisões que não deram certo; agora, um meteoro misterioso cruza o céu de Terceira Terra e ilumina de forma estranha uma reunião das tribos locais, evento que parece funcionar como estopim para o caos que abre a nova numeração.

Por que um relançamento agora

Reiniciar a numeração de uma HQ é, na prática, um convite à entrada de novos leitores. Quem nunca acompanhou os quadrinhos da Dynamite ganha um ponto de partida limpo, sem precisar recuperar dezenas de edições anteriores para entender o que está acontecendo — e quem já segue a série ganha a sensação de que algo realmente novo está prestes a começar, não apenas mais um arco dentro da mesma sequência.

Esse tipo de decisão editorial também costuma vir atrelada a uma mudança de tom. Pelo que já foi divulgado, a ideia é abandonar um pouco da estrutura mais linear de “equipe unida enfrenta ameaça externa” e explorar rachaduras internas: um líder que se afasta, aliados que passam a questionar decisões, território que precisa ser reconquistado aos poucos. É uma abordagem que se aproxima do que Pak já fez em outras franquias, onde o conflito emocional do protagonista pesa tanto quanto a ameaça externa.

ThunderCats vai ganhar relançamento em HQ
ThunderCats vai ganhar relançamento em HQ – Imagem: Canaltech

ThunderCats além dos quadrinhos: o filme animado em desenvolvimento

Enquanto a Dynamite prepara o relançamento impresso, a Warner Bros. Pictures Animation trabalha, em paralelo, num longa-metragem animado da franquia. O anúncio em Annecy não veio acompanhado de detalhes de elenco, data de estreia ou sinopse — apenas o logotipo da marca dentro de uma prévia de projetos futuros —, mas o simples fato de a divisão de animação do estúdio ter puxado o projeto adiante já é significativo. ThunderCats persegue uma versão cinematográfica há quase vinte anos, com um projeto em live-action assinado por Adam Wingard que segue em desenvolvimento paralelo e ainda sem data definida.

A diferença de ritmo entre os dois projetos chama atenção: o filme animado ainda está em estágio inicial, sem roteiro ou elenco confirmados publicamente, enquanto a HQ já tem data de estreia fechada, criadores anunciados e até o nome do vilão principal revelado. Para quem quer voltar a acompanhar Lion-O e companhia sem esperar anos por uma produção cinematográfica, os quadrinhos surgem como a porta de entrada mais imediata.

O histórico de tentativas de reviver a marca

Vale contextualizar por que esse movimento importa tanto para quem acompanha a franquia. Depois do desenho original, que foi ao ar entre 1985 e 1989, ThunderCats já passou por um reboot em 2011 — cancelado após apenas uma temporada, apesar da recepção crítica positiva — e por uma versão com estética simplificada, ThunderCats Roar, que tentou aplicar a fórmula de séries como Teen Titans Go! e não conquistou o público que buscava algo mais próximo do tom original. Cinco anos se passaram desde a última série produzida para a Cartoon Network, e quase quatro décadas desde o fim do desenho clássico.

Diante desse histórico de idas e vindas, o relançamento em quadrinhos surge como o movimento mais concreto e imediato de reaproximação com o público em bastante tempo. Diferente de um anúncio de filme sem data, a HQ já tem mês de lançamento marcado, nomes confirmados na equipe criativa e uma sinopse que deixa claro por onde a história vai passar.

Quando estreia e o que esperar

ThunderCats #1 chega às lojas em outubro de 2026, publicado pela Dynamite Entertainment. A expectativa é que o primeiro arco apresente o Rei Feral em profundidade, acompanhe a queda e possível reconstrução da liderança de Lion-O e mostre como o grupo se reorganiza fora da estrutura que conhecia. Para quem já lê a série desde 2024, é a chance de ver consequências reais pesarem sobre os personagens; para quem nunca abriu uma edição, é literalmente o ponto de entrada que a editora criou para isso.

Resta acompanhar se a nova fase vai conseguir equilibrar a ação abraçada pelos fãs mais antigos com a complexidade dramática que Greg Pak promete trazer — e se esse fôlego renovado nos quadrinhos vai, de alguma forma, empurrar também o tão esperado filme animado para sair do papel.

ThunderCats vai ganhar relançamento em HQ – Imagem do topo: IMDb

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julho 17, 2026 | Abraham Costa

Kaketa Tsuki no Mercedes ganha primeiro trailer e confirma estreia para janeiro de 2027

Kaketa Tsuki no Mercedes ganha primeiro trailer. O site oficial da adaptação de Kaketa Tsuki no Mercedes: Kyuuketsuki no Kizoku ni Tensei Shita kedo Suteraresou nanode Dungeon wo Seiha suru — nome internacional Mercedes and the Waning Moon: The Dungeoneering Feats of a Discarded Vampire Aristocrat — soltou nesta semana o primeiro vídeo promocional do anime, encerrando meses de expectativa dos leitores da light novel. Junto do trailer vieram uma nova arte promocional e a confirmação oficial da janela de estreia: janeiro de 2027, dentro da temporada de inverno.

Quem acompanha lançamentos de isekai e fantasia sabe que esse tipo de anúncio costuma vir em doses separadas — primeiro um visual, depois o elenco, só então o trailer. Aqui a produção resolveu concentrar quase tudo de uma vez: além das cenas de animação, o vídeo já apresenta um resumo visual da protagonista, do cenário e do tom da obra, deixando claro que o estúdio quer entrar com força na disputa da próxima temporada.

Do que trata a história

Mercedes Grunewald é a protagonista que dá nome ao título em português (Mercedes e a Lua Minguante, numa tradução livre). Ela nasce como filha ilegítima de um nobre vampiro influente, fruto de uma relação com uma concubina sem posses. Desde cedo, Mercedes sabe que jamais será escolhida como herdeira: essa posição está reservada a outro filho, nascido dentro do casamento oficial da família.

O problema é o que acontece depois. Quando o pai finalmente decidir quem herda o título, Mercedes, a mãe e a velha serva que cuidou dela a vida inteira correm o risco de serem simplesmente descartadas, sem renda, sem proteção e sem lugar na sociedade nobre. É esse medo concreto — não uma ameaça abstrata de vilão, mas a possibilidade real de abandono — que empurra a menina para um caminho pouco comum entre nobres: virar caçadora de masmorras.

No mundo da obra, explorar dungeons é uma das poucas profissões abertas a qualquer pessoa, inclusive crianças, desde que tenham disposição para treinar. Mercedes começa a se preparar ainda pequena, apostando justamente na vantagem que herdou por nascer numa família de vampiros. A ideia central da trama é essa: uma garota sem talento reconhecido pela nobreza que decide construir sozinha a segurança da própria família, usando o corpo e as habilidades vampíricas como ferramenta, não como maldição.

Vale registrar que a série não é original de anime — ela nasce da pena de Fire head, autor da light novel publicada pela editora TO Books desde 2021, que já soma quatro volumes no Japão. Ou seja, quem gostar do trailer tem material impresso de sobra para adiantar a leitura antes da estreia.

Quem está por trás da produção

A ficha técnica divulgada junto do trailer ajuda a entender o tipo de acabamento que dá para esperar da série. A direção ficou com Kunihisa Sugishima, nome conhecido por comandar títulos como Strike Witches, Yu-Gi-Oh! e Beyblade: Metal Fury — um currículo que mistura ação coreografada com produções voltadas a um público mais jovem, o que faz sentido dado o tom de Kaketa Tsuki no Mercedes, que mistura fantasia sombria com crescimento pessoal.

Kaketa Tsuki no Mercedes ganha primeiro trailer
Gustavo Rebollar via X

O roteiro é assinado por Jun Kumagai, que já trabalhou em Persona 4: The Golden Animation. O design de personagens ficou a cargo de Nami Shouyama, profissional com passagem por Buddy Daddies e Yu-Gi-Oh! Go Rush!!, o que sugere um traço mais expressivo e menos genérico do que costuma aparecer em adaptações de isekai feitas às pressas.

A trilha sonora reúne dois nomes que vêm ganhando espaço na cena musical de anime: R.O.N, responsável por trabalhos como Kuroneko to Majo no Kyōshitsu, e Shūhei Mutsuki, ligado a Lycoris Recoil. A animação ficará por conta do estúdio Teddy, que já passou por Slime Taoshite 300-nen II e vem se firmando aos poucos como uma casa de produção atenta a projetos de fantasia com pegada mais intimista, longe dos grandes blockbusters de estúdios maiores.

O que o trailer mostra (e o que ele esconde)

O vídeo evita spoilers pesados, como é praxe em primeiros trailers, mas cumpre o papel de estabelecer atmosfera. As cenas alternam entre a rotina de treinamento de Mercedes ainda criança e flashes do que parece ser sua vida já mais crescida, explorando as tais masmorras. A paleta de cores aposta em tons frios, reforçando o clima de “lua minguante” que dá nome à obra, enquanto os poucos segundos de combate mostrados sugerem uma abordagem mais tática do que espetacular — nada muito distante do que se via em produções recentes do gênero “reencarnação com objetivo prático de sobrevivência”, em vez da fórmula do herói que já nasce overpowered.

Não há, até o momento, confirmação de elenco de dublagem. Esse costuma ser o próximo anúncio natural nesse tipo de campanha promocional, então quem está de olho no projeto deve esperar novidades nas próximas semanas, possivelmente acompanhadas de um segundo trailer já mais próximo da temporada de inverno.

Por que vale ficar de olho

O gênero isekai vive um momento de saturação — basta olhar o catálogo de qualquer temporada recente para encontrar meia dúzia de protagonistas reencarnados com poderes absurdos enfrentando problemas que nunca parecem sérios de verdade. Kaketa Tsuki no Mercedes aposta numa saída diferente: o risco da protagonista não é um vilão cósmico, é a pobreza e o abandono familiar, algo bem mais palpável dentro da própria lógica do enredo.

Some a isso uma equipe técnica com experiência real em ação bem coreografada (caso de Sugishima) e design de personagens vindo de produções recentes bem avaliadas, e dá para entender por que o anúncio já está circulando entre fãs de fantasia e vampiros como uma aposta séria para a temporada de janeiro de 2027, e não apenas mais um título de preenchimento de grade.

Resta acompanhar se o ritmo da adaptação vai conseguir equilibrar o drama familiar do início da história com a progressão de poder de Mercedes conforme ela avança pelas masmorras — esse é, historicamente, o ponto onde boa parte dos animes desse estilo perde o fôlego pela metade. Por enquanto, o que existe é só o primeiro gancho: uma garota decidida a não deixar a própria família virar estatística de uma corte nobre indiferente.

Como a obra chegou até aqui

Vale lembrar o caminho que a franquia percorreu até esse trailer. O anúncio da adaptação em si não é recente: a confirmação de que a light novel viraria série animada já circulava desde meados de 2025, sem muitos detalhes de produção. De lá para cá, o silêncio foi quase total — nada de elenco, nenhuma imagem de trabalho, apenas a certeza de que o projeto seguia em andamento em algum estúdio japonês. Esse tipo de hiato costuma acender um sinal de alerta entre fãs mais desconfiados, que temem atraso ou cancelamento silencioso. Não foi o caso aqui: o material chegou completo, com trailer, visual e ficha técnica fechada de uma vez, o que normalmente indica produção já em estágio avançado.

Um nicho específico dentro do isekai

Chama atenção também o recorte de público que a obra parece mirar. Diferente da maioria dos isekais de ação voltados a um público majoritariamente masculino, Kaketa Tsuki no Mercedes nasce classificada como shoujo, com elementos de fatia de vida e ambientação escolar somados à fantasia e à ação de masmorra. Na prática, isso deve significar menos combate gratuito e mais espaço para a relação de Mercedes com a mãe, com a criada idosa e, provavelmente, com colegas que ela encontrar pelo caminho — um equilíbrio que costuma agradar quem procura fantasia com peso emocional real, não apenas números de dano subindo na tela.

Essa escolha também ajuda a diferenciar o título dentro de uma temporada que, historicamente, costuma vir lotada de reencarnações e sistemas de níveis. Ao colocar o núcleo familiar no centro do conflito, em vez de um sistema de jogo ou uma profecia qualquer, a adaptação aposta em amarrar o espectador pela relação entre as personagens antes de qualquer arco de poder mais grandioso.

O que esperar dos próximos meses

Com o primeiro trailer divulgado e a data de estreia confirmada, o roteiro natural de qualquer campanha de anime segue um padrão relativamente previsível: revelação de elenco principal, seguida de um segundo trailer com a música de abertura já definida, e só então o pôster final poucas semanas antes da estreia. Dado o ritmo acelerado com que essa primeira leva de informações foi entregue, não seria surpresa ver o anúncio de dublagem ainda neste ano, provavelmente entre agosto e outubro.

Enquanto isso não acontece, quem quiser se preparar para janeiro tem duas opções bem diretas: acompanhar a novel original, já com quatro volumes publicados no Japão, ou simplesmente guardar o nome na lista de estreias da próxima temporada de inverno e esperar o próximo vídeo promocional. De qualquer forma, o pontapé inicial já foi dado, e a resposta do público nas primeiras horas após o trailer sugere que Kaketa Tsuki no Mercedes entrou no radar de fãs de fantasia e vampiros com força suficiente para não passar despercebido quando janeiro chegar.

Informações: site oficial e Anime News Network.

Imagem do topo: Universo Nintendo

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julho 16, 2026 | Abraham Costa

Red Dead Redemption 3 pode não ser uma continuação — e isso pode ser a melhor notícia da franquia

Red Dead Redemption 3 pode não ser uma continuação. Todo mundo que joga Red Dead Redemption 2 desde 2018 carrega a mesma pergunta guardada num canto da cabeça: o que vem depois de Arthur Morgan? A resposta óbvia seria “o filho do John Marston, obviamente”. Só que quanto mais rumor sai sobre Red Dead Redemption 3, mais essa resposta óbvia perde força.

E tem um motivo simples para isso: a Rockstar já fez essa jogada antes, e ela não segue reto pra frente.

A franquia sempre andou pra trás, não pra frente

Repara numa coisa que passa batido pra quem não presta atenção na timeline: o primeiro Red Dead Redemption se passa em 1911, no fim da era dos foras-da-lei, com John Marston já velho de guerra tentando deixar o passado quieto. RDR2, lançado oito anos depois, não continuou a história do Jack adulto nem seguiu em frente no calendário — ele voltou pra 1899, pra mostrar a gangue Van der Linde na pior fase da queda dela. Ou seja: a sequência mais aclamada da história dos games não foi sequência nenhuma. Foi prequela.

Isso não é só curiosidade de fã organizado. É padrão de estúdio. E padrão de estúdio é a coisa mais fácil de apostar quando não existe confirmação oficial. <cite index=”9-1″>A franquia é conhecida por sua narrativa reversa: o primeiro jogo se passa no fim da era dos fora da lei, em 1911, e o segundo no início do declínio, em 1899</cite>. Se o terceiro título seguir a mesma lógica, o caminho natural não é ir pra frente, na direção dos anos 1920 e dos carros. É voltar mais ainda, pros 1870 ou 1880, quando o Velho Oeste ainda era bruto de verdade e não uma lembrança.

Por que ninguém quer ver Jack Marston de terno

A ideia de seguir o Jack adulto, décadas depois do primeiro jogo, sempre soou tentadora no papel. Só que esbarra num problema que a comunidade já discutiu à exaustão: os anos 1920 são a era de Al Capone, Lei Seca, gângster de terno e carro, não de cavalo e revólver. <cite index=”11-1″>Um jogo nos anos 20 seria sobre gângsteres, Lei Seca e carros, ficando mais parecido com Mafia do que com Red Dead, perdendo a identidade caubói</cite>. Pra uma franquia que vende justamente a sensação de cavalgar por território sem lei, trocar isso por metrópole e terno é abrir mão do próprio motivo de existir.

Tem gente que argumenta o oposto — que dá pra fazer funcionar, que o choque entre o velho oeste selvagem e a modernidade que chega é ótimo material dramático, com direito a crime organizado nascendo e um mundo em transição. É um argumento válido. Só que ele ainda é minoria dentro da própria comunidade que discute o assunto, e a Rockstar historicamente prefere manter a marca registrada da série intacta a arriscar descaracterizá-la.

O que “aposentar” os Van der Linde de vez significaria

Existe ainda uma terceira porta, mais radical: esquecer Dutch, Arthur, John e companhia de vez e apostar num elenco inteiramente novo, sem vínculo direto com os dois primeiros jogos. <cite index=”9-1″>No Reddit a sugestão mais popular é que o terceiro título apresente um elenco totalmente novo e uma trama independente, explorando o Velho Oeste selvagem em sua forma mais pura, antes da civilização e da lei moderna começarem a fechar o cerco</cite>.

Faz sentido dramático: a saga da gangue Van der Linde já tem começo, meio e fim redondos. Colocar mais um capítulo ali em cima corre o risco de virar aquele epílogo que ninguém pediu — tipo puxar mais uma temporada de uma série que já encerrou tudo direitinho no penúltimo episódio. Um novo protagonista, numa era ainda mais crua do oeste americano, dá liberdade total de roteiro sem pisar em cima do legado que já está consagrado.

Tem até quem aposte fichas em nomes específicos pra esse cenário sem Van der Linde — Sadie Adler caçando recompensa fora dos Estados Unidos aparece com frequência nessas conversas, assim como a possibilidade de resgatar Red Harlow, personagem do Red Dead Revolver original, o primeiro jogo da franquia antes mesmo do Red Dead Redemption de 2010.

Red Dead Redemption 3 pode não ser uma continuação
GPS Brasília

Por que a Rockstar bateria o martelo nessa direção

Ninguém da Rockstar confirmou nada — isso precisa ficar claro antes de qualquer especulação render matéria. <cite index=”3-1″>Oficialmente, o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, disse que GTA e Red Dead seriam franquias eternas</cite>, mas isso é discurso de investidor sobre valor de marca, não anúncio de produto. Fora isso, silêncio total.

O que sustenta a teoria da prequela ou do elenco novo não é vazamento, é lógica de roteiro somada a comportamento histórico do estúdio. RDR2 provou que voltar no tempo funciona melhor comercial e criticamente do que avançar. O jogo vendeu mais de 45 milhões de cópias sendo uma prequela — não precisava reinventar a roda pra cima, precisava aprofundar pra trás. Repetir a fórmula que já deu certo é justamente o tipo de aposta segura que uma empresa faz quando o próximo lançamento vai levar quase uma década pra ficar pronto e custar centenas de milhões de dólares.

Quando isso vira jogo, afinal

Aqui a resposta desanima quem espera notícia rápida. Com o lançamento de GTA VI marcado pra novembro de 2026, o time principal da Rockstar segue mobilizado no maior projeto da empresa em mais de dez anos. Um ex-animador do estúdio que passou por GTA V foi direto ao ponto numa entrevista recente: <cite index=”6-1″>não vê esse jogo sendo lançado antes de 2032, especialmente considerando o tempo que GTA VI levou pra ficar pronto, já que títulos desse calibre levam de cinco a sete anos pra serem produzidos</cite>.

Isso bate com o histórico da própria franquia: RDR2 levou cerca de oito anos entre um lançamento e outro. Se o ciclo se repetir contando a partir do momento em que a equipe principal migrar de vez pra esse projeto — o que só deve acontecer depois que a poeira de GTA VI assentar, lá por 2027 ou 2028 — o jogo dificilmente aparece antes do início da década de 2030.

O peso de quem escreveu RDR2 já não está mais lá

Tem um detalhe que costuma ficar de fora dessas discussões e que pesa mais do que qualquer teoria de cenário: Dan Houser, o roteirista-chefe e cofundador da Rockstar responsável pela espinha dorsal narrativa de RDR2, saiu da empresa em 2020. A profundidade de Arthur Morgan, os diálogos que grudam na memória anos depois, a filosofia que dá alma pro jogo — isso não nasceu sozinho, nasceu de uma cabeça específica que hoje não está mais dentro do estúdio.

Isso não quer dizer que o próximo Red Dead vai ser ruim. A Rockstar ainda é a mesma empresa que entregou GTA V há mais de uma década e continua vendendo até hoje. Mas explica por que uma prequela, ou um elenco novo distante da gangue Van der Linde, pode ser a escolha mais segura pro time atual: reescrever Dutch, Hosea e companhia num roteiro que precisa bater de frente com o material que Houser deixou é um risco enorme de comparação direta. Contar uma história nova, num período diferente, com personagens que ninguém já ama de um jeito específico, tira essa régua de cima da mesa.

O que fica certo em meio a tanto “talvez”

Ninguém sabe se Red Dead Redemption 3 vai ser prequela, elenco novo ou sequência direta. O que dá pra afirmar com mais segurança é que a aposta mais defendida por quem acompanha a franquia de perto não é continuar a história pra frente — é voltar pra trás, do jeito que RDR2 já fez uma vez e funcionou melhor do que qualquer sequência tradicional teria funcionado. A “continuação óbvia” que todo mundo imagina de cara pode ser justamente o caminho que a Rockstar evita, porque western com metrópole e carro deixa de ser western.

Até lá, resta acompanhar os bastidores com desconfiança saudável de qualquer vazamento sem fonte confirmada, e aceitar que a resposta definitiva só deve vir quando a própria Rockstar decidir falar — o que, historicamente, nunca é cedo.

Imagem do topo: PS Blog

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julho 15, 2026 | Abraham Costa

Ultima em Tensei Shitara Slime Datta Ken: a promotora sádica que virou uma das mais queridas da série

Ultima em Tensei Shitara Slime Datta Ken. Se Carrera representa o lado bruto e impulsivo dos demônios primordiais recrutados por Diablo, Ultima é o oposto perturbador dessa moeda: uma aparência doce, quase infantil, escondendo um dos temperamentos mais imprevisíveis de todo o elenco de Tensei Shitara Slime Datta Ken.

Ela é, ao mesmo tempo, uma das personagens mais engraçadas e mais assustadoras da obra, e essa combinação é justamente o que a tornou tão popular entre os leitores e espectadores da franquia.

Quem é Ultima antes de chegar a Tempest

Ultima é a segunda mais jovem entre os sete demônios primordiais, um grupo de entidades extremamente antigas e poderosas que existiam muito antes da fundação da nação de Rimuru. Assim como Testarossa e Carrera, ela vivia sem um propósito muito definido até ser encontrada por Diablo, que reuniu o trio praticamente na mesma época para servir ao recém-formado Demônio Rei Rimuru.

Diferente de Carrera, que se destacava pela agressividade explícita, Ultima já demonstrava desde cedo um gosto peculiar por caos e sofrimento alheio, características que continuariam presentes mesmo depois de jurar lealdade a Rimuru. A diferença é que, dentro de Tempest, esse instinto passou a ser canalizado para funções específicas dentro da estrutura do governo, em vez de destruição sem direção.

O cargo de Ultima dentro de Tempest

Um dos aspectos mais interessantes de Ultima é o contraste entre sua personalidade e sua função oficial. Ela ocupa o cargo de Promotora-Chefe no departamento jurídico da nação, responsável por conduzir julgamentos e processos internos. Para qualquer um que conheça seu comportamento fora do tribunal, a ideia de vê-la aplicando justiça soa quase irônica — e é exatamente esse contraste que os fãs mais celebram.

Além da função jurídica, Ultima também atua como uma das líderes da divisão militar chamada Números Negros, dividindo essa liderança com Testarossa e Carrera. Essa tripla comando reflete a confiança que Rimuru deposita nas três desde que se juntaram ao governo, além de reforçar a ideia de que elas formam um bloco de poder equivalente dentro da hierarquia.

Ultima também está entre os Doze Guardiões Supremos, grupo que reúne os subordinados de maior confiança e capacidade de combate de Rimuru, reservado para situações em que apenas força bruta em altíssimo nível resolve o problema.

Aparência e o apelido “Violeta”

Ultima também é conhecida por um segundo nome, Violeta, referência direta ao seu vínculo com a cor que caracteriza sua magia e sua identidade entre os primordiais. Fisicamente, ela tem uma aparência que remete a uma garota jovem e delicada, com cabelos na altura média das costas, um visual que reforça o contraste entre a doçura aparente e a crueldade que ela demonstra quando entra em conflito.

Esse desenho intencional — beleza infantilizada ao lado de comportamento extremamente violento — não é acidente de roteiro. A série usa esse contraste várias vezes para gerar tanto humor quanto tensão, dependendo do contexto da cena.

Personalidade: sadismo, humor negro e lealdade inabalável

Ultima em Tensei Shitara Slime Datta Ken
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Ultima é provavelmente a integrante mais imprevisível do trio de primordiais. Ela costuma tratar sofrimento alheio como fonte de diversão, sem qualquer filtro moral aparente, e boa parte de suas falas carrega um tom de brincadeira mesmo em situações extremamente tensas. Esse comportamento poderia facilmente torná-la insuportável como personagem, mas a série equilibra isso com momentos em que sua lealdade a Rimuru aparece de forma genuína, sem ironia.

Foi justamente essa lealdade que ficou evidente quando a dragão Velgrynd tentou convencer o trio de primordiais a abandonar Tempest e se juntar ao Império em troca de mais poder ou liberdade. Ultima recusou junto com Testarossa e Carrera sem qualquer hesitação, deixando claro que sua devoção a Rimuru vai além de simples conveniência estratégica.

Poder e evolução ao longo da trama

Assim como as outras integrantes do trio, Ultima passou por uma evolução significativa de poder desde que chegou a Tempest. Começou classificada como Arch Daemon, um patamar já respeitável entre demônios, e evoluiu até o nível de Devil Lord, alcançando depois uma posição ainda mais elevada dentro da hierarquia de poder da série, equivalente a um Demônio Rei em potencial.

Seus títulos de batalha reforçam essa reputação: ela é conhecida tanto como “Senhora da Dor” quanto como “Demônio do Punho”, nomes que remetem diretamente ao estilo de combate corpo a corpo que prefere, muitas vezes optando por infligir sofrimento prolongado em vez de eliminar o oponente rapidamente — um reflexo direto de sua personalidade sádica aplicada ao campo de batalha.

Relação com Testarossa e Carrera

O trio formado por Testarossa, Ultima e Carrera funciona quase como uma unidade só em muitas cenas da série. Apesar de personalidades completamente diferentes — Testarossa mais fria e calculista, Carrera mais orgulhosa e obcecada por força, Ultima imprevisível e movida por impulso —, as três se apoiam mutuamente em decisões estratégicas e em batalhas de grande escala.

Essa dinâmica de grupo é um dos elementos mais citados por fãs quando o assunto é o elenco secundário de Tensura. Diferente de outros subordinados de Rimuru, que costumam ter arcos mais isolados, o trio de primordiais quase sempre aparece em conjunto, o que reforça a identidade coletiva das três dentro da narrativa.

Por que Ultima conquistou tantos fãs

Personagens que misturam humor e ameaça costumam funcionar bem em obras de fantasia, mas Ultima leva esse equilíbrio a um nível bem específico: ela nunca deixa de ser engraçada, mesmo quando está sendo genuinamente perturbadora. Essa mistura gera um tipo de popularidade diferente da que cerca protagonistas ou vilões tradicionais — ela não precisa carregar arcos dramáticos extensos para ser memorável, basta aparecer em cena para roubar a atenção.

Outro fator que ajuda é justamente o cargo que ocupa. A ideia de uma promotora sádica decidindo o destino de julgamentos internos rende situações cômicas praticamente sozinha, sem precisar de contexto adicional, o que facilita sua popularidade mesmo entre quem não acompanhou toda a linha temporal detalhada da obra.

Ultima resume um padrão que se repete em vários pontos fortes de Tensei Shitara Slime Datta Ken: personagens secundários com identidade própria, função clara dentro da estrutura de poder de Tempest e personalidade forte o suficiente para sustentar cenas inteiras sem depender do protagonista. Entre crueldade disfarçada de fofura e lealdade que nunca vacila, ela se tornou um dos nomes mais lembrados quando o assunto é o elenco de apoio da série — e prova de que nem sempre é preciso ser o personagem mais poderoso para ser o mais marcante.

Imagem do topo: BainT Anim via Pinterest

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julho 14, 2026 | Abraham Costa

Carrera em Tensei Shitara Slime Datta Ken: quem é a demônio que abandonou Leon para servir Rimuru

Carrera em Tensei Shitara Slime Datta Ken. Entre os subordinados que Rimuru Tempest reuniu ao longo da série, poucos geram tanta curiosidade quanto Carrera. Ela pertence a um grupo restrito de sete demônios primordiais, criaturas que existem desde antes da criação do mundo atual e que raramente aparecem em batalhas comuns.

Sua entrada na trama, no entanto, não veio de uma convocação qualquer: Carrera foi recrutada por Diablo depois de anos causando problemas para o Demônio Rei Leon dentro do próprio território dele, o reino de El Dorado.

De ameaça adormecida a nome de peso em Tempest

Antes de qualquer vínculo com Rimuru, Carrera vivia em um estado de “sono” dentro de El Dorado, o país governado por Leon. Longe de passar despercebida, ela provocava a nação constantemente, disparando magia de grande escala contra a cidade quase todos os dias só para forçar Leon a enfrentá-la em combate direto. Os cavaleiros do reino tentaram negociar diversas vezes, sem sucesso — ela simplesmente ignorava qualquer tentativa de diálogo que não envolvesse uma luta à altura do respeito que Guy Crimson tinha por sua força.

Esse comportamento diz muito sobre quem ela é: uma guerreira que mede valor pela intensidade do combate, não pela hierarquia ou pela diplomacia. Foi justamente esse traço que chamou a atenção de Diablo, responsável por convencê-la a deixar sua estagnação e servir a um novo senhor.

O encontro com Rimuru e a mudança de lealdade

Quando conheceu Rimuru pela primeira vez, Carrera não escondeu a desconfiança. Chegou a cogitar matá-lo ali mesmo, e resolveu testar a força dele liberando seu Haki de Demônio Rei em intensidade máxima — um golpe de pressão capaz de neutralizar a maioria dos oponentes só pelo impacto psicológico. Rimuru não recuou nem demonstrou hesitação, e essa reação bastou para conquistar o respeito dela. A partir do momento em que ganhou um nome oficial e um corpo físico das mãos de Rimuru, sua lealdade deixou de ser questionável: tornou-se absoluta.

Essa devoção ficou clara mais tarde, quando a dragão Velgrynd ofereceu a ela e às demais integrantes do grupo a chance de trocar de lado e se juntar ao Império. Carrera, ao lado de Ultima e Testarossa, recusou sem hesitar, reforçando publicamente seu compromisso com Tempest mesmo diante de uma proposta vinda de uma das criaturas mais poderosas do continente.

As Três Diabas e a dinâmica do trio

Carrera raramente é lembrada sozinha. Ela integra, junto com Testarossa e Ultima, o grupo informalmente chamado de Três Diabas, três primordiais recrutadas por Diablo praticamente na mesma época e que passaram a atuar como um bloco dentro da hierarquia de Tempest. Cada uma tem uma personalidade destacada: Testarossa é a mais controlada e estratégica das três, Ultima aposta em crueldade calculada e gosto por caos, enquanto Carrera se diferencia pelo orgulho declarado e pela obsessão por provas de força.

Apesar das diferenças de temperamento, as três costumam agir de forma coordenada em situações de guerra, e boa parte da popularidade do trio entre os fãs vem exatamente desse contraste: elas se completam em combate, mas raramente concordam em métodos fora dele.

Título, cargo e evolução de poder

Dentro da estrutura oficial de Tempest, Carrera ocupa o posto de Oficial de Inteligência da divisão conhecida como Números Negros, um braço militar voltado a operações estratégicas. Ela também é uma das doze figuras que compõem os Guardiões Supremos, título reservado aos subordinados mais fortes e próximos de Rimuru.

Seu título de batalha, “Menace Lord” — traduzido em algumas versões como “Rei da Destruição” —, resume bem sua abordagem: destruição direta, sem meio-termo. Em termos de evolução, ela começou a trajetória dentro da série como Arch Demon, um estágio já considerado avançado entre os demônios comuns, e avançou até o patamar de Demon Duke depois de anos ao lado de Rimuru, chegando posteriormente a ser reconhecida em nível de Verdadeiro Demônio Rei, uma classificação que coloca poucos personagens da obra no mesmo patamar.

Habilidades e arsenal

O conjunto de poderes de Carrera é um dos mais completos entre os subordinados de Rimuru. Sua habilidade suprema, batizada de Abaddon, Senhor da Destruição, funciona como o núcleo de seu poder ofensivo, complementada por um pacote extenso de habilidades intrínsecas: Aceleração de Pensamento, que multiplica sua velocidade de raciocínio em combate; Percepção Universal, capaz de captar praticamente qualquer movimento ao redor; Haki de Demônio Rei, usado para intimidar e neutralizar adversários; além de Manipulação de Espaço-Tempo e Barreira Multidimensional, recursos que ampliam bastante sua margem de sobrevivência contra oponentes de nível cósmico.

Depois de um confronto marcante contra o anjo Sandalphon, Carrera herdou uma série de habilidades ofensivas antes exclusivas da entidade angelical, incluindo golpes batizados como Necrosis, Dispel, Remove, Eraser e Judgment — nomes que remetem diretamente ao repertório de ataques capazes de anular defesas mágicas e provocar dano em nível estrutural, não apenas físico.

Aparência e personalidade

Carrera em Tensei Shitara Slime Datta Ken
Carrera em Tensei Shitara Slime Datta Ken – Imagem: Aria via Pinterest

Visualmente, Carrera tem cabelos loiros e olhos azuis, com um estilo de vestimenta que remete a uniformes de combate mais do que a trajes cerimoniais, reforçando sua identidade de guerreira acima de qualquer papel administrativo. Sua personalidade é marcada por um orgulho quase teatral: ela costuma provocar adversários antes de atacar, trata batalhas como uma forma de validação pessoal e não esconde satisfação quando encontra um oponente à altura.

Ao mesmo tempo, essa arrogância convive com um código de lealdade rígido. Depois de jurar fidelidade a Rimuru, ela não demonstra qualquer sinal de dúvida quanto a essa escolha, mesmo em cenários de risco elevado, o que a diferencia de outros personagens do elenco que flertam com ambiguidade moral ao longo da trama.

Por que Carrera se tornou uma das favoritas dos fãs

Parte do apelo de Carrera vem justamente da combinação entre poder bruto e comportamento imprevisível. Diferente de outros generais de Tempest, que costumam agir com racionalidade quase militar, ela adiciona um elemento de imprevisibilidade às cenas de batalha, sempre disposta a escalar um confronto em vez de evitá-lo.

Esse perfil também alimenta boa parte do conteúdo produzido por fãs fora da obra original, de arte a fanfics, já que o contraste entre a fúria em campo de batalha e a lealdade cega dentro de Tempest oferece material rico para explorar a personagem em situações que a light novel não chega a detalhar.

Carrera resume bem um dos elementos que tornam Tensei Shitara Slime Datta Ken diferente de outras obras isekai: personagens secundários com histórico próprio, motivações específicas e poder suficiente para sustentar arcos inteiros sozinhos. Sua trajetória, que vai de uma ameaça isolada dentro do território de Leon até uma das figuras mais respeitadas da hierarquia de Rimuru, mostra como a série trata força e lealdade como conceitos conectados, não separados — e é exatamente esse tipo de construção que mantém o interesse do público mesmo em personagens que não protagonizam a trama principal.

Carrera em Tensei Shitara Slime Datta Ken – Imagem do topo: Movie Master 2004 via Reddit

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julho 13, 2026 | Abraham Costa

Testarossa, de Tensei Shitara Slime Datta Ken: a diplomata que corta orelhas quando precisa

Tem personagem em Tensura que rouba cena sem precisar de um arco inteiro dedicado a ela, e Testarossa é o exemplo perfeito disso. Ela aparece, resolve o problema com um sorriso educado e uma dose de ameaça implícita, e some antes que você perceba o quanto ela é perigosa.

Se você chegou até aqui querendo entender quem é essa mulher de cabelo branco que trabalha ao lado de Ultima e Carrera, separei tudo que importa sobre ela — de onde veio, o que ela faz dentro de Tempest e por que o nome dela é, literalmente, uma piada com um carro esportivo.

De onde ela vem: uma Primordial mais velha que o mundo

Testarossa não é uma criatura comum que evoluiu até virar demônio poderoso. Ela é uma Primordial, um dos sete seres que existiam antes mesmo da separação entre céu e terra, nascidos a partir do Grande Espírito Sagrado das Trevas. Junto com seus seis irmãos, ela é a contraparte sombria dos Sete Anjos da Origem — ou seja, estamos falando de algo bem mais antigo e fundamental do que a maioria dos vilões que aparecem na obra.

Durante boa parte da história do mundo, os Primordiais governaram o Inferno sob o comando de Rouge, o mais forte entre eles. Depois que dois de seus irmãos tentaram se rebelar e falharam, os três restantes — entre eles Testarossa, conhecida internamente como “Branca” — fizeram um pacto: nada de combate direto entre si. Em vez disso, preferiam disputas de estratégia, testando uns aos outros em jogos e brigando pela chance de encarnar primeiro no mundo material. É esse histórico de intriga e paciência calculada que explica boa parte do jeito como ela age hoje.

Como ela foi parar em Tempest

Testarossa não chegou à nação de Rimuru por acaso nem por lealdade espontânea. Foi Diablo quem a recrutou, junto com Ultima e Carrera, trazendo as três Primordiais para dentro da estrutura de governo de Tempest. A partir daí, ela passou a integrar os Doze Guardiões de Rimuru e assumiu um papel que muita gente subestima: o de Ministra das Relações Exteriores.

Isso é importante porque mostra uma faceta dela que não aparece tanto nas cenas de ação: Testarossa entende de política, de negociação e de como manter aparências em ambientes formais. Ela também lidera, ao lado de Ultima e Carrera, o grupo conhecido como Números Negros — uma força de elite dentro do exército de Tempest reservada para situações que exigem mais discrição e mais poder de fogo do que o normal.

Aparência: elegância que esconde os chifres

Fisicamente, Testarossa é descrita como uma mulher alta e sedutora, com cabelo branco que desce até a cintura e olhos vermelho-sangue — um contraste que, sozinho, já entrega bastante sobre a personalidade dela. No dia a dia, costuma usar um uniforme militar preto de calça folgada, mas quando o momento pede formalidade, troca para um vestido cor de verde-azulado. Sendo um daemon, ela tem chifres e asas características da raça, só que prefere mantê-los escondidos na maior parte do tempo — outro detalhe que reforça esse jeito contido e calculista de se portar.

Entre as três Primordiais recrutadas por Diablo, ela é a mais alta. E, de um jeito meio irônico, encarna quase um estereótipo de nobreza: postura ereta, modos refinados, aquele ar de quem está sempre um passo à frente na conversa.

testarossa
Tensei Shitara Slime Datta Ken Wiki Fandom

Personalidade: refinamento com pouca paciência para incompetência

Se tem uma palavra que resume Testarossa, é rigor. Ela não tolera bem subordinados que falam fora de hora ou que agem sem pensar — e não estamos falando de uma bronca qualquer. Há um episódio específico em que ela corta a orelha de um subordinado chamado Moss só para deixar claro que insubordinação tem consequência física imediata. Esse tipo de atitude mostra que, por trás da fachada elegante, existe alguém disposta a impor disciplina do jeito mais direto possível.

Por outro lado, ela sabe reconhecer valor quando vê. Demonstra respeito genuíno por quem pensa por conta própria e usa a cabeça com inteligência — o caso mais citado é a admiração dela por Hinata, depois de perceber o quanto a guerreira conseguiu captar as intenções por trás dos planos do próprio mestre. Ou seja: Testarossa despreza burrice, mas valoriza raciocínio afiado, mesmo vindo de quem tecnicamente está do lado oposto.

E, apesar de toda essa dureza, ela é capaz de criar laços reais. O exemplo mais tocante é a relação dela com Blanche: depois de cumprir a parte dela em um contrato que envolvia a alma da mulher, Testarossa simplesmente abre mão de cobrar o pagamento e garante que Blanche tenha um enterro digno. Não é um gesto pequeno para alguém que trata regras e contratos com tanta seriedade.

Vale citar também uma cena mais leve: quando Rimuru decide dar um dia de folga para seus subordinados, Testarossa fica tão intrigada quanto Ultima e Carrera — afinal, como daemon, ela nunca teve motivo para associar “tempo livre” a alguma coisa. Ainda assim, é ela quem consegue lidar melhor com a situação nova, sem guardar rancor de mal-entendidos e se adaptando rápido ao que não conhece.

Poderes e habilidades

Testarossa está longe de ser só a cara bonita da diplomacia de Tempest. Como Primordial e Senhora Demônio, ela tem força física muito acima do normal, sentidos aguçados e um tipo de imortalidade que a torna extremamente difícil de eliminar de verdade. Ela também domina manipulação de luz — consegue projetar uma espécie de luz negra demoníaca ao redor — e tem afinidade com fogo.

O ponto mais assustador do arsenal dela, porém, é a manipulação ligada ao conceito de vida e morte. Isso permite ataques que praticamente ignoram defesa convencional, decretando a morte do alvo de forma quase instantânea. Some a isso campos de força e manipulações biológicas mais sutis, e fica claro por que ela carrega o apelido de “Senhora Assassina” em certos círculos — um título que combina bem com a frieza calculada que ela mostra em negociações.

O nome dela é uma piada com carro esportivo

Aqui vai a curiosidade que mais surpreende quem só assiste ao anime: Testarossa recebeu esse nome em homenagem ao superesportivo da Ferrari de mesmo nome. E tem uma ironia interessante nisso — “Testarossa”, em italiano, significa literalmente “cabeça vermelha” ou “ruiva”. Só que a personagem tem cabelo branco. Esse tipo de contraste proposital é uma marca registrada do autor Fuse ao batizar personagens em Tensura, e no caso dela funciona quase como uma piada silenciosa para quem presta atenção nos detalhes.

O incidente do lago tingido de escarlate

Um dos eventos mais associados ao nome de Testarossa dentro da cronologia da obra é o chamado “Incidente do Lago Tingido de Escarlate” — um episódio marcante o suficiente para ser lembrado sempre que se fala da história dela antes de entrar para Tempest. É esse tipo de passado pesado que ajuda a explicar por que ela trata poder e violência com tanta naturalidade, mesmo hoje ocupando um cargo essencialmente diplomático.

Aparições fora da obra principal

Quem quer ver Testarossa em outros formatos pode conferir a spin-off em mangá “The Ways of the Monster Nation”, onde ela aparece brevemente. Ela também ganhou uma cena cômica curta no final do volume 13 da light novel, desenhada pelo próprio Taiki Kawakami — um mimo para quem acompanha a franquia além do anime principal.

Por que ela é tão popular entre os fãs

Testarossa combina duas coisas que raramente andam juntas em personagens secundários: poder de sobra e personalidade bem definida. Ela não precisa de holofote constante para deixar impressão; basta uma cena de negociação, uma ameaça bem colocada ou um gesto inesperado de lealdade, como o caso com Blanche, para o público entender exatamente com quem está lidando. É esse equilíbrio entre frieza calculista e humanidade escondida que faz dela um dos nomes mais citados quando o assunto é elenco de apoio em Tensei Shitara Slime Datta Ken.

Imagem do topo: Aria via Pinterest

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julho 9, 2026 | Abraham Costa

Mushoku Tensei Temporada 3: elenco, arco da história e tudo que já se sabe

Mushoku Tensei Temporada 3. Depois de mais de dois anos sem novidades em forma de episódios, Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation finalmente tem data marcada para voltar. A terceira temporada estreou em 5 de julho de 2026, com transmissão simultânea pela Crunchyroll para o público brasileiro e internacional. Para quem acompanha a franquia desde 2021, foi o retorno mais aguardado do calendário isekai deste ano — e para quem ainda não assistiu, é o momento certo para entender por que essa história virou referência dentro e fora do Japão.

Quem está por trás da produção

O Studio Bind, responsável pelas duas primeiras temporadas, continua no comando da animação. A mudança relevante fica na direção: Ryosuke Shibuya assume o posto, substituindo Manabu Okamoto, que dirigiu a segunda temporada após ter sido diretor assistente na primeira. É uma troca de bastidor, não de equipe inteira — o design de personagens segue com Sanae Shimada e Ryota Furukawa, e a trilha sonora é assinada por Yoshiaki Fujisawa, mantendo a identidade sonora que os fãs já reconhecem.

Um detalhe que chamou atenção da comunidade: Nobuhiro Osawa, produtor-chefe da EGG FIRM, comentou que existe intenção de adaptar a obra completa — um plano semelhante ao que o estúdio já persegue em outras franquias longas, como Danmachi e Sword Art Online. Não é uma promessa fechada de quantas temporadas ainda virão, mas indica que o projeto não deve parar no meio do caminho.

Abertura, elenco novo e o que os trailers revelaram

A música de abertura se chama “Ketsui no Uta” (algo como “Canção da Decisão”), interpretada por Yuiko Ōhara — a mesma artista que cantou “Daylight”, tema de abertura da primeira temporada. A escolha não é coincidência: é um sinal claro de que a produção quer amarrar essa nova fase à origem da série, reforçando que o ciclo que começou em 2021 está longe de se encerrar.

No elenco de voz, dois nomes novos: Haruka Tomatsu dará vida a Nina Farion, e Tetsu Inada interpreta Gal Farion — personagens que entram na história a partir do arco que a temporada vai cobrir.

De onde a história retoma: o fim da Temporada 2

Para quem precisa recapitular: a segunda temporada cobriu o período da Academia de Magia de Ranoa, com Rudeus já adulto, estudando, construindo vínculos e lidando com o peso das próprias escolhas passadas. Os arcos de Sylphiette e Eris ganharam mais profundidade nesse trecho, e a série deixou claro que a proposta nunca foi só evolução de poder — é sobre o custo emocional de crescer dentro de uma segunda chance que o protagonista sabe que não mereceria por conta própria.

Mushoku Tensei Temporada 3
Ei Otaku!

O final da segunda temporada fechou alguns ciclos, mas deixou pontas soltas importantes: a situação de Nanahoshi, o passado de Eris e a sombra constante do Labirinto das Ruínas do Deus da Morte, que segue pairando sobre o destino de Rudeus mesmo quando ele tenta seguir em frente.

Qual arco a Temporada 3 vai adaptar

A nova fase começa a partir do volume 14 da light novel original, escrita por Rifujin na Magonote e ilustrada por Shirotaka. O núcleo da temporada é a viagem de Rudeus e Nanahoshi até a fortaleza flutuante de Perugius — um dos Sete Grandes Poderes do mundo conhecido, ser isolado nas nuvens ao lado de suas doze Espadas Juradas, guardando conhecimento mágico que ninguém mais possui.

O que separa esse arco de uma simples missão de busca por poder é a virada que acontece no meio do caminho: um dos membros do grupo é atingido por uma doença fatal, o que obriga Rudeus a encarar até onde está disposto a ir para salvar alguém que importa para ele. É o tipo de dilema que a franquia já usou antes para colocar o protagonista contra a parede — não fisicamente, mas moralmente — e que costuma render os momentos mais discutidos entre quem acompanha a obra de perto.

Vale notar que parte da cobertura recente também associa essa fase ao período pós-Academia e aos eventos do Continente Begaritt, o que sugere que a temporada pode ir além de um único arco fechado, expandindo consequências familiares e conflitos que já vinham sendo construídos desde a temporada anterior.

Onde assistir às temporadas anteriores antes da estreia

Se você quer chegar em julho já em dia com a história, a Crunchyroll tem as duas primeiras temporadas completas no catálogo, com dublagem e legendas em português. A primeira temporada foi exibida em 2021, dividida em duas partes, somando 23 episódios. A segunda chegou com a primeira leva no verão de 2023 e fechou o ciclo na primavera seguinte, totalizando 24 episódios. É tempo suficiente para um maratona tranquila antes da estreia da nova fase.

Por que Mushoku Tensei segue sendo tratado como diferente

Isekai é um gênero saturado — protagonista comum cai em outro mundo, ganha poder, resolve tudo. Mushoku Tensei não segue essa cartilha. Rudeus não é um adolescente qualquer: ele é um homem de 34 anos, recluso, que morreu numa vida que considerava um fracasso e renasceu como bebê num mundo de magia, mantendo memórias e maturidade da existência anterior. É um protagonista adulto, falho, moralmente incômodo em vários momentos — e é exatamente esse desconforto que faz a obra ser lida como algo mais próximo de um estudo sobre redenção do que uma fantasia de poder.

Com pais afetuosos e talento raro para a magia, ele treina com a maga Roxy, aprende esgrima com o pai e constrói uma amizade que vira eixo emocional da história ao lado de Sylphiette. A segunda chance que ele recebe nunca é tratada como prêmio gratuito — é constantemente questionada, testada e paga com esforço real, o que explica por que a série segue sendo apontada como um divisor de águas dentro do próprio gênero que ajudou a popularizar.

Se as duas primeiras temporadas serviram de base para consolidar Mushoku Tensei como referência de isekai maduro, a terceira chega com a missão de provar que a história ainda tem fôlego para se aprofundar sem perder o que fez os fãs esperarem mais de dois anos por ela.

Imagem do topo: Crunchyroll

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