Fading Echo: tudo sobre o novo RPG. Depois de meses circulando como “mais um anúncio” no meio de tanta coisa nova, Fading Echo finalmente saiu do papel na terça-feira, dia 21, e pousou no PC via Steam e Epic Games Store. O jogo é o primeiro trabalho do estúdio francês Emeteria, publicado pela New Tales em parceria com a Com2uS, e já está gerando aquele tipo de comentário que costuma pegar gente de surpresa: quem entrou desconfiado saiu satisfeito.
Se você ainda não sabe do que se trata ou está em dúvida se vale a pena comprar, este texto reúne o que há de mais relevante sobre a história, o combate, o elenco de dublagem e a recepção da crítica.
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O que é Fading Echo
Fading Echo é um RPG de ação em terceira pessoa que mistura combate, plataforma e quebra-cabeças ambientais em torno de um único conceito: manipulação elemental. O jogo chegou ao PC por R$ 49,99, com dublagem completa em inglês e português brasileiro, além de legendas em francês, alemão, espanhol, russo, japonês, coreano e chinês. As versões para PlayStation 5 e Xbox Series X|S já foram confirmadas e devem chegar ainda em 2026, embora sem data fechada até o momento.
A protagonista é One, uma jovem “Lenda” que carrega um poder chamado Æther — algo que ela nunca escolheu ter. Essa habilidade permite alternar entre a forma humana e uma forma líquida, dando à personagem a capacidade de escorregar por frestas, atravessar grades e se infiltrar em lugares que normalmente seriam inacessíveis. O cenário é Corel, uma realidade formada por ilhas flutuantes e tecnologia ancestral, ameaçada por uma força conhecida como Corrupção do Paradoxo, que está literalmente apagando pedaços do mundo.
A história por trás do poder
O enredo começa quase no meio da ação: One estava viajando com a mãe quando é arrastada para uma dimensão alternativa e desperta suas habilidades latentes. A narrativa não perde tempo explicando tudo de cara — ela vai entregando pistas aos poucos, através de cutscenes estilizadas em quadro único que aproveitam os próprios gráficos do jogo, e de diálogos bem construídos entre os personagens.
O tema de fundo (um mundo natural sendo destruído por uma força corruptora) não é exatamente original, mas o diferencial está em como Fading Echo usa isso para investigar a própria identidade de One: quem ela é além do poder que carrega, e o que sobra dela quando a Corrupção avança. Ao longo da jornada, One conta com a ajuda de um construto artificial chamado Vellum e de um pequeno grupo de aliados espalhados por Corel — gente que se junta a ela por lealdade, por culpa ou simplesmente por não ter mais para onde ir. Do lado oposto está Maddock, o vilão da trama, dublado na versão brasileira por Guilherme Briggs.
Combate: água, lava, resíduo tóxico e corrupção
Se tem um motivo pelo qual Fading Echo está conquistando quem experimenta a demo, é o sistema de combate. Ele lembra, guardadas as devidas proporções, aqueles jogos de PS2 e GameCube do meio dos anos 2000: nada de combos gigantescos ou memorização de inputs complicados. One tem um golpe básico simples e um chute chamado Vault Kick, que por si só não causa dano, mas serve para arremessar inimigos.
E é aí que entra a parte interessante: o cenário está cheio de poças e áreas com quatro elementos diferentes — água, lava, resíduo tóxico e Corrupção —, cada um com um efeito distinto sobre os inimigos. Chutar um adversário para dentro de uma poça de lava faz com que ele pegue fogo; empurrá-lo para a água pode deixá-lo “sólido” e vulnerável a golpes que o eliminam quase na hora; o ácido enfraquece as defesas. Dá para combinar esses efeitos, encharcar um inimigo e depois chutá-lo para perto do fogo, transformando o combate em um quebra-cabeça de posicionamento tanto quanto em uma sequência de golpes.
A transformação líquida de One também influencia a luta: enquanto ela pode se livrar de um status ruim simplesmente virando blob de água, os inimigos precisam esperar o efeito passar. Isso cria uma assimetria que recompensa quem presta atenção no campo de batalha em vez de simplesmente apertar botões.
Exploração e quebra-cabeças ambientais
Fora das arenas de combate, a forma líquida de One é a peça central da exploração. É ela que permite atravessar grades, escorregar por espaços apertados e alcançar áreas escondidas pelo mapa. Ao tocar em lava, a personagem vira uma bola de vapor, útil para planar em quedas longas; o resíduo tóxico, por sua vez, permite saltos explosivos. Ou seja, os mesmos elementos que servem para combate também abrem (ou fecham) caminhos durante a exploração, o que obriga o jogador a pensar em cada elemento como ferramenta dupla.
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Conforme a aventura avança, One desbloqueia novas habilidades — como um golpe de onda capaz de atingir vários inimigos ao mesmo tempo —, e tanto a exploração quanto os combates ganham camadas extras de complexidade.
Visual, trilha sonora e dublagem
Visualmente, Fading Echo aposta em um estilo bem colorido, quase de história em quadrinhos, que contrasta com cenários mais monocromáticos e ganha vida nas áreas “de outra dimensão”, mais psicodélicas e estranhas. A trilha sonora tem um tom onírico, ajudando a preencher os momentos de silêncio entre as batalhas.
Um dos pontos mais elogiados é justamente o elenco de dublagem, considerado de alto nível tanto na versão em inglês quanto na brasileira — com Guilherme Briggs dando voz ao antagonista Maddock, o que já rendeu bastante repercussão entre o público brasileiro nas redes.

O que a crítica está achando
A recepção até agora é bem dividida entre “ótimo, mas imperfeito” e “surpreendentemente bom para uma estreia”. Vários veículos elogiam o combate por ser satisfatório sem depender de barras de vida gigantescas ou hordas de inimigos, e destacam os quebra-cabeças como uma boa forma de mostrar a mecânica elemental. Ao mesmo tempo, existem críticas recorrentes: a repetição do combate ao longo da campanha, áreas que se parecem demais entre si quando o jogador muda de dimensão, problemas de câmera, diálogos que às vezes se repetem e um pool de inimigos considerado limitado perto do fim do jogo.
No geral, a nota consolidada tende para o lado positivo, com analistas descrevendo Fading Echo como uma aposta corajosa em ideias originais num mercado dominado por grandes orçamentos — mesmo reconhecendo que a execução não é perfeita em todos os aspectos. Na comunidade Steam, o jogo também vem recebendo avaliações majoritariamente positivas dos primeiros jogadores, com elogios ao sistema elemental e à identidade visual, e reclamações pontuais sobre desempenho em dispositivos portáteis como o Steam Deck.
Preço, plataformas e demo
Por enquanto Fading Echo só está disponível para computador, vendido por R$ 49,99 tanto na Steam quanto na Epic Games Store. Quem está na dúvida pode instalar a demo gratuita antes de decidir, um recurso que ajudou bastante a mudar a opinião de quem chegou desconfiado com o anúncio original. As versões de PlayStation 5 e Xbox Series X|S foram confirmadas pela Emeteria e pela New Tales para o restante de 2026, sem data exata divulgada até agora. Vale lembrar que o jogo roda em Steam Deck, embora alguns jogadores relatem quedas de frame e engasgos de tempo de quadro nas primeiras horas após o lançamento — algo que tende a ser corrigido em atualizações futuras, já que se trata do primeiro dia de disponibilidade do título.
Vale a pena jogar?
Se você gosta de RPGs de ação que não se levam tão a sério, com um sistema de combate criativo baseado em posicionamento e elementos, Fading Echo entrega isso com sobra — mesmo sem reinventar o gênero. O ponto fraco fica por conta da repetição na segunda metade da campanha e de alguns problemas técnicos que ainda devem ser ajustados em patches futuros. Para quem está sem pressa e curte explorar mundos coloridos enquanto resolve quebra-cabeças com água, lava e corrupção, o jogo já está disponível no PC, com versões de console chegando ainda este ano.
Fading Echo: tudo sobre o novo RPG – Imagem do topo: ACidade On
