outubro 1, 2026 | Abraham Costa

Autor de Chainsaw Man está trabalhando em um novo mangá

Autor de Chainsaw Man está trabalhando em um novo mangá. Tatsuki Fujimoto terminou Chainsaw Man em 25 de março de 2026 e, seis meses depois, já tem outra história na mesa. Em entrevista conjunta com o diretor da versão live-action de Look Back, o mangaká contou que trabalha num conceito que enxerga a morte de forma positiva. Não há título, formato nem data. Mas para quem acompanha o autor desde Fire Punch, o tema diz bastante.

Este texto separa o que Fujimoto disse do que os sites de anime estão especulando, e mostra por que o histórico dele ajuda a estimar o que vem por aí.

O que Fujimoto disse na entrevista

A fala veio quando perguntaram como ele constrói suas histórias. Fujimoto explicou que parte de um conceito básico e depois expande o que a ideia pede: mundo, personagens e os próprios pensamentos e desejos dele sobre o assunto. Segundo o relato, ele gera muitos one-shots assim e descarta boa parte por conta própria. O critério de corte é simples: mostra o enredo a alguém e, se a pessoa achar interessante, ele desenha.

Foi nesse ponto que apareceu o projeto atual, uma história que encara a morte de forma positiva. É tudo o que se sabe. O autor não disse se será one-shot ou série, onde sairá ou quando.

Por que o tema não surpreende

A morte atravessa a obra de Fujimoto de ponta a ponta. Fire Punch, sua primeira série, teve 83 capítulos e já colocava a morte no centro do enredo. Goodbye, Eri, one-shot de cerca de 200 páginas lançado em 11 de abril de 2022, trata de luto e alcançou 2,2 milhões de visualizações no Jump+ em um dia. Em Chainsaw Man, os diabos nascem do medo, e o medo mais antigo é o de morrer. Até Look Back, adaptado para o cinema em 2026 por Hirokazu Kore-eda, passa por uma perda.

Por isso, um projeto sobre o lado bom da morte não muda de assunto. Ele muda o ângulo de um tema que o autor já revirou várias vezes.

O fim de Chainsaw Man e o que ficou pendente

Chainsaw Man estreou na Weekly Shonen Jump em dezembro de 2018. A Parte 1 terminou em dezembro de 2020, com 97 capítulos, e a Parte 2 voltou em julho de 2022 no Shonen Jump+. O último capítulo, o 232, saiu em 25 de março de 2026 com o título “Thank You, Chainsaw Man”, e o volume final, o 24, foi anunciado para 4 de junho de 2026. A série soma mais de 35 milhões de exemplares em circulação, segundo levantamento do Outlook Respawn, e levou o prêmio Harvey de melhor mangá de 2021 a 2023.

O aviso do fim veio com pouca antecedência: a nota que anunciava o capítulo final apareceu no 231, em 10 de março, cerca de duas semanas antes. Parte dos fãs considera o desfecho apressado. Isso importa para o novo projeto, porque os leitores chegam a ele com expectativa alta e alguma cicatriz.

Ele já fez isso antes: a pausa entre as partes

Fujimoto já passou por algo parecido. Depois da Parte 1, ficou cerca de 18 meses sem serializar Chainsaw Man. Nesse intervalo, publicou dois one-shots: Look Back, lançado em 19 de julho de 2021 no Shonen Jump+, e Goodbye, Eri, em abril de 2022. Os dois tiveram ampla repercussão, e Look Back ganhou filme animado e agora versão em live-action.

Se a história se repetir, um one-shot longo faria mais sentido do que uma nova série semanal. O ComicBook.com trabalha justamente com essa hipótese. É palpite, e o próprio site admite que não há informação sobre o formato.

Outras ideias que Fujimoto já mencionou

Não é a primeira vez que o autor fala de planos. Numa entrevista divulgada em 2025, ele disse trabalhar num mangá sem nome centrado numa femme fatale, uma mulher que destrói tudo pelo caminho, e admitiu que ainda havia muito a fazer antes da publicação. Em janeiro de 2026, uma conta de notícias de anime na rede X resgatou outra entrevista antiga em que ele descreve uma comédia romântica sombria, com várias heroínas e só uma delas terminando com o amor. As demais voltariam como espíritos para assombrá-la. A origem exata dessa entrevista não ficou clara.

Nenhuma dessas ideias foi confirmada como o projeto atual. Servem como contexto: Fujimoto pensa em histórias há tempo, e o eixo entre romance e horror aparece nos dois relatos.

O que vem no audiovisual enquanto o mangá não chega

Mesmo sem mangá novo à vista, o nome de Fujimoto segue nas telas. A segunda temporada do anime de Chainsaw Man, com o arco dos Assassinos, está em produção no estúdio MAPPA e retoma a história depois do filme Reze Arc, lançado em 2025. A coletânea de one-shots do autor virou a série Tatsuki Fujimoto 17-26, com oito episódios, no Amazon Prime Video em novembro de 2025. E Look Back ganhou live-action dirigido por Hirokazu Kore-eda, diretor de Assunto de Família, em 2026.

Autor de Chainsaw Man está trabalhando em um novo mangá
Imagem: Pipoca Moderna

Por que essa notícia pesa para quem lê mangá

Fujimoto publica com intervalos longos e cada obra dele vira assunto. Fire Punch, Chainsaw Man, Look Back e Goodbye, Eri têm em comum uma narrativa pouco previsível, com viradas que mudam o tom da história no meio do caminho. Por isso, qualquer sinal de projeto novo, mesmo sem título, chama a atenção de leitores.

Chainsaw Man terminou, mas o anime ainda tem a segunda temporada pela frente, e o interesse por material inédito do autor continua alto. Um projeto curto entregaria história nova sem exigir anos de serialização, o que combina com o ritmo que Fujimoto adotou depois da Parte 1.

O que ainda é incerto

Até esta data, não existe anúncio oficial da Shueisha, do Shonen Jump+ ou do próprio Fujimoto com título, plataforma ou data. Tudo o que sustenta a notícia é uma fala numa entrevista, e a leitura de que ela indica um mangá novo é interpretação dos sites que a repercutiram. Também não se sabe se o conceito da morte positiva é o mesmo projeto da femme fatale mencionada em 2025, nem se algum deles chegará a ser desenhado: Fujimoto descarta muita coisa antes de publicar, e ele mesmo admite isso.

Para quem quer acompanhar sem cair em boato, vale seguir as contas oficiais do Shonen Jump+ e do Manga Plus, que concentram os avisos de novas séries.

Linha do tempo de Fujimoto

  • Dezembro de 2018: Chainsaw Man estreia na Weekly Shonen Jump.
  • Dezembro de 2020: termina a Parte 1, com 97 capítulos.
  • 19 de julho de 2021: Look Back sai no Shonen Jump+.
  • 11 de abril de 2022: Goodbye, Eri chega ao Jump+.
  • Julho de 2022: a Parte 2 começa no Shonen Jump+.
  • Novembro de 2025: estreia Tatsuki Fujimoto 17-26 na Prime Video.
  • 2 de dezembro de 2025: anunciado o live-action de Look Back.
  • 25 de março de 2026: sai o capítulo final, o 232.
  • 4 de junho de 2026: data do volume final, o 24.
  • Setembro de 2026: entrevista sobre o novo conceito ganha repercussão.

Imagem do topo: Maringeek

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setembro 24, 2026 | Abraham Costa

Phantom Busters vai virar anime em 2027: o que já se sabe sobre o mangá do clube de exorcismo

Phantom Busters vai virar anime em 2027. Phantom Busters ganhou adaptação em anime para TV, com estreia em 2027, anunciada pela conta oficial no X em 24 de setembro. Na véspera, um teaser com horário marcado já indicava que o comunicado era grande, e quem acompanha o mangá acertou o palpite.

A obra é de Neoshoco e é publicada na Jump Square, da Shueisha, desde agosto de 2023. Uma correção para quem pesquisa: o nome é Phantom Busters, no plural, e não Phantom Buster. Abaixo estão os fatos confirmados, um resumo da história e as lacunas que a produção ainda não preencheu.

O que foi confirmado sobre o anime de Phantom Busters

Os dados oficiais são poucos. Sabe-se que será uma série de TV, que estreia em 2027 e que Neoshoco desenhou uma ilustração comemorativa. Não há detalhes sobre o estúdio responsável. Diretor, elenco de dublagem, emissora e data exata também não apareceram. Qualquer site que já cite um estúdio está chutando.

O comentário da autora foi curto. Ela agradeceu aos leitores e disse que a graça da série deve ficar ainda mais evidente em animação. Faz sentido vindo de quem desenha comédia com sustos: o tempo de uma piada, o pulo de um fantasma aparecendo, o som de um espírito sendo engolido, tudo isso muda de peso quando ganha voz e movimento.

O anúncio também tinha antecedentes. Em 2025, o mangá ficou em quarto lugar na enquete “Manga We Want to See Animated” do AnimeJapan. Estar bem colocado numa lista dessas não garante nada, mas mostra que havia demanda pública antes de a produção existir.

Sobre o que é Phantom Busters

Eugene Korekishi é aluno nota dez e não acredita em fantasmas. Mogari Shishikuno, colega dele, é exorcista, e o método é incomum. Em vez de enfrentar os espíritos como os demais, ele os engole. O problema é que Mogari não enxerga o que come. Precisa de alguém com visão espiritual para apontar o alvo, e é aí que Eugene entra na história.

Dessa combinação nasce o clube de exorcismo da escola, que funciona como base da série. A dupla ganha uma terceira integrante, Kaoru Kanzaki, e o grupo passa a procurar um quarto membro: Kotaro Tamon, colega que parece conversar com fantasmas, mas trava completamente diante de gente viva. O arco de Kotaro mostra bem o tom do mangá. O sobrenatural aparece como cenário, e o conflito de verdade é a ansiedade social de um garoto que fala com mortos e não consegue falar com os vivos.

A Anime News Network classifica a obra como comédia juvenil sobre um clube de exorcistas. O lado de ação vem do combate aos espíritos, que são uma ameaça real dentro da história. A série trata isso como rotina de colégio, do mesmo jeito que outras histórias escolares tratam prova e recuperação.

Phantom Busters vai virar anime em 2027
kaustavdeykarno via Threads

De one-shot a mais de 1,4 milhão de exemplares

Phantom Busters começou como one-shot na Jump SQ.RISE, em outubro de 2022, servindo de protótipo. A serialização formal começou em 4 de agosto de 2023, e o primeiro volume saiu em 4 de dezembro do mesmo ano.

Os números cresceram de forma constante. Em setembro de 2025 a obra chegou a 1 milhão de exemplares em circulação. Hoje passa de 1,4 milhão, contando as edições digitais, e o volume 8 chega ao Japão em 2 de outubro.

O reconhecimento veio também por votações. A obra ficou em 19º lugar no Next Manga Award de 2024, em 14º em 2025, e em 2º na lista de quadrinhos recomendados por funcionários de livrarias japonesas em 2025. Essa última posição pesa, porque vem de quem vende mangá todos os dias e indica o que gosta de verdade.

A marca já circulava fora do papel. Em 2025 houve café temático em parceria com personagens da Sanrio e um pop-up em Shibuya chamado “Ghost & Friends”.

Nem tudo foi linear. Em janeiro de 2026 a autora entrou em pausa de dois meses após sobrecarga de trabalho, e o mangá voltou em abril. Vale guardar essa informação: ritmo de produção do mangá costuma pesar nas decisões de quem vai animar a obra.

Onde ler Phantom Busters

A VIZ Media anunciou a edição em inglês em maio de 2025, dentro do selo Shonen Jump, e o volume 1 saiu em 14 de outubro de 2025. Quem lê em inglês tem acesso, então, a uma tradução oficial. Até a publicação deste texto, não vimos anúncio de edição brasileira, e vamos atualizar a matéria se isso mudar.

O que ainda não se sabe sobre o anime

A lista de lacunas é longa e importa para quem quer acompanhar:

  • Estúdio e diretor: nenhum dos dois foi revelado.
  • Data de estreia: só o ano, 2027, foi confirmado.
  • Elenco de dublagem: sem anúncio para a série. Existem vídeos promocionais de volumes com vozes, mas isso não vale como escalação do anime.
  • Onde assistir: sem informação de emissora, streaming ou disponibilidade no Brasil.
  • Quanto do mangá será adaptado: a obra tinha 7 volumes e 35 capítulos no fechamento dessa cobertura, então a primeira temporada deve cobrir uma parte inicial da história, mas essa é uma inferência, não uma informação oficial.

Por que Phantom Busters funciona como anime

Existem três motivos práticos para essa adaptação fazer sentido. O primeiro é a premissa, que se explica em uma frase e rende cenas fáceis de lembrar: exorcista que engole fantasma. O segundo é o elenco pequeno, com um clube de poucos membros, o que facilita construir afeto entre personagens sem diluir a história. O terceiro é o tom, que alterna piada e tensão sem depender de lutas gigantes, o que dá à equipe de animação espaço para investir em atuação e comédia visual.

Quem ainda não leu tem tempo: falta pelo menos um ano para a estreia, e o mangá está em publicação regular. Quem já acompanha vai ver, em 2027, se o estúdio acerta o que o texto de Neoshoco promete quando fala em ver os personagens “se divertindo” na tela.

Imagem do topo: Pop Verse

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setembro 22, 2026 | Abraham Costa

Mangás mais vendidos de agosto e setembro de 2026: Kingdom lidera agosto e Kagurabachi abre setembro

Mangás mais vendidos de agosto e setembro de 2026. Agosto de 2026 teve um vencedor claro e um pelotão apertado atrás dele. O volume 80 de Kingdom vendeu 365.379 cópias no Japão entre 3 e 30 de agosto, quase o triplo do segundo colocado. Setembro começou com troca de liderança: Kagurabachi 12 estreou no topo da semana, e na seguinte quem assumiu foi Onna no Sono no Hoshi 5, de Yama Wayama.

Aqui estão os números dos dois meses, a origem de cada dado e o que ainda pode mudar a tabela até o fim de setembro.

De onde vêm os números

Todos os dados são da Oricon, empresa que mede a venda de livros impressos no Japão. O ranking não inclui edições digitais nem vendas em outros países: ele mede volumes físicos nas lojas japonesas. A Oricon apura as vendas nos pontos de venda e divulga estimativas, não as tiragens das editoras. O recorte mensal de agosto vai de 3 a 30 de agosto. Setembro ainda está em andamento, com semanas fechadas apenas até 13 de setembro, então não existe um campeão mensal de setembro por enquanto. Quando este texto diz “mais vendido”, leia “mais vendido em cópias físicas no Japão”.

Ranking dos mangás mais vendidos de agosto de 2026

Mangás mais vendidos de agosto e setembro de 2026
Jump Ichiban

O topo do mês, segundo a Oricon:

  1. Kingdom, vol. 80: 365.379 cópias
  2. Blue Lock, vol. 40: 127.399 cópias
  3. Kusuriya no Hitorigoto (The Apothecary Diaries), vol. 17: 109.244 cópias
  4. Sakamoto Days, vol. 28: 108.273 cópias
  5. Black Clover, vol. 38: 104.187 cópias
  6. One Piece, vol. 115: 68.312 cópias

Kingdom 80 abre uma distância que ninguém fechou

O volume 80 saiu em 19 de agosto e vendeu 280.215 cópias só na semana de 17 a 23, o que bastou para liderar o ranking semanal. Na semana seguinte, de 24 a 30, continuou em primeiro. Foi o terceiro mês de 2026 em que o mangá de Yasuhisa Hara terminou no topo: janeiro, com o volume 78, maio, com o 79, e agora agosto. Publicado na Weekly Young Jump desde 2006, Kingdom passa de 120 milhões de exemplares em circulação, e cada tomo novo mostra que essa base segue comprando.

Blue Lock 40 e a estreia da terceira temporada

Blue Lock chegou às lojas em 17 de agosto e fechou o mês em segundo, com 127.399 cópias. O tomo de Muneyuki Kaneshiro e Yusuke Nomura tem reforço a caminho: a terceira temporada do anime se chama BLUE LOCK: Neo Egoist League, e a exibição de uma adaptação costuma empurrar também os volumes antigos da série.

The Apothecary Diaries repete o terceiro lugar

Kusuriya no Hitorigoto ficou em terceiro pelo segundo mês seguido, com 109.244 cópias do volume 17, a versão em mangá de Nekokurage para os romances de Hyuganatsu. O título também tem futuro fora das páginas: a Amazon Prime Video anunciou uma série live-action para 2028, com Mana Ashida no papel de Maomao.

Sakamoto Days e Black Clover fecham o top 5

Sakamoto Days, de Yuto Suzuki, vendeu 108.273 cópias com o volume 28 e ficou a menos de mil unidades do terceiro lugar, uma diferença de 971 cópias. Black Clover fechou o top 5 com 104.187 cópias no volume 38, o último de Yuki Tabata, lançado em 4 de agosto junto com o guia Perfect Grimoire.

One Piece 115 fica em oitavo

One Piece ficou em oitavo, com 68.312 cópias do volume 115 em agosto. Isso não indica desgaste. O tomo passa de 1,08 milhão de exemplares acumulados desde o lançamento, e a série liderou o ranking mensal de julho. Para comparar, em março o volume 114 vendeu 612.629 cópias na primeira semana.

Mangás mais vendidos de setembro de 2026 até agora

Forja Otaju via Threads

Na semana de 31 de agosto a 6 de setembro, Kagurabachi vol. 12, de Takeru Hokazono, estreou em primeiro com 50.941 cópias. O volume saiu em 4 de setembro. Dandadan vol. 25, de Yukinobu Tatsu, abriu logo atrás, com 43.453, uma distância de 7.488 cópias. Vale comparar com o próprio título: em janeiro, o volume 10 abriu em segundo lugar com 114.783 cópias, mais que o dobro do que o volume 12 fez na estreia.

Na semana seguinte, Onna no Sono no Hoshi vol. 5 (Hoshi in the Girls’ Garden), de Yama Wayama, lançado em 8 de setembro, entrou direto em primeiro com 117.276 cópias estimadas. É mais que o dobro do que o Kagurabachi vendeu na semana de estreia.

Setembro ainda não fechou: o ranking da semana de 14 a 20 de setembro sai nos próximos dias, e o resultado mensal só aparece no começo de outubro.

Agosto no contexto do ano

Comparado ao resto do ano, agosto teve um vencedor forte e um restante modesto. Kingdom 80 vendeu 365.379 cópias no mês, 8.820 a mais que o volume 79 em maio (356.559) e 100.571 a menos que o volume 78 em janeiro (465.950). O campeão de junho, That Time I Got Reincarnated as a Slime, fez 270.780; o de março, One Piece 114, passou de 1 milhão. Nesse cenário, o segundo lugar de agosto, Blue Lock, com 127.399, ficou bem abaixo de qualquer campeão mensal do ano, o que confirma um mês em que só um título passou da casa das 200 mil cópias.

O que os números de agosto e setembro mostram

O primeiro dado é a concentração na semana de lançamento. Das 365.379 cópias de Kingdom 80 em agosto, 280.215 saíram na primeira semana, cerca de 77% do total do mês. Para os concorrentes, a janela para brigar por posição é curta: do segundo ao quinto lugar do mês, a diferença é de apenas 23.212 cópias.

O segundo é o peso das editoras. No ranking semanal divulgado no início de agosto, a Square Enix colocou três títulos entre os dez primeiros e somou 53,8% das vendas do top 10, com o volume 17 de Kusuriya no Hitorigoto em primeiro lugar.

O terceiro é o efeito das adaptações. Blue Lock aguarda a terceira temporada, Kusuriya no Hitorigoto prepara a série de 2028 na Amazon e Kingdom já tem anúncio da sexta temporada do anime. Nenhum desses títulos precisa de anime para vender, mas todos têm um motivo a mais para manter os volumes em exposição.

Lançamentos de setembro que podem mexer no ranking

Segundo o calendário de lançamentos do MangaCodex, setembro ainda traz Silver Mountain vol. 5 e Mokushiroku no Yonkishi (Four Knights of the Apocalypse) vol. 28, ambos de 16 de setembro, além de Choujin X vol. 17 e Maryoku Kare no Dark Elf vol. 2, de 17 de setembro, e o primeiro volume do spin-off de Solo Leveling, de 18 de setembro. Nenhum deles tem dados de venda publicados até agora, então vale tratar qualquer previsão de posição como palpite.

Perguntas frequentes

Qual foi o mangá mais vendido de agosto de 2026?
Kingdom vol. 80, com 365.379 cópias vendidas no Japão entre 3 e 30 de agosto, segundo a Oricon.

Qual é o mangá mais vendido de setembro de 2026?
Ainda não há resultado mensal. Kagurabachi vol. 12 liderou a primeira semana e Onna no Sono no Hoshi vol. 5 liderou a segunda.

Esses números valem para o Brasil?
Não. A Oricon mede só as vendas de livros impressos no Japão. Os rankings brasileiros seguem outros critérios, e muitos títulos chegam ao país com atraso em relação ao lançamento japonês.

O que fica de agosto e do começo de setembro

Agosto pertenceu a Kingdom, com Blue Lock, Kusuriya no Hitorigoto, Sakamoto Days e Black Clover dividindo uma faixa de 23 mil cópias. Setembro começou com dois líderes diferentes em duas semanas, Kagurabachi 12 e Onna no Sono no Hoshi 5, e o cenário só se define quando a Oricon publicar as próximas semanas.

Imagem do topo: The Apothecary Diaries (Attack of the Fanboy)

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setembro 17, 2026 | Abraham Costa

The Dangers in My Heart chega ao fim depois de oito anos de publicação

The Dangers in My Heart chega ao fim depois de oito anos de publicação. Depois de mais de oito anos rodando nas páginas da Weekly Shōnen Champion e, mais tarde, no site Manga Cross, The Dangers in My Heart está com os dias contados. O mangá de Norio Sakurai, conhecido no Japão como Boku no Kokoro no Yabai Yatsu, teve seu desfecho confirmado pela própria editora: a obra vai terminar no 14º volume compilado, e o capítulo 196 já anunciou que restam apenas mais três capítulos até o ponto final.

Para quem acompanha a série desde o lançamento, em março de 2018, a notícia bate diferente. Não é o cancelamento repentino que costuma pegar leitores de surpresa — é o fechamento planejado de uma história que sempre soube onde queria chegar.

Uma trajetória que passou por três sites diferentes

Poucos títulos do gênero rom-com tiveram uma vida editorial tão conturbada quanto essa. O mangá estreou na revista impressa Weekly Shōnen Champion em março de 2018, mas logo migrou para o formato digital: já em abril daquele ano, passou a ser publicado no site Champion Cross. Meses depois, em julho de 2018, a Akita Shoten fundiu o Champion Cross com outra de suas plataformas, o Champion Tap!, dando origem ao Manga Cross — endereço que abrigou a obra pela maior parte de sua existência, até um relançamento em abril de 2024 que devolveu o site ao nome Champion Cross.

Essa migração entre plataformas ajuda a explicar por que a numeração dos capítulos de The Dangers in My Heart às vezes confunde quem tenta ler tudo em ordem. Mas o enredo em si nunca perdeu o fio: a relação entre Kyotaro Ichikawa, um garoto que se imagina como protagonista sombrio de um thriller psicológico, e Anna Yamada, a queridinha da turma que esconde suas próprias excentricidades, foi construída aos poucos, sem pressa e sem artifícios baratos para prender o leitor.

Do que trata a história, afinal

Quem nunca leu pode estranhar o nome. The Dangers in My Heart soa como algo sombrio, quase um suspense adolescente. E, no início, é exatamente essa a proposta: Kyotaro se vê como um marginalizado cheio de fantasias violentas em relação aos colegas, um garoto que se acha perigoso demais para o convívio social comum.

Só que a graça da obra está justamente em desmontar essa fachada. Conforme a convivência com Anna avança, fica claro que o lado “sombrio” de Kyotaro é, na prática, insegurança de adolescente misturada com timidez e uma dose generosa de drama interno exagerado. Anna, por sua vez, também não é a garota perfeita que o resto da escola enxerga — ela tem suas manias, seus desconfortos e uma forma bem particular de se aproximar das pessoas.

É essa disparidade entre a autoimagem dos personagens e quem eles realmente são que segurou o interesse do público por tanto tempo. Não é uma trama movida por reviravoltas ou grandes conflitos externos: o motor da história sempre foi a evolução emocional dos dois protagonists, capítulo após capítulo, num ritmo mais próximo do cotidiano real do que da narrativa acelerada comum em outros rom-coms de escola.

Reconhecimento que ultrapassou o nicho

The Dangers in My Heart não ficou restrito a um público cativo de fãs de mangá digital. A obra levou o Next Manga Award de 2020 na categoria Web e também recebeu o 5º Tsutaya Comic Award, em 2021 — prêmios que costumam sinalizar quando um título deixa de ser “descoberta de nicho” para virar fenômeno de vendas físicas e recomendação de livraria.

Esse reconhecimento abriu caminho natural para a adaptação em anime, produzida pela Shin-Ei Animation. A primeira temporada estreou na TV Asahi em abril de 2023, seguida por uma segunda temporada em janeiro de 2024, que foi ao ar até abril do mesmo ano. Também houve um especial e um filme compilatório nos cinemas japoneses, além de uma terceira temporada já confirmada pelo estúdio — o que mostra que o interesse pela franquia segue vivo mesmo com o mangá original caminhando para o encerramento.

No Ocidente, a Seven Seas Entertainment ficou responsável pela publicação em inglês, e o anime chegou ao público internacional via HIDIVE, com dublagem incluída a partir da segunda temporada.

O universo não termina junto com o mangá principal

Vale um parênteses aqui, porque é comum confundir “fim do mangá” com “fim da franquia” — e não é bem esse o caso. Em julho de 2025, a autora Haika Nanasaka lançou um spin-off chamado The Dangers in My Heart: A Romantic Comedy Will Not Start, focado em Kana, a irmã mais velha de Kyotaro. A Akita Shoten já publicou o primeiro volume compilado dessa história derivada, o que indica que o estúdio pretende manter o mundo de BokuYaba — apelido pelo qual a série é conhecida entre os fãs japoneses — vivo mesmo depois que a trama central de Kyotaro e Anna for encerrada.

The Dangers in My Heart chega ao fim depois de oito anos de publicação
Crunchyroll

Além do spin-off em quadrinhos, existe também uma novel oficial, escrita por Kota Nozomi com ilustrações do próprio Sakurai, publicada pela Media Factory em setembro de 2024. E há ainda o Twi-Yaba, uma série derivada mais curta que ganhou sua própria adaptação animada no fim de 2023.

Ou seja: o encerramento do mangá principal fecha um ciclo específico — a jornada de Kyotaro e Anna —, mas não significa que a editora está desistindo da propriedade. Pelo contrário, tudo indica uma estratégia de transição, tirando o foco da trama original no momento certo para abrir espaço a histórias paralelas.

Por que terminar agora faz sentido narrativo

Séries de romance escolar enfrentam um problema estrutural conhecido: quanto mais tempo o casal central demora para evoluir, mais artificial a tensão narrativa tende a soar. Muitos títulos do gênero acabam se arrastando, reciclando mal-entendidos e situações repetitivas só para justificar mais volumes nas prateleiras.

Sakurai pareceu evitar essa armadilha. Ao longo dos 196 capítulos e 13 volumes já publicados, a relação entre Kyotaro e Anna teve progressão real — não ficou estagnada em torno do mesmo conflito reciclado. Isso talvez explique por que o anúncio do fim, feito ainda no 13º volume e reforçado no capítulo 196, não gerou revolta entre os leitores, mas sim uma mistura de nostalgia e reconhecimento de que a história tinha, de fato, um destino a cumprir.

Esse tipo de encerramento planejado — e não forçado por queda de audiência ou decisão editorial abrupta — costuma deixar fãs mais em paz com o fim, mesmo quando a despedida dói.

O que esperar depois do capítulo final

Com o 14º volume prestes a fechar a história principal, os holofotes devem migrar naturalmente para o spin-off de Kana e para a terceira temporada do anime já confirmada pela Shin-Ei Animation. Para quem começou a acompanhar The Dangers in My Heart recentemente, atraído pelo boom do anime, esse é o momento ideal para maratonar os volumes do início até o fim antes que os últimos capítulos sejam lançados — e sentir, na prática, o motivo pelo qual essa história conquistou prêmios, adaptação animada e um público fiel ao longo de oito anos.

De qualquer forma, o fechamento de Boku no Kokoro no Yabai Yatsu marca o fim de uma era para o gênero rom-com escolar: uma obra que começou pequena, migrou de site em site, e terminou virando referência de como equilibrar humor, ansiedade adolescente e crescimento emocional sem apelar para clichês do gênero.

Imagem do topo: Prime Video

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agosto 20, 2026 | Abraham Costa

One Piece Vai Atrasar: Entenda o Hiato Antes do Capítulo 1191 e Quando o Mangá Volta

One Piece Vai Atrasar. Quem estava contando os dias pra saber o desfecho do duelo entre Gaban e Imu teve que engolir uma notícia chata essa semana: o mangá de One Piece não sai no domingo seguinte ao capítulo 1190.

Mais uma vez, o cronograma de lançamento sofre interrupção — só que dessa vez o motivo não tem nada a ver com a saúde de Eiichiro Oda, o que muda bastante a leitura da situação.

O motivo real do atraso

O capítulo 1190 chegou em 9 de agosto de 2026, dentro da edição dupla nº 37-38 da Weekly Shonen Jump, trazendo um dos momentos mais pesados da saga final até agora: Scopper Gaban, o antigo braço esquerdo do Rei dos Piratas, entra na luta pra proteger Luffy do ataque de Nerona Imu e acaba perdendo o próprio braço no processo. Depois de um capítulo desse peso, era natural que os fãs esperassem a continuação direto na semana seguinte.

Só que não teve capítulo novo em 16 de agosto. E o motivo, dessa vez, é estrutural: a revista Weekly Shonen Jump entra todo ano em recesso por causa do Festival de Obon, uma das datas mais importantes do calendário japonês, dedicada à homenagem aos ancestrais. Durante essa semana, a editora simplesmente não publica nenhuma edição — e isso afeta igualmente todas as séries veiculadas ali, não só One Piece. Não é uma pausa decidida por Oda, é o próprio calendário editorial da revista que força a interrupção.

Esse detalhe importa porque separa dois tipos de hiato que costumam ser confundidos pelos fãs: as pausas ligadas à rotina e à saúde do autor, cada vez mais frequentes desde 2024, e as pausas puramente editoriais, que acontecem todo ano nas mesmas épocas (Ano-Novo e Obon) independente de qualquer decisão pessoal de Oda.

Quando sai o capítulo 1191

Com o recesso do Obon encerrado, o capítulo 1191 já tem data confirmada: chega globalmente no domingo, 23 de agosto de 2026, disponível na Manga Plus, Viz Media e Shonen Jump+. No Japão, a publicação oficial na revista acontece na segunda-feira, 24 de agosto, seguindo o fuso local.

Pra quem acompanha pelo horário do Brasil, a expectativa é de disponibilização durante a manhã de domingo, já que a maioria das plataformas libera o capítulo simultaneamente em múltiplos fusos a partir das 10h-11h no horário do leste americano.

O capítulo já tem até título revelado — “Ainda Existe Loki” — e a expectativa em torno dele é grande justamente porque retoma o combate interrompido no capítulo anterior, com Imu revelando uma transformação ainda mais monstruosa depois de derrotar Gaban: um corpo maior, quatro chifres e os braços tomados por uma coloração escura.

Um padrão de hiatos que se repete há meses

Se você sentiu que os capítulos de One Piece andam saindo de forma mais espaçada nos últimos meses, não é impressão. O ritmo recente da série tem sido bem mais interrompido do que o padrão histórico da obra:

  • Capítulo 1187 saiu, seguido de pausa de duas semanas
  • Capítulo 1188 saiu, seguido de nova pausa
  • Capítulo 1189 saiu, seguido de outra pausa
  • Capítulo 1190 saiu em 9 de agosto, seguido do recesso do Obon

Ou seja: dos últimos quatro capítulos publicados, todos vieram seguidos de algum tipo de interrupção antes do próximo. Parte disso realmente está ligada à rotina de Oda, que segue dividindo atenção entre o mangá e outros projetos ligados à franquia, incluindo o acompanhamento da terceira temporada do live-action. Mas parte considerável — como o caso desta semana — é simplesmente o calendário da revista, algo que foge completamente do controle do autor.

One Piece Vai Atrasar
One Piece Vai Atrasar – Imagem: Geek Ship

Por que esse hiato incomoda mais do que os outros

Tecnicamente falando, uma semana sem capítulo não é nada excepcional dentro da história de publicação de One Piece — Oda historicamente tira uma semana de folga a cada três ou quatro capítulos, prática registrada há anos e que qualquer leitor de longa data já está acostumado. O que torna esse hiato específico mais incômodo é o timing: ele caiu bem no meio de um dos confrontos mais tensos do arco Elbaf, deixando o leitor com Gaban ferido, Luffy caído e Imu em nova forma, tudo isso sem resolução por duas semanas inteiras.

Esse tipo de corte no momento errado é o que costuma gerar mais reclamação nas redes do que hiatos programados em momentos mais neutros da trama. Não é a pausa em si que irrita — é a pausa bem no ápice.

O arco Elbaf está avançando mesmo com as pausas

Apesar da frequência maior de interrupções, vale registrar que a trama segue avançando de forma consistente. O arco Elbaf já passou da marca de 50 capítulos desde que começou, na sequência direta do arco Egghead, e mergulhou fundo em revelações sobre o Incidente de God Valley, um dos eventos que mais moldaram a era atual da história. Ainda não existe confirmação oficial de quantos capítulos o arco deve totalizar, mas pelo ritmo atual, é provável que a segunda metade já esteja em andamento.

Ou seja: apesar dos hiatos pontuais, a narrativa não está estagnada — o que está acontecendo é justamente o contrário, com desenvolvimentos importantes surgindo a cada nova edição.

Onde ler o capítulo 1191 quando sair

Pra quem quer acompanhar de forma oficial e sem risco de spoiler vazado com tradução ruim, as opções continuam sendo as mesmas de sempre:

  • Manga Plus, plataforma oficial da Shueisha, que libera o capítulo gratuitamente em inglês no mesmo horário da publicação japonesa.
  • Viz Media, que também disponibiliza os capítulos mais recentes gratuitamente, junto aos primeiros capítulos da série.
  • Shonen Jump+, versão japonesa oficial, recomendada pra quem acompanha no idioma original.

Vale reforçar: ler por essas plataformas garante tradução revisada e apoia diretamente a publicação da obra, diferente de scans não oficiais que costumam circular antes da data de lançamento com erro de tradução e recorte de imagem malfeito.

O que esperar depois do capítulo 1191

Com o duelo entre Luffy e Imu retomado, a tendência é que o capítulo 1191 traga desenvolvimento direto do confronto, possivelmente mostrando como Luffy reage à nova transformação do inimigo depois de ver Gaban ferido tentando protegê-lo. Dado o peso emocional acumulado nos últimos capítulos, a expectativa entre os fãs é de que essa sequência marque um dos pontos mais decisivos do arco Elbaf até aqui.

Por enquanto, resta esperar até domingo — e torcer pra que o próximo hiato, quando vier, não caia de novo bem no meio de uma cena decisiva.

Imagem do topo: O Vício

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agosto 17, 2026 | Abraham Costa

Nova lei brasileira pode transformar posse de hentai e ecchi em crime: entenda o que mudou

Uma alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente, sancionada em 6 de agosto de 2026 e já em vigor desde o dia seguinte, reacendeu uma discussão que a comunidade otaku brasileira vinha adiando há anos: até onde vai a linha entre ficção e crime quando o desenho envolve personagens que aparentam ser menores de idade.

A Lei nº 15.487/2026, fruto do Projeto de Lei 3066/2025, não fala em anime, mangá ou light novel em nenhum momento do texto. Mas a redação que ela deu ao artigo 241-E do ECA abriu uma brecha interpretativa que colecionadores, importadoras e até livrarias especializadas estão tentando entender às pressas.

O que o artigo 241-E passou a dizer

Antes da mudança, a legislação sobre exploração sexual infantil tratava basicamente de fotografias e vídeos reais, com algumas previsões para montagens digitais. A nova redação amplia esse conceito de forma explícita: passa a considerar material de violência sexual contra criança ou adolescente qualquer representação, por qualquer meio, que envolva uma pessoa real ou fictícia, ainda que produzida, manipulada ou gerada por inteligência artificial, sempre que apresentar atividade sexual explícita, nudez com finalidade sexual, ou uma pose, contexto ou enquadramento que evidencie conotação libidinosa — mesmo sem exposição de órgãos genitais.

Repare no detalhe que mudou tudo: a palavra “fictício” nunca tinha aparecido dessa forma na lei. Antes, a jurisprudência já discutia casos de personagens desenhados, mas sem uma base legal tão direta. Agora, o texto trata personagem de papel e pessoa de carne e osso sob o mesmo guarda-chuva, desde que os critérios do artigo estejam presentes.

Por que isso esbarra direto no ecchi e no hentai

O gênero ecchi vive de insinuação: fanservice, cenas de banho, roupas reveladoras, ângulos de câmera pensados para provocar. O hentai vai além e mostra ato sexual explícito. O problema é que uma fatia considerável desse material retrata personagens com aparência jovem — traço estético comum no desenho japonês, independentemente da idade cronológica atribuída ao personagem na história. É justamente esse cruzamento entre estética e enredo que a nova lei não resolve com clareza.

A norma não estabelece um critério objetivo de “idade do personagem” nem trata da diferença entre um adulto desenhado com traços delicados e uma criança de fato. Quem decide, na prática, é a análise de contexto: comportamento, cenário, diálogo, enquadramento. Isso empurra a interpretação para o caso concreto, o que é ótimo para flexibilidade jurídica e péssimo para previsibilidade — justamente o que um fã de anime precisa para saber se está cometendo um crime ao ter uma prateleira de mangás em casa.

Quem corre risco de verdade

Vale separar três grupos, porque a exposição legal não é igual para todos.

Leitores e espectadores comuns. Assistir a um anime ecchi em streaming ou possuir um volume de mangá comprado legalmente em livraria dificilmente vira, sozinho, uma investigação criminal. A engrenagem penal costuma mirar produção, divulgação, venda e distribuição em massa — não o consumo isolado. Mas a lei também prevê pena para quem “possui ou armazena” certos materiais, e é aí que mora a insegurança: coleções de hentai com personagens de traços infantilizados entram, em tese, no raio de alcance do texto.

Scanlators, tradutores e distribuidores informais. Grupos que traduzem e disponibilizam capítulos de mangá hentai online, ou que vendem HQs importadas fora dos canais oficiais, ficam em posição mais delicada. A nova lei também trouxe reforço de investigação digital, com rondas virtuais sem autorização judicial prévia para identificar conteúdo ilegal em espaços públicos da internet — o que amplia a capacidade de rastreamento desse tipo de circulação.

Editoras e plataformas oficiais. Empresas que publicam obras com conteúdo ecchi ou hentai no Brasil — sejam editoras de mangá físico, sejam serviços de streaming que hospedam animes com classificação adulta — precisam agora reavaliar catálogo e triagem de conteúdo, porque uma autuação contra a pessoa jurídica tem peso muito maior do que contra um leitor individual.

A retroatividade não pega quem já tinha o material

Um ponto que a comunidade tem errado bastante ao repassar a notícia: a Constituição garante que a lei penal não retroage para prejudicar ninguém. Isso significa que quem comprou um volume de light novel ecchi em 2022, por exemplo, não pode ser punido com base numa regra que só passou a existir em agosto de 2026. As penas mais severas e a nova definição de material ilegal valem para condutas praticadas depois da entrada em vigor da lei. Continuar possuindo algo comprado antes não é, por si, o mesmo que produzir, comprar ou distribuir esse material agora.

Isso não elimina a zona cinzenta, mas reduz um pouco o pânico generalizado que tomou conta de fóruns e grupos de Discord na semana seguinte à sanção da lei.

O que ainda falta esclarecer

A lei nasceu com o propósito de fechar brechas ligadas a deepfakes e material gerado por IA envolvendo crianças reais — essa era a motivação central do projeto. O trecho sobre representações fictícias entrou como parte de um esforço mais amplo para cobrir qualquer tecnologia usada na produção do conteúdo, não como uma cruzada específica contra a indústria do anime. Ainda assim, a redação ficou ampla o suficiente para gerar dúvida honesta entre advogados penalistas, e a tendência é que a aplicação prática dependa de decisões judiciais futuras — inclusive de eventual manifestação do STF sobre os limites entre liberdade artística, ficção e proteção da infância.

Enquanto isso não acontece, promotores e delegados terão margem própria de interpretação, o que na prática cria insegurança jurídica regional: um mesmo título pode ser tratado de formas diferentes dependendo do estado, da comarca ou até do agente que conduz a investigação.

Como o mercado de anime reagiu

Nos primeiros dias após a publicação da lei, o burburinho tomou conta de comunidades de fãs muito antes de qualquer nota oficial de editora. Grupos de importação de mangá adulto no Telegram sumiram ou ficaram privados da noite para o dia, um movimento típico de quem prefere não esperar a primeira autuação para reavaliar risco. Vendedores de plataformas como Mercado Livre e Shopee que anunciavam dōjinshi hentai importado começaram a retirar peças do catálogo por conta própria, num exercício de cautela que talvez nem fosse juridicamente necessário, mas que reflete bem o clima de incerteza instalado.

Do lado das editoras oficiais, o silêncio predominou. Nenhuma das grandes publicadoras de mangá que atuam no país se manifestou publicamente sobre eventuais mudanças de catálogo, o que sugere que o setor está aguardando orientação jurídica mais sólida antes de tomar decisões que afetem contratos já fechados com editoras japonesas. Isso é relevante porque cancelar ou adiar o lançamento de um título com selo adulto custa caro e depende de cláusulas contratuais internacionais — não é uma decisão que se toma da noite para o dia só por causa de uma manchete alarmista.

Já entre advogados especializados em direito digital, a leitura predominante é de cautela sem pânico: a lei tem um propósito claro de combater exploração real de crianças usando tecnologia, e o trecho sobre representações fictícias provavelmente vai ganhar contornos mais definidos assim que surgirem os primeiros pareceres do Ministério Público sobre casos envolvendo obra de ficção. Até lá, a orientação mais repetida é a mesma: evitar exposição desnecessária, sem tratar cada coleção de mangá como prova de crime.

Nova lei brasileira pode transformar posse de hentai e ecchi em crime
Nova lei brasileira pode transformar posse de hentai e ecchi em crime – Imagem: Yeni Birlik Gazetesi

O que fazer enquanto a poeira não assenta

Para quem coleciona ou trabalha com esse tipo de conteúdo, alguns cuidados fazem sentido agora:

  • Evite redistribuir ou vender obras hentai que retratem personagens com traços marcadamente infantis, mesmo que a história os descreva como adultos.
  • Editoras e importadoras devem revisar contratos de licenciamento e considerar parecer jurídico antes de lançar títulos de classificação adulta.
  • Fique atento a atualizações de entidades como a Abradilei e associações de defesa do consumidor de mídia, que devem se posicionar conforme os primeiros casos concretos surgirem.
  • Desconfie de resumos virais nas redes sociais: boa parte do que circulou logo após a sanção misturou fato jurídico com interpretação exagerada, típico de conteúdo feito para gerar clique rápido.

A Lei 15.487/2026 endureceu, de forma legítima, o combate a crimes digitais contra crianças reais — essa parte do texto tem apoio praticamente unânime. O efeito colateral sobre hentai e ecchi, porém, é resultado de uma definição ampla demais para prever todos os cenários que a ficção japonesa produz há décadas. A régua definitiva só vai aparecer quando a Justiça começar a julgar os primeiros casos concretos envolvendo obra fictícia — e é bem provável que isso aconteça antes do fim de 2026.

Imagem do topo:Wikipédia

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agosto 5, 2026 | Abraham Costa

Black Clover termina com trailer especial para o último volume do mangá

Black Clover termina com trailer especial para o último volume do mangá. Onze anos depois de Yuki Tabata ter começado a desenhar as primeiras páginas de Asta gritando contra tudo e todos, Black Clover fechou as portas. E fechou com estilo: a Shueisha não deixou o volume 38, a edição que encerra oficialmente o mangá, sair de mansinho pelas bancas japonesas. Em vez disso, soltou um trailer especial para marcar a data, algo que a editora reserva para pouquíssimas séries no fim de carreira.

O volume chegou às livrarias do Japão no dia 4 de agosto, reunindo os capítulos finais da jornada de Asta rumo ao título de Rei Mago. Não é só mais um tomo encadernado. É o ponto final de uma das séries que mais tempo ocupou as páginas da Weekly Shonen Jump na última década, ao lado de nomes como My Hero Academia e Jujutsu Kaisen, que também se despediram nos últimos anos com o mesmo tipo de tratamento especial.

Por que esse volume pesa tanto para os fãs

Quem acompanha Black Clover desde 2015 sabe que a reta final não foi tranquila. O mangá deixou a publicação semanal em 2023, migrando para lançamentos trimestrais na revista Jump GIGA depois de problemas de saúde que afetaram o ritmo de trabalho de Tabata. Foram quase três anos de capítulos espaçados, cada lançamento virando evento entre os leitores que torciam para o autor conseguir fechar a história do jeito que planejou.

Por isso o volume 38 carrega um peso emocional diferente. Não é apenas o fim de uma batalha contra Lucius Zogratis ou a resolução da rivalidade entre Asta e Yuno pelo posto de Rei Mago — isso os capítulos finais da revista já tinham entregado meses antes. O que o volume traz de novo é o fechamento físico da coleção, acompanhado de um extra que ninguém sabia que existia: um guia oficial recheado de informações sobre o universo mágico da série que Tabata nunca conseguiu encaixar na trama principal.

O que tem no guia extra além do trailer

O material que acompanha o volume final não se resume a curiosidades de bastidor. Junto ao guia veio um capítulo inédito, ambientado pouco antes dos acontecimentos do desfecho, que ajuda a costurar o salto temporal e explica como Asta chega até a nova posição que ocupa no epílogo. É o tipo de ponte narrativa que normalmente sairia como um one-shot separado, mas que a editora decidiu reservar justamente para esse lançamento, dando ainda mais motivo para os fãs correrem atrás da edição japonesa.

Ainda assim, nem tudo ficou resolvido. O capítulo bônus não encerra todas as pontas soltas que a torcida esperava ver amarradas, principalmente no que diz respeito à vida amorosa de Asta. É justamente aí que mora a maior crítica ao desfecho da série.

O final que dividiu opinião entre os leitores

Black Clover encerra sua história com Asta e Yuno colocando um ponto final na rivalidade dos dois, com uma disputa que decide quem herda o título de Rei Mago depois de tudo que enfrentaram contra Lucius. Os dois saem reconhecidos pelo Reino do Trevo pelo papel que tiveram na guerra, e o duelo entre eles vira a forma simbólica de resolver quem fica com o posto mais alto da magia do reino.

O epílogo vai além da coroação e mostra outros personagens já estabelecidos, alguns com famílias formadas depois do fim do conflito, confirmando romances que os leitores torciam havia anos. É um fechamento generoso com o elenco secundário, mas que deixa escapar justamente o protagonista: nem Noelle nem Mimosa chegam a declarar o que sentem por Asta de forma explícita, e o herói termina a saga sem qualquer desfecho amoroso próprio. Para uma parte da base de fãs, isso soa como uma escolha estranha depois de tantos capítulos construindo tensão romântica ao redor dele.

Mesmo com essa lacuna, é difícil negar o tamanho da conquista de Tabata em fechar uma história que começou como um shonen de fantasia mágica relativamente comum e foi se transformando, ao longo de mais de trezentos capítulos, em uma saga sobre superação, hierarquia social e o custo pessoal de guerras que se arrastam por gerações.

Sem data para o Brasil ainda

Para quem lê a versão em português, a espera continua. Não existe, até agora, confirmação de data para o lançamento internacional desse volume final, e histórico de séries parecidas sugere que esse processo pode levar alguns meses até chegar às plataformas oficiais e às livrarias fora do Japão. Enquanto isso não acontece, quem quiser acompanhar de perto tudo o que saiu no volume 38 — incluindo o trailer e os detalhes do guia extra — só encontra material de primeira mão em fontes japonesas ou em coberturas internacionais que já tiveram acesso à edição física.

O que vem depois do mangá

Black Clover termina com trailer especial para o último volume do mangá
Black Clover termina com trailer especial para o último volume do mangá – Imagem: Cabana do Leitor

O fim da publicação não significa que Black Clover está de saída do radar dos fãs. Pelo contrário: a franquia vive um momento de reformulação justamente agora. O anime está de volta com uma segunda fase produzida pelo Studio Pierrot, retomando a partir do arco do Reino de Espada, um dos trechos mais elogiados da adaptação original. A expectativa é que essa nova fase venha com um acabamento visual mais consistente do que a primeira leva de episódios, que sofreu com as pressões de manter uma transmissão semanal contínua durante mais de cento e setenta capítulos animados.

Essa sincronia entre o encerramento do mangá e o retorno do anime não parece coincidência. É comum que editoras aproveitem o fechamento de uma obra para reacender o interesse do público antes de uma nova temporada, e no caso de Black Clover isso faz ainda mais sentido: quem só conhece a história pelo anime ainda está muito longe do desfecho que os leitores do mangá já viram, o que deixa margem para toda uma nova onda de gente descobrindo a saga do zero.

O legado de uma série que quase não terminou

Vale lembrar que houve momentos em que a continuidade de Black Clover parecia incerta, justamente por causa da saúde do autor. Ver o mangá chegar a um final planejado, com direito a volume comemorativo, guia extra e trailer especial, é um desfecho que muita gente da comunidade não dava como certo alguns anos atrás. Tabata levou o Reino do Trevo do começo ao fim, sem abandonar a obra pelo caminho, algo que nem toda série de grande porte na Shonen Jump conseguiu fazer nos últimos tempos.

Fica agora a expectativa dupla: a chegada da versão internacional do volume 38 para quem quer fechar a coleção física, e a estreia da nova temporada do anime, que deve apresentar a arcos que boa parte do público só conhece pelo mangá. Para quem cresceu acompanhando Asta gritando “eu vou ser o Rei Mago” desde o primeiro capítulo, esse é o tipo de despedida que vale a pena comemorar com calma, revendo a jornada inteira antes de repetir aquele processo tão comum entre otakus: sentir falta de uma história mesmo sabendo que ela terminou do jeito certo.

Imagem do topo: Critical Hits

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junho 23, 2026 | Abraham Costa

Os mangás mais vendidos de junho de 2026: quem dominou as prateleiras no Japão e no Brasil

Junho fechou com uma briga de gigantes no topo das vendas de mangá e um volume isolado que ninguém mais conseguiu alcançar no ano. Entre lançamentos que lotaram bancas japonesas e a movimentação das editoras brasileiras durante a Bienal do Livro Rio, o mês deixou claro qual é o pulso do mercado em 2026: séries com anime no ar vendem mais, e a briga pela liderança está mais equilibrada do que em qualquer outro ano recente.

Veja Os mangás mais vendidos de junho de 2026. Reunimos os números e os lançamentos que de fato moveram as prateleiras.

A disputa que define o ano: Frieren contra One Piece

Kinokuniya USA

Se existe uma palavra para resumir 2026 no mercado de mangás, é equilíbrio. Frieren: Beyond Journey’s End assumiu a ponta do ranking anual japonês com cerca de 1,61 milhão de cópias vendidas, superando o gigante histórico One Piece, que chegou a 1,59 milhão. A diferença é mínima, mas o detalhe que chama atenção é outro: Frieren está em hiato editorial desde outubro de 2025 e, mesmo sem capítulos novos, segue vendendo na frente por causa do impulso gerado pela segunda temporada do anime.

Completam o topo da lista anual Blue Lock, com 1,26 milhão de cópias, beneficiado pela proximidade da terceira temporada animada, e Chainsaw Man, que soma 1,1 milhão e ainda colhe os frutos da conclusão da obra, que motivou muitos leitores a comprar a coleção completa de uma vez.

Esse cenário confirma um padrão que já vinha se desenhando: o anime decide quem vende mais, independente de a série estar ativa ou parada. Frieren prova isso melhor do que qualquer outro título do momento.

O volume que ninguém superou no semestre

Olhando para volumes individuais, e não para séries inteiras, quem manda é outro nome: o Volume 114 de One Piece, batizado de “O Incidente de God Valley” e lançado no Japão em março, foi o único título a romper a barreira de 1 milhão de cópias vendidas isoladamente no primeiro semestre de 2026, segundo a Oricon. Nenhum outro lançamento do período, nem mesmo os capítulos finais de franquias populares, chegou perto desse número.

O dado expõe uma característica que só One Piece sustenta há quase três décadas: mesmo competindo com séries mais jovens e impulsionadas por adaptações recentes, a obra de Eiichiro Oda segue sendo a única capaz de gerar um pico de vendas tão isolado em um único volume. A franquia já soma mais de 600 milhões de cópias em circulação no mundo e segue sendo serializada na Weekly Shonen Jump desde 1997.

O que saiu de novo nas bancas japonesas em junho

Tensei Shitara Slime Datta Ken Wiki Fandom

Olhando semana a semana, o ranking de vendas no Japão mostrou um junho recheado de lançamentos fortes. Na primeira quinzena, novos volumes de Sakamoto Days, Mairimashita! Iruma-kun, Boku no Kokoro no Yabai Yatsu, Phantom Buster, The Fable e Akanebanashi entraram com força entre os mais comprados, puxando junto títulos como Kuma Kuma Kuma Bear e Ron Kamonohashi, que continuam vendendo bem mesmo sem ser novidade.

Na segunda quinzena, o destaque ficou para Tensei Shitara Slime Datta Ken, que voltou ao topo das vendas com um volume novo, acompanhado por Mairimashita! Iruma-kun — que colocou simultaneamente dois lançamentos no ranking, o volume regular e o spin-off If Episode of Ma-fia —, além de Kaoru Hana wa Rin to Saku e WIND BREAKER. Esse último se beneficia diretamente do anime exibido em 2025, prova de que a janela de popularidade de uma adaptação continua empurrando vendas de mangá bem depois da estreia na TV. Títulos menores como Marronnier Oukoku no Shichinin no Kishi e Tensei Kizoku Kantei Skill de Nariagaru também entraram na lista, ambos com anúncio recente de adaptação animada — um indício de que esses volumes já vendem mirando o público que vai chegar com o anime, e não apenas o leitor que acompanha desde o início.

O padrão se repete mês após mês no mercado japonês: títulos com anime em exibição ou recém-finalizado dominam as primeiras posições, enquanto séries de nicho como Flying Witch ou Gokushufudou aparecem de forma mais discreta, sustentadas por um público fiel mas menor. Vale notar que esse ranking semanal, compilado a partir de dados públicos de vendas físicas no Japão, não inclui números exatos de exemplares — apenas a ordem de colocação —, o que reforça a importância de olhar também para os números anuais e semestrais quando o objetivo é entender a dimensão real de cada sucesso.

E no Brasil, quem manda no mercado?

No mercado brasileiro, junho teve um pano de fundo importante: a Bienal do Livro Rio, realizada entre os dias 13 e 22 no Riocentro, voltou a reunir editoras de quadrinhos e milhares de leitores em um dos maiores eventos literários do país. É nesse tipo de vitrine que séries consagradas costumam aparecer entre os mais vendidos, com destaque histórico para nomes como One Piece, publicado pela Panini, e Haikyu!!, carro-chefe da JBC, que já vendeu mais de 130 mil cópias só do primeiro volume por aqui — um número alto até para os padrões da editora, considerando que se trata de uma edição 2 em 1, mais cara que um tankobon tradicional.

A briga entre as duas maiores editoras de mangá do país segue a mesma lógica do Japão: quem tem anime recente ou em exibição sai na frente. A Panini mantém domínio amplo do mercado de quadrinhos brasileiro graças à força de One Piece e Jujutsu Kaisen, enquanto a JBC aposta em títulos como Haikyu!!, Hunter x Hunter e Nana para sustentar sua fatia, mesmo com obras que estão em hiato há mais de quinze anos no Japão. Editoras menores, como a NewPOP, também vêm ganhando espaço em rankings mensais com séries de romance que conquistaram um público fiel longe dos grandes nomes shounen.

Levantamentos do setor já apontaram crescimento de mais de 70% nas vendas de mangá no Brasil ao longo dos últimos anos, um reflexo direto da expansão do streaming de anime e da chegada de novas gerações de leitores às livrarias. Esse crescimento também mudou o perfil das editoras que atuam no país: hoje a Panini sozinha responde por mais de 70% do top 100 de quadrinhos mais vendidos, mas o espaço que sobra tem sido cada vez mais disputado por casas menores, que apostam em nichos que os grandes catálogos ainda não exploram, como BL, GL e josei.

Por que esses números importam

Acompanhar quem vende mais em um determinado mês não é só curiosidade de fã. Para editoras, esses rankings indicam onde investir em reimpressão e quais títulos merecem campanhas de lançamento mais agressivas. Para quem só quer ler algo bom, a lista funciona como um termômetro: se um mangá está entre os mais vendidos há semanas, é porque ele está entregando algo que conversa com o público do momento, seja ação, drama ou aquele tipo de fantasia cotidiana que dominou boa parte do catálogo japonês em junho.

O recado de 2026 até aqui é claro: a televisão ainda dita o ritmo das bancas. Frieren mostrou que um hiato editorial não tira a obra do topo se o anime estiver no auge. One Piece provou, com o Volume 114, que tradição e qualidade ainda vendem mais que qualquer hype passageiro. E o calendário de junho, recheado de novos capítulos de séries isekai, esportivas e de suspense, deixou claro que o leitor de mangá em 2026 não tem um gênero favorito fixo — ele segue, antes de tudo, a tela.

Para quem quer entrar nessa onda, os melhores pontos de partida ainda são os mesmos: comece pelo que tem anime em cartaz, porque é exatamente aí que o mercado está apostando suas fichas agora.

Imagem do topo: Anime New

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dezembro 12, 2025 | Abraham Costa

Os Melhores Mangás Para Começar: Guia Completo Para Iniciantes

Se você está entrando agora no universo dos mangás, deixa eu te dar as boas-vindas. Ler mangá é muito mais do que acompanhar histórias — é entrar em mundos inteiros, sentir a evolução dos personagens e viver emoções que só quem mergulha nessas páginas entende. Mas eu sei como pode ser difícil escolher por onde começar… afinal, existem milhares de títulos por aí.

Então eu reuni aqui os melhores mangás para começar, aqueles que são fáceis de entender, envolventes desde o primeiro capítulo e perfeitos para criar o hábito de leitura. E sim, essa lista é escrita por alguém que viveu isso na pele — alguém que já virou noites lendo e dizendo “só mais um capítulo”.

Por que esses mangás são perfeitos para iniciantes?

  • Histórias claras e fáceis de acompanhar;
  • Desenvolvimento rápido (sem enrolação);
  • Personagens que conquistam logo de cara;
  • Mundos simples de entender, mesmo para quem nunca leu mangá;
  • E claro: são MUITO divertidos.

Os 10 Melhores Mangás Para Começar Agora

1. My Hero Academia (Boku no Hero Academia)

Anime Flix

Se existe um mangá perfeito para quem está começando, é esse. A história do Deku é emocionante desde o início, e a narrativa combina ação, humor e evolução pessoal de um jeito que prende qualquer novo leitor. Além disso, o universo de heróis é muito familiar, o que facilita a imersão.

Por que é ideal para iniciantes?

  • Leitura fácil e dinâmica;
  • Mundo simples de entender;
  • Personagens carismáticos que evoluem rápido;
  • Tem ação, drama e humor na medida certa.

2. One Punch Man

ChuNan!

Se você quer algo leve, extremamente divertido e com uma arte inacreditável, esse aqui é perfeito. Saitama carrega a obra com uma mistura de humor e ação que atrai qualquer pessoa — inclusive quem nunca tocou em um mangá.

Motivos para começar por ele:

  • Capítulos fáceis de ler;
  • Humor universal;
  • Desenhos impressionantes mesmo nos volumes iniciais;
  • Ideal para quem quer rir e se empolgar ao mesmo tempo.

3. Attack on Titan (Shingeki no Kyojin)

XBox Power

Para quem gosta de histórias mais sérias e cheias de mistério, essa é a porta de entrada perfeita. Os primeiros capítulos já entregam tensão, ação e um mundo cheio de segredos.

Por que vale a pena para iniciantes?

  • Ritmo acelerado desde o começo;
  • Mistério que instiga a continuar lendo;
  • Personagens fortes e memoráveis;
  • Trama viciante.

4. Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba)

IGN Brasil

Um mangá de ação com uma carga emocional enorme. A jornada de Tanjiro para salvar a irmã é simples, direta e apaixonante — perfeita para novos leitores que querem se conectar rapidamente com os personagens.

Pontos fortes para iniciantes:

  • História linear e fácil de entender;
  • Combates intensos e visuais incríveis;
  • Personagens cativantes;
  • Capítulos curtos e bem estruturados.

5. Spy x Family

Os Melhores Mangás Para Começar: Guia Completo Para Iniciantes
Tech Tudo

Se você busca algo leve, divertido e com muito carisma, essa é a escolha certa. A dinâmica entre Loid, Yor e Anya faz desse mangá uma experiência deliciosa.

Por que funciona tão bem?

  • Humor inteligente;
  • Equilíbrio perfeito entre ação e comédia;
  • Ótimo para leitores casuais;
  • Fácil de se apegar aos personagens.

6. Haikyuu!!

Reddit

Mesmo se você não gosta de esportes, Haikyuu funciona perfeitamente como mangá de introdução. É motivador, emocionante e altamente viciante.

Motivos para começar aqui:

  • Energia absurda nos capítulos;
  • Personagens divertidos e inspiradores;
  • Progressão clara e envolvente;
  • Fácil de acompanhar, mesmo sem entender de vôlei.

7. Blue Lock

Reddit

Esse mangá se tornou uma febre porque mistura futebol com adrenalina psicológica — uma combinação que prende qualquer leitor, mesmo os iniciantes.

Ideal para novos leitores porque:

  • Tem ritmo acelerado;
  • Arte marcante;
  • Capítulos diretos, sem enrolação;
  • História competitiva e viciante.

8. Fairy Tail

PLG Colecionáveis

Um dos mangás mais acessíveis já criados. Combina aventura, magia, amizade e humor — tudo que um iniciante precisa para se apaixonar de vez pelo gênero.

Pontos fortes:

  • Mundo de fantasia simples e divertido;
  • Arcos curtos e empolgantes;
  • Muito humor e leveza;
  • Ótimo para quem está começando do zero.

9. Death Note

Amino Apss

Para quem prefere algo mais psicológico, esse é simplesmente o melhor mangá para começar. A disputa intelectual entre Light e L é uma das mais icônicas do mundo dos animes e mangás.

Por que é ideal para iniciantes?

  • Premissa simples e genial;
  • Suspense constante;
  • Capítulos longos e densos, mas muito fáceis de acompanhar;
  • Uma das melhores portas de entrada para histórias adultas.

10. Naruto

Wallpapers

Naruto marcou gerações, e por um motivo simples: é uma história acessível, emocionante e cheia de lições sobre persistência. Para quem está começando, é uma jornada que vale cada página.

Por que está no top 10?

  • Protagonista inspirador;
  • Combates intensos e criativos;
  • Mundo rico, mas fácil de entender;
  • Linha narrativa clara e envolvente.

Qual mangá você deve começar lendo?

Se você quer ação, vá de Demon Slayer, My Hero Academia ou Blue Lock. Se prefere humor, comece com One Punch Man ou Spy x Family. Agora, se você quer algo mais sério e cheio de impacto, Attack on Titan ou Death Note são imbatíveis.

O importante é começar. Depois do primeiro mangá, você nunca mais vai querer parar — e bem-vindo ao clube dos que falam “só mais um capítulo” às 3 da manhã.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o melhor mangá para iniciantes?

My Hero Academia é o mais recomendado pela facilidade de leitura e pelo impacto emocional imediato.

Preciso assistir ao anime antes de ler o mangá?

Não. O mangá sempre entrega a história original e costuma ter mais detalhes.

Qual mangá é mais rápido de ler?

One Punch Man e Spy x Family têm leitura super fluida.

Por onde comprar mangás no Brasil?

Amazon, Panini, JBC e livrarias físicas são as opções mais populares.

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dezembro 12, 2025 | Abraham Costa

Os 10 Mangás Mais Lidos e Vendidos em 2025 – Ranking Completo de Um Otaku Apaixonado

Os 10 Mangás Mais Lidos e Vendidos em 2025. As séries que dominaram vendas, leituras e o coração dos leitores neste ano

Se tem uma coisa que todo otaku ama é acompanhar os mangás que estão dominando o cenário — seja pela história envolvente, pelo hype do anime ou simplesmente porque todo mundo está falando sobre eles. Em 2025, a lista dos mangás mais vendidos/lidos trouxe surpresas, confirmações de fenômenos e títulos que nunca saem da boca dos fãs.

Reuni uma lista com os 10 mangás que mais impactaram o público em 2025, analisando as vendas globais, dados da Oricon e o burburinho nas redes sociais. Prepare-se: tem clássico lendário, fenômeno recente e obra que viralizou com anime — todos disputando a atenção dos leitores neste ano.

Como esse ranking foi definido

Os dados deste ranking são baseados em várias métricas de popularidade e vendas de mangás ao longo de 2025:

  • Vendas anuais reportadas pela Oricon; :contentReference[oaicite:2]{index=2}
  • Desempenho geral de volumes ao longo do ano; :contentReference[oaicite:3]{index=3}
  • Absorção e atenção de leitores em plataformas oficiais;
  • Presença nas conversas de fandom ao redor do mundo.

O resultado? Um panorama dos títulos que realmente dominaram 2025 — tanto em números quanto em impacto cultural.

Os 10 Mangás Mais Lidos/Vendidos em 2025

Este é o ranking dos mangás que mais marcaram o ano, com base nas vendas e na popularidade geral. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

1. One Piece – O fenômeno que não para de crescer

Autor: Eiichiro Oda
Por que dominou 2025: Com mais de 4,2 milhões de cópias vendidas ao longo de 2025, One Piece voltou ao topo como o mangá mais vendido do ano, algo que não acontecia desde 2018.

É inacreditável como essa obra continua a surpreender depois de tantos anos. A saga lendária dos Chapéus de Palha, agora próxima de seu final, envolve leitores de todas as idades. Cada novo volume ainda é um evento — e isso se reflete nas vendas esmagadoras e no burburinho permanente nos fóruns de fãs.

One Piece é mais do que mangá — é um marco generacional.

2. Jujutsu Kaisen – A força do feitiço moderno

Autor: Gege Akutami
Destaque de 2025: Mesmo após seu encerramento, Jujutsu Kaisen continuou dominando vendas, permanecendo no topo entre os títulos mais comprados em 2025 com quase 4 milhões de exemplares vendidos.

O impacto dessa série é enorme — e o hype não caiu nem um pouco após o fim do mangá. Os fãs continuam consumindo volumes finais, edições especiais e colecionáveis, e a franquia segue fortíssima nas conversas dos leitores.

3. Dandadan – Explosão viral impulsionada pelo anime

Autor: Yukinobu Tatsu
Destaque de 2025: Dandadan foi um dos grandes nomes do ano, roubando a atenção com sua combinação de ação, humor e horror — e impulsionado pelo anime, alcançou mais de 3,5 milhões de vendas.

Essa obra é um fenômeno pop completo: divertida, irreverente e cheia de twists. Não é surpresa que tenha conquistado uma nova base de leitores em 2025, especialmente depois da adaptação animada bombar entre fãs.

4. Blue Lock – O futebol que virou cultura pop

Autores: Muneyuki Kaneshiro & Yusuke Nomura
Destaque: Mesmo sendo um mangá de esporte, Blue Lock teve uma performance de leitura incrível em 2025, com mais de 3 milhões de cópias vendidas.

O “mangá de luta do futebol” converte leitores de esportes e shounen em fãs fervorosos — e graças ao anime e à narrativa intensa, continua dominando o cenário em 2025.

5. Kingdom – A épica história de guerra que não para de crescer

Disponível aqui

Autor: Yasuhisa Hara
Destaque: Este épico histórico continua forte nas vendas, com quase 2,5 milhões de cópias vendidas em 2025.

É uma obra que cresce com o leitor. A brutalidade das batalhas e a profundidade das personagens atraem tanto fãs de história quanto amantes de ação.

6. Blue Box – Romance + esporte dominando leitores

Autor: Kouji Miura
Destaque: Blue Box subiu no ranking em 2025 com mais de 2,3 milhões de cópias, chamado por muitos de um dos romances esportivos mais cativantes da atualidade.

É impressionante ver esse título romper barreiras e conquistar um público enorme, misturando slice-of-life com emoção esportiva.

7. Sakamoto Days – Ação, comédia e animação sinérgica

Autor: Yuuto Suzuki
Destaque: Com quase 2,3 milhões de cópias vendidas em 2025, Sakamoto Days continuou encantando fãs graças à sua mistura de ação frenética e humor.

A adaptação para anime e o arco de clímax contribuíram para essa popularidade, atraindo leitores que buscam uma experiência leve, engraçada e cheia de pancadaria. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

8. The Apothecary Diaries – Mistério e história seduzindo leitores

Autores: Natsu Hyuuga & Ikki Nanao
Destaque: Uma das surpresas de 2025, The Apothecary Diaries vendeu mais de 2,2 milhões de cópias, misturando história, intriga e drama com leveza.

Essa obra conquistou fãs além do shounen padrão, mostrando que histórias de época também podem dominar as listas de mais lidos.

9. My Hero Academia – O legado continua

Autor: Kohei Horikoshi
Destaque: Mesmo se aproximando do final, My Hero Academia vendeu mais de 2 milhões de cópias em 2025, provando que seu impacto ainda é enorme.

É uma obra que praticamente define a geração de fãs atual — impacto que vai durar décadas.

10. The Fragrant Flower Blooms With Dignity – Amor e delicadeza entre os gigantes

Autor: Saka Mikami
Destaque: Um dos estreantes no ranking anual de 2025 com mais de 2 milhões de cópias vendidas, conquistando leitores com uma narrativa leve e emocional.

Esse título mostra que nem só de pancadaria vive o mercado: fofura, desenvolvimento de personagem e um estilo tranquilo também conquistam o público em grande escala.

Tendências de 2025 no mundo dos mangás

O que ficou claro em 2025 é que as adaptações para anime continuam a ser um dos maiores motores de leitura — obras como Dandadan, Blue Lock e Sakamoto Days viram picos enormes em vendas após episódios bombarem nas plataformas de streaming. :contentReference[oaicite:16]{index=16}

Além disso, séries longas e consolidadas como One Piece e My Hero Academia ainda dominam, mesmo anos após seus lançamentos iniciais. Isso mostra o poder do fandom e da fidelidade dos leitores.

O que esses títulos dizem sobre 2025?

O ano de 2025 foi um espetáculo para os mangás: clássicos retornaram ao topo, novos fenômenos surgiram e diferentes gêneros conquistaram espaço nas listas de mais lidos. :contentReference[oaicite:17]{index=17}

Se você ainda não leu algum desses títulos, está perdendo uma parte importante do que a cultura otaku consumiu este ano! Eles representam não apenas números de vendas, mas histórias que tocaram milhões de leitores pelo mundo — e algumas continuarão a dominar por muito tempo.

FAQ – Perguntas Frequentes Sobre Mangás Populares em 2025

1. Qual mangá foi o mais vendido em 2025?

One Piece foi o título com mais vendas em 2025, liderando com mais de 4,2 milhões de cópias vendidas. :contentReference[oaicite:18]{index=18}

2. Mangás recentes dominaram as vendas?

Sim — Dandadan e Blue Lock tiveram desempenho enorme graças ao impacto do anime e à popularidade global das séries em 2025. :contentReference[oaicite:19]{index=19}

3. My Hero Academia ainda é popular?

Sim! Mesmo em seu arco final, ainda vendeu milhões de cópias em 2025. :contentReference[oaicite:20]{index=20}

4. Mangás de nicho podem entrar na lista?

Sim — The Apothecary Diaries e The Fragrant Flower Blooms With Dignity foram destaque em 2025 com vendas altas fora do estilo shounen tradicional. :contentReference[oaicite:21]{index=21}

5. Mangá clássico ainda vende?

Com certeza! One Piece permanece como um dos pilares da indústria em 2025. :contentReference[oaicite:22]{index=22}

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Qual desses mangás você mais leu em 2025? Conta nos comentários e compartilhe esse artigo com seus amigos otakus!

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