Veja o Trailer do Anime Oni no Hanayome — A Noiva do Oni Chega em Julho de 2026
Veja o Trailer do Anime Oni no Hanayome. Tem coisa que a gente acompanha desde o anúncio e fica na expectativa mês a mês. Oni no Hanayome é exatamente esse tipo de projeto. Desde que a adaptação animada foi confirmada, em junho de 2025, os fãs da obra de Kureha estavam segurando a curiosidade — e agora, com o novo trailer revelando mais do elenco e a data de estreia confirmada, dá para dizer que a espera está chegando ao fim.
O anime estreia em 4 de julho de 2026, e o que o trailer mais recente mostrou foi suficiente para deixar qualquer fã da light novel animado com o que vem por aí.
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- 50 personagens femininas de anime mais lindas e icônicas de todos os tempos
De onde vem essa história?
Antes de falar do trailer em si, vale contextualizar quem ainda não conhece a obra. Oni no Hanayome é uma série de light novels escrita por Kureha, com ilustrações de Yū Shiroya. A história começou como web novel no site Novema em 2019 e foi publicada posteriormente pela Starts Publishing. O mangá, com arte de Jun Togashi, passou a circular em dezembro de 2021 pela revista digital noicomi.
Juntas, a light novel e a adaptação em mangá já ultrapassam 5,8 milhões de cópias em circulação. Isso não é pouca coisa. Estamos falando de uma franquia consolidada, com público fiel e uma base narrativa sólida o suficiente para sustentar uma adaptação animada de peso.
A trama acompanha Yuzu Shinonome, uma estudante do ensino médio que vive num Japão onde monstros e humanos coexistem. Ela é tratada de forma injusta pelos pais, que dedicam toda atenção à irmã mais nova, Karin, escolhida como noiva de um espírito raposa. Yuzu vive na sombra, comparada o tempo todo com quem parece ser sempre a favorita da família. Até que tudo muda quando ela cruza o caminho de um oni que a declama como sua noiva.
A dinâmica entre os dois protagonistas é o coração da série: uma garota comum que nunca foi vista, encontrando alguém que decide, do nada, que ela é exatamente quem ele procurava. Funciona porque não é só romance — tem tensão, tem estranheza cultural, tem toda aquela camada de mitologia japonesa que faz esse subgênero de fantasia ser tão interessante.
O que o novo trailer revelou
O trailer mais recente, divulgado em maio de 2026, trouxe três novos nomes para o elenco: Taito Ban como Takamichi Araki, Nobunaga Shimazaki como Ouga Kiyama e Aya Endō como Sakurako Kiyama.
São adições significativas. Nobunaga Shimazaki tem uma presença vocal muito particular — quem acompanhou seu trabalho em títulos anteriores sabe que ele consegue transitar entre personagens frios e personagens com camadas emocionais bastante densas. Aya Endō, por sua vez, é uma das vozes mais reconhecíveis quando o assunto é personagens femininos com elegância e autoridade. A escolha desses nomes diz muito sobre o perfil dos personagens que eles vão interpretar.
Visualmente, o trailer já entrega o tom que a série vai adotar. A animação está a cargo do estúdio Colored Pencil Animation Japan, com direção de Kazuhito Ōmiya e trilha sonora composta por Masaru Yokoyama. Yokoyama é um nome que costuma trazer muito peso emocional para as obras que assina — e numa história com esse tipo de tensão romântica entre mundos distintos, a música vai ter papel fundamental no ritmo da narrativa.
O elenco principal que já estava confirmado
Muito antes desse novo trailer, o Aniplex Online Fest de setembro de 2025 já havia revelado quem daria voz aos protagonistas. Saori Hayami interpreta Yuzu Shinonome e Yūichirō Umehara dá voz a Reiya Kiryuin.
Saori Hayami é uma das seiyuus mais versáteis em atividade. Ela consegue equilibrar fragilidade e determinação no mesmo personagem sem que nenhum dos dois lados pareça forçado — e Yuzu pede exatamente isso. Já Umehara tem uma voz que carrega autoridade quase naturalmente. Quando ele fala, você acredita que aquela pessoa tem poder. Para um oni que decide unilateralmente que encontrou a noiva que procurava a vida toda, essa presença vocal faz toda a diferença.
Yumi Kamakura assina a composição da série e Hikari Tanaka cuida do design de personagens. O design é um ponto que merece atenção especial: o estilo visual das light novels de Yū Shiroya tem uma leveza que funciona muito bem no papel, e adaptar isso para animação mantendo o charme original é um desafio que a equipe vai ter que encarar de frente.
Por que esse anime tem tudo para fazer barulho
Existe uma fórmula que funciona quando se fala de romances fantásticos ambientados no Japão mítico: um mundo em que o sobrenatural já é parte do cotidiano, uma protagonista que está fora do lugar nesse contexto, e um encontro que vira tudo de ponta cabeça. Oni no Hanayome não inventou essa fórmula, mas aplica ela com uma camada extra de drama familiar que deixa a história mais rica do que o padrão do gênero.
O fato de a irmã de Yuzu já ser noiva de uma criatura sobrenatural antes dela cria um paralelo interessante. Não é só a jornada de uma garota comum entrando num mundo diferente — é também a história de alguém que passou a vida sendo a “outra”, e que de repente descobre que existe um lugar onde ela é a escolhida.
O live-action do filme, lançado recentemente, vendeu 146 mil ingressos no primeiro fim de semana e arrecadou mais de 200 milhões de ienes. Isso diz muito sobre o tamanho do público que já existe para essa história no Japão. E onde tem público estabelecido, a adaptação animada tende a chegar com muito mais atenção do que a média da temporada.

O que esperar da estreia
A produção conta com animação pelo estúdio Colored Pencil Animation Japan, direção de Kazuhito Ōmiya, roteiro de Yumi Kamakura e design de personagens de Hikari Tanaka. É uma equipe que ainda vai mostrar do que é capaz nessa escala, mas os trailers indicam um cuidado estético que vai além do básico esperado para o gênero.
A temporada de verão de 2026 vai ser disputada, como de costume. Mas Oni no Hanayome entra com vantagens claras: material-fonte farto, elenco bem escolhido, e uma história que já provou ter apelo para públicos diferentes — leitores de web novel, compradores de mangá, e agora espectadores de cinema.
Falta pouco. Quem ainda não conhece a história tem tempo de sobra para ler ao menos os primeiros volumes antes de 4 de julho.
Oni no Hanayome estreia em 4 de julho de 2026. Produção da Aniplex com animação do estúdio Colored Pencil Animation Japan.
Imagem do topo: Anime News Network
Os Animes Mais Influentes da História: Como Essas Obras Transformaram a Indústria e a Cultura Pop Mundial
Os animes deixaram de ser um entretenimento restrito ao Japão para se tornarem um fenômeno global. Atualmente, milhões de fãs acompanham lançamentos semanais, compram produtos licenciados e participam de comunidades dedicadas às suas séries favoritas.
No entanto, algumas obras conseguiram ir além do sucesso comercial. Elas redefiniram gêneros, inspiraram novas gerações de criadores e ajudaram a popularizar a animação japonesa em diferentes partes do mundo.
Neste artigo, analisamos os animes mais influentes da história e o impacto que cada um deles teve na indústria.
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O Que Torna um Anime Influente?
Nem sempre o anime mais popular é o mais influente.
Uma obra pode ser considerada influente quando:
- Introduz conceitos inovadores.
- Cria tendências seguidas por outras produções.
- Alcança relevância internacional.
- Impacta a cultura pop por muitos anos.
- Inspira novos autores, estúdios e franquias.
Com base nesses critérios, alguns títulos se destacam de forma extraordinária.
Dragon Ball: O Anime Que Popularizou o Shonen no Mundo

Lançado em 1986, Dragon Ball revolucionou a forma como histórias de ação eram produzidas.
A obra criada por Akira Toriyama estabeleceu elementos que continuam presentes em inúmeros animes modernos:
- Transformações poderosas.
- Torneios de luta.
- Treinamentos intensivos.
- Rivalidades marcantes.
- Escala crescente de poder.
Séries como Naruto, One Piece, Bleach e My Hero Academia foram fortemente influenciadas por Dragon Ball.
Além disso, o anime foi fundamental para popularizar a cultura japonesa em países da América Latina, Europa e Estados Unidos.
Neon Genesis Evangelion e a Reinvenção da Ficção Científica

Quando estreou em 1995, Evangelion mudou completamente as expectativas sobre o gênero mecha.
Enquanto muitas obras focavam exclusivamente em batalhas entre robôs gigantes, Evangelion explorou temas psicológicos profundos, incluindo:
- Depressão.
- Solidão.
- Trauma.
- Existencialismo.
- Relacionamentos humanos.
O anime influenciou inúmeras produções posteriores e continua sendo estudado por críticos e pesquisadores da animação japonesa.
Naruto e a Consolidação da Nova Geração Shonen

Durante os anos 2000, Naruto se tornou uma das franquias mais importantes da indústria.
A história de Naruto Uzumaki conquistou milhões de fãs graças à combinação de:
- Desenvolvimento de personagens.
- Construção de mundo consistente.
- Sistema de poderes bem estruturado.
- Grandes batalhas emocionais.
O sucesso da série ajudou a expandir ainda mais o mercado internacional de animes e mangás.
One Piece: O Maior Universo dos Animes

Criado por Eiichiro Oda, One Piece é frequentemente citado como uma das maiores realizações da narrativa serializada.
A série se destaca por:
- Construção de mundo extremamente detalhada.
- Centenas de personagens relevantes.
- Mistérios desenvolvidos ao longo de décadas.
- Planejamento narrativo de longo prazo.
O anime tornou-se um dos pilares da indústria japonesa e continua atraindo novos fãs mesmo após mais de vinte anos de publicação.
Attack on Titan e a Nova Era dos Animes

Poucas obras impactaram tanto a indústria moderna quanto Attack on Titan.
Desde sua estreia, o anime chamou atenção por apresentar:
- Narrativa imprevisível.
- Produção visual de alto nível.
- Temas políticos complexos.
- Personagens moralmente ambíguos.
O sucesso internacional da série ajudou a impulsionar plataformas de streaming a investir ainda mais em conteúdo japonês.
Demon Slayer e a Revolução da Qualidade Visual

Demon Slayer demonstrou como a excelência técnica pode transformar uma obra em fenômeno mundial.
Produzido pelo estúdio Ufotable, o anime elevou o padrão visual da indústria através de:
- Animações fluidas.
- Efeitos especiais cinematográficos.
- Direção artística sofisticada.
- Combates extremamente detalhados.
O sucesso da franquia resultou em recordes históricos de bilheteria e vendas de mangás.
Como os Animes Influenciam a Cultura Pop Atual
Hoje, a influência dos animes pode ser observada em diversos setores:
Cinema
Produções de Hollywood frequentemente utilizam referências visuais e narrativas inspiradas em animes.
Games
Franquias como Genshin Impact, Persona e diversos RPGs modernos apresentam forte influência da animação japonesa.
Moda
Estilos inspirados em personagens de anime tornaram-se comuns em eventos, coleções e colaborações internacionais.
Redes Sociais
Vídeos, memes e conteúdos relacionados a animes acumulam bilhões de visualizações em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube.
O Futuro da Indústria de Animes

O mercado global de animes continua crescendo rapidamente.
Com o avanço das plataformas de streaming e o aumento da demanda internacional, especialistas acreditam que a indústria viverá uma nova fase de expansão nos próximos anos.
Além das produções japonesas tradicionais, cada vez mais países investem em animações inspiradas no estilo anime, ampliando ainda mais a influência desse formato.
Conclusão
Os animes deixaram de ser apenas um nicho para se tornarem uma das formas de entretenimento mais relevantes do planeta.
Obras como Dragon Ball, Evangelion, Naruto, One Piece, Attack on Titan e Demon Slayer não apenas conquistaram milhões de fãs, mas também transformaram a maneira como histórias são contadas na animação moderna.
À medida que a indústria evolui, novas séries continuarão surgindo, mas o legado dessas produções permanecerá como parte fundamental da história dos animes.
50 personagens femininas de anime mais lindas e icônicas de todos os tempos
Existem personagens que ficam com a gente muito tempo depois de acabar o episódio. Aquelas que aparecem na tela e, de alguma forma, a gente para tudo — a respiração, o pensamento, às vezes até o coração. O anime tem esse poder único de criar mulheres que não são apenas bonitas de ver, mas bonitas de sentir. Que carregam histórias, contradições, forças e fragilidades que ressoam fundo.
Essa lista não é só sobre estética — embora a estética seja inegável. É sobre o conjunto: o design, a personalidade, os momentos que essas personagens criam na memória de quem as viu. São personagens que definiram gerações de fãs, que inspiraram cosplays, fanarts, tatuagens, e que continuam sendo referência até hoje.
Preparei essa lista com muito cuidado, misturando clássicos eternos com novidades que já provaram seu valor. Sem mais delongas — aqui estão as 50 personagens femininas de anime mais lindas e icônicas de todos os tempos.
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1. Rias Gremory — High School DxD

Rias Gremory é uma das personagens femininas mais visualmente marcantes do anime. Cabelos vermelho-escarlate longos até a cintura, olhos azul-acinzentados e uma presença que preenche qualquer ambiente em que ela entra — seja na escola ou no submundo demoníaco. Por trás da aparência de rainha absoluta, Rias é uma personagem que luta para ser vista como pessoa, não apenas como sucessora de uma linhagem poderosa.
Por que ela é inesquecível: Rias redefiniu o que uma personagem principal feminina de ecchi poderia ser — com agência própria, amor genuíno e uma lealdade que vai além do esperado do gênero.
2. Zero Two — Darling in the FranXX

Zero Two entrou no anime como um furacão em 2018 e não saiu mais. Cabelos cor-de-rosa vibrante, chifrinhos vermelhos, aquele sorriso perigoso e uma confiança que beira o sobrenatural — ela é o tipo de personagem que rouba cada cena em que aparece sem nem precisar fazer muito. Há algo magnético na forma como ela existe no mundo do anime, completamente despreocupada com o que os outros pensam.
Por que ela é inesquecível: Zero Two se tornou um dos maiores fenômenos de cosplay da última década. O design dela é instantaneamente reconhecível, e a história dela com Hiro toca em algo genuinamente emocional por trás de toda a ação.
3. Asuna Yuuki — Sword Art Online

Asuna foi durante muitos anos a personagem feminina do anime moderno para toda uma geração. Cabelos castanhos avermelhados que caem perfeitamente, aquele uniforme branco e vermelho de cavaleira, e uma presença que mistura elegância com ferocidade. Antes de qualquer discussão sobre a direção do personagem nas temporadas seguintes, o fato é: no arco de Aincrad, Asuna era devastadoramente boa — forte, competente, apaixonada.
Por que ela é inesquecível: Asuna ajudou a definir o padrão do que uma protagonista feminina de ação poderia ser no anime dos anos 2010. Milhões de pessoas ao redor do mundo se apaixonaram pelo anime por causa dela.
4. Violet Evergarden — Violet Evergarden

Se existe uma personagem que representa a perfeição visual nos últimos anos, é Violet Evergarden. Com cabelos dourados ondulados, olhos azuis como oceano e aquele uniforme azul-militar impecável, ela parece ter saído de um quadro renascentista. Mas o que faz Violet ser verdadeiramente linda vai além da animação de tirar o fôlego da Kyoto Animation — é a jornada dela de aprender a sentir em um mundo que a criou como arma. Cada lágrima de Violet parece mais valiosa exatamente porque ela não entendia o que era chorar.
Por que ela é inesquecível: A combinação entre beleza clássica europeia, design impecável e uma das arcs emocionais mais poderosas do anime moderno. O episódio da criança com a mãe doente ainda faz pessoas chorarem anos depois.
5. Hinata Hyuga — Naruto / Boruto

Hinata é provavelmente a personagem mais amada emocionalmente de toda a franquia Naruto. Olhos brancos distintivos do clã Hyuga, cabelos roxo-azulados e aquela timidez que escondia uma determinação de aço. Ela passou anos amando silenciosamente alguém que mal sabia que ela existia — e quando finalmente falou, foi em um dos momentos mais corajosos da série inteira, na guerra contra Pain.
Por que ela é inesquecível: A cena em que Hinata enfrenta Pain sozinha para proteger Naruto fez o mundo inteiro gritar no computador. Aquele momento de “Eu nunca desisto porque essa é minha forma de ninja” ainda arrepia.
6. Nezuko Kamado — Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba

Nezuko entrou no coração de todo fã de anime com uma velocidade que nem os hashiras conseguiriam acompanhar. Com cabelos pretos compridos com pontas em degradê avermelhado, olhos cor-de-rosa que brilham no escuro, e aquela mordaça de bambu que se tornou símbolo da série — ela é simplesmente irresistível. E quando ela cresce no arco do Trem Infinito? A internet parou.
Por que ela é inesquecível: Nezuko prova que você não precisa de muito diálogo para criar uma das personagens mais expressivas e amadas do anime. Cada gesto dela conta uma história.
7. Erza Scarlet — Fairy Tail

Erza é aquele tipo de personagem que aparece na tela e você instintivamente senta mais direito. Com cabelos vermelhos e olhos castanhos, ela parece uma rainha mesmo de armadura — especialmente porque usa armadura. Centenas de armaduras. Cada uma mais impressionante que a outra. Mas por trás de toda a dureza exterior, Erza carrega um passado devastador que faz você entender cada tijolo daquela muralha que ela construiu.
Por que ela é inesquecível: A batalha de Erza contra cem monstros sozinha, ferida, apenas com a força de vontade — é uma das cenas mais épicas do shounen. Ela não é só linda. Ela é uma força da natureza.
8. Rem — Re:Zero − Starting Life in Another World

Poucos personagens em toda a história do anime criaram tanto debate quanto Rem. Com cabelos azuis curtos, olhos azuis e aquele uniforme de empregada que paradoxalmente faz ela parecer absolutamente devastadora em batalha — ela é o tipo de personagem que faz as pessoas questionarem as escolhas do protagonista em voz alta. Rem ama com uma intensidade que dói de assistir, especialmente quando você sabe que esse amor não é correspondido da forma que ela merece.
Por que ela é inesquecível: O discurso de Rem no episódio 18 — “Se Subaru não vai ser ele mesmo, então eu serei Subaru por nós dois” — quebrou o anime-twitter em mil pedaços. Anos depois, pessoas ainda escolhem o lado Team Rem.
9. Mikasa Ackerman — Attack on Titan

Mikasa Ackerman é a definição de beleza que corta. Literalmente. Cabelos pretos curtos que emolduram um rosto de traços afiados, aquele lenço vermelho que se tornou símbolo da série, e um corpo treinado para a guerra que ainda assim carrega uma fragilidade emocional profunda. Ela é devastadoramente competente e devastadoramente leal — às vezes para o seu próprio detrimento.
Por que ela é inesquecível: O arco final de Mikasa é uma das cenas mais impactantes de toda a história do anime. Ela espera o pôr do sol debaixo de uma árvore por anos. Se você sabe, sabe.
10. Sailor Moon (Usagi Tsukino) — Sailor Moon

É impossível fazer essa lista sem homenagear a princesa que abriu o caminho para todas as outras. Usagi Tsukino e seu alter ego Sailor Moon são sinônimo de anime para toda uma geração — não só no Japão, mas no mundo inteiro. As tranças louras, a tiara dourada, o uniforme marinho azul e branco — é um design que resistiu ao tempo com graça absoluta. Usagi era imperfeita, chorona, atrapalhada — e exatamente por isso, era completamente humana e amável.
Por que ela é inesquecível: Sailor Moon foi o anime que provou para o mundo que meninas podiam ser as protagonistas heroicas de suas próprias histórias. Sem ela, metade dessa lista não existiria.
11. Tohru Honda — Fruits Basket

Tohru Honda não é linda do jeito convencional do anime — sem poderes, sem design extravagante, sem atributos sobre-humanos. Ela é linda da maneira mais rara possível: na bondade. Cabelos castanhos médios, olhos marrons gentis, e um sorriso que genuinamente aquece cada cena em que aparece. A série inteira de Fruits Basket é, em essência, a história de como Tohru vai curando pessoas quebradas simplesmente por existir do jeito que ela é.
Por que ela é inesquecível: Em um gênero cheio de protagonistas que salvam o mundo com espadas e magia, Tohru salva o mundo com presença, escuta e amor incondicional. É mais difícil do que parece.
12. Yor Forger — Spy x Family

Yor Briar, a Princesa Espinhosa, chegou no anime em 2022 e virou um fenômeno instantâneo. Com cabelos pretos, olhos vermelhos hipnóticos, aquele vestido tão elegante quanto letal — ela é o tipo de personagem que faz você esquecer que está vendo uma assassina profissional porque ela é simplesmente adorável tentando ser uma boa mãe e esposa. O contraste entre a eficiência mortal dela em batalha e a inocência genuína que ela tem no dia a dia é absolutamente irresistível.
Por que ela é inesquecível: Yor prova que você pode ter a personagem mais perigosa do mundo e ela ainda assim vai se preocupar com se está fazendo um bolo bom o suficiente para o lanche de Anya. É impossível não amá-la.
13. Maki Zenin — Jujutsu Kaisen

Maki Zenin é uma das personagens mais poderosas — em todos os sentidos da palavra — do anime recente. Alta, com cabelos pretos presos, óculos de armação quadrada que se tornaram icônicos, e um corpo treinado para a guerra que ela conquistou sozinha, contra um clã inteiro que tentou destruí-la. Maki não tem energia cursed. Ela venceu o mundo sobrenatural na força pura, na raiva purificada, na determinação inabalável.
Por que ela é inesquecível: O arco de Maki no Culling Game é provavelmente uma das sequências mais brutais e emocionalmente carregadas do manga. Quando ela finalmente libera tudo, é catártico de uma forma que vai além do entretenimento.
14. Tsunade — Naruto Shippuden

Tsunade é a prova de que a quinta Hokage da Aldeia da Folha também é, definitivamente, uma das ninja mais belas e impressionantes já criadas no anime. Cabelos loiros em dois rabos, olho treinado para detalhes médicos e ameaças — e sim, as marcas no rosto que ela carrega com orgulho crescente conforme a série avança. Tsunade perdeu tudo que amava e ainda assim ficou. Isso tem uma beleza brutal que vai além da aparência.
Por que ela é inesquecível: Tsunade foi uma das primeiras personagens femininas de anime que era, inegavelmente, a adulta mais poderosa na sala — e todos sabiam disso.
15. Raphtalia — The Rising of the Shield Hero

Raphtalia cresceu literalmente na nossa frente — começou como uma criança assustada e traumatizada e se transformou em uma das companheiras mais leais e belas do isekai moderno. Com orelhas e cauda de tanuki, cabelos castanhos longos e aqueles olhos expressivos que transmitem cada emoção sem precisar de palavras — ela capturou o coração dos fãs de uma maneira que vai muito além do design.
Por que ela é inesquecível: Raphtalia representa algo raro: uma personagem que cresce, supera traumas reais e escolhe permanecer ao lado de alguém que o mundo inteiro havia descartado. Essa lealdade tem um peso enorme.
16. Holo — Spice and Wolf

Holo, a Lobo Sábia de Yoitsu, é um dos designs mais distintos e memoráveis do anime — orelhas de lobo marrons, rabo volumoso, cabelos castanho-avermelhados longos e aqueles olhos âmbar que parecem guardar séculos de sabedoria. Holo é inteligente, orgulhosa, irônica, carinhosa — e a tensão entre ela e Lawrence é puro prazer de assistir. É um romance construído em diálogos inteligentes e momentos sutis.
Por que ela é inesquecível: Spice and Wolf provava que você pode ter um dos romances mais envolventes do anime sem uma única batalha. Holo e Lawrence conversando sobre economia medieval e sentimentos é mais emocionante do que muita luta com explosão.
17. Shinobu Kocho — Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba

Shinobu é o tipo de personagem que você olha e pensa que é delicada — e então ela liquida um demônio com um sorriso no rosto e um veneno que dissolve qualquer coisa. Com cabelos pretos que degradeiam para roxo-lilás nas pontas, olhos roxos e aquele sorriso permanente que esconde uma raiva profunda e uma dor ainda mais profunda — ela é uma das personagens mais complexas da série. Por baixo da leveza, há uma mulher que carrega o peso de não conseguir salvar quem amava.
Por que ela é inesquecível: A batalha de Shinobu contra Doma é uma das mais emocionalmente poderosas da série. O que ela sacrifica — e como ela sacrifica — revela tudo sobre quem ela realmente é.
18. Nami — One Piece
Nami é navegadora, ladrona, estrategista e um dos pilares emocionais de toda a tripulação Chapéu de Palha. Com cabelos laranja que mudaram de estilo ao longo de décadas de história, olhos castanhos perspicazes e um bastão de clima que ela maneja com elegância absoluta — ela evoluiu de personagem controversa para um dos pilares da série. O arco de Arlong Park continua sendo um dos mais emocionalmente pesados de toda a história do anime.

Por que ela é inesquecível: “Ajude-me” — três palavras ditas com os joelhos na terra depois de anos guardando tudo sozinha. Luffy simplesmente coloca o chapéu nela. E o mundo inteiro chora.
19. Albedo — Overlord

Albedo é a guardiã suprema do Grande Túmulo de Nazarick e, por unanimidade, uma das personagens mais visualmente impressionantes do isekai. Cabelos negros longos, olhos dourados que brilham com devoção e ambição, asas de demônio que se abrem quando ela entra em modo combate — e aquele vestido branco que contrasta perfeitamente com tudo que ela representa. A devoção absoluta de Albedo por Ainz é ao mesmo tempo adorável e levemente assustadora.
Por que ela é inesquecível: Albedo é um estudo fascinante em lealdade absoluta — e nas perguntas que surgem quando você se pergunta se esse amor foi criado ou é genuíno. Overlord nunca dá uma resposta fácil.
20. Akame — Akame ga Kill!

Akame é uma das personagens mais marcantes do anime de ação da última década — com cabelos negros compridos, olhos vermelhos que cortam como a espada que ela carrega, e uma frieza de assassina que esconde um coração que ela tenta proteger a qualquer custo. O contraste entre a aparência mortal e os momentos raros em que a armadura cai é o que torna Akame absolutamente magnética.
Por que ela é inesquecível: Akame ga Kill! é brutal com seus personagens — e Akame carrega cada perda com uma dignidade que faz doer ainda mais. O final dela é um dos mais amargos e honestos do gênero.
21. Chika Fujiwara — Kaguya-sama: Love Is War

Chika Fujiwara é caos puro em forma de anime-girl — e de alguma forma funciona de maneira absolutamente perfeita. Com cabelos rosas médios com laço vermelho, olhos azuis expressivos e uma energia que parece ter saído de um desenho animado diferente e se instalado nesse, ela rouba cada cena que aparece. A abertura da segunda temporada protagonizada por ela virou viral globalmente por motivos muito óbvios.
Por que ela é inesquecível: Chika existe em uma frequência própria. Ela é engraçada, genuinamente boa pessoa, e completamente imprevisível — e de alguma forma torna Kaguya-sama ainda mais especial simplesmente existindo.
22. Kaguya Shinomiya — Kaguya-sama: Love Is War

Se Chika é caos, Kaguya é controle absoluto — ou pelo menos tenta ser. Com cabelos negros longos, olhos vermelhos intensos e aquele ar de nobreza que ela usa como armadura contra o mundo, Kaguya é a aristocrata que quer que o outro confesse o amor primeiro porque admitir sentimentos é admitir vulnerabilidade. E assistir essa armadura desmoronando ao longo da série é um dos maiores prazeres do anime de romance.
Por que ela é inesquecível: Kaguya é o tipo de personagem que você vê e entende imediatamente que a frieza dela não é crueldade — é medo disfarçado. E quando ela finalmente deixa o medo ir, é lindo demais.
23. Revy — Black Lagoon

Revy não é linda do jeito que o anime costuma fazer — ela não tem cabelos mágicos ou olhos impossíveis. Ela é linda do jeito que um trovão é lindo: perigosa, real, impossível de ignorar. Com cabelos castanhos presos de qualquer jeito, tatuagem no braço e dois Cutlass carregados que ela usa com uma precisão quase artística, Revy vive completamente no fio da navalha entre humana e monstro.
Por que ela é inesquecível: Black Lagoon é um dos poucos animes que trata personagens femininas com a mesma complexidade moral brutal que trata os masculinos. Revy não é redimida. Ela apenas é — e isso é refrescante.
24. Yumeko Jabami — Kakegurui

Yumeko Jabami é a personagem mais intensamente presente do anime de apostas. Cabelos pretos longos, olhos vermelhos que literalmente brilham quando ela está em êxtase de jogo, e um sorriso que oscila entre inocente e absolutamente aterrorizante — ela é uma das protagonistas mais únicas do anime recente. Yumeko não joga para ganhar. Ela joga pelo prazer de jogar, pelo risco, pela adrenalina — e isso a torna imprevisível de um jeito que mantém todo o mundo em tensão.
Por que ela é inesquecível: As cenas de jogo de Yumeko têm uma energia que praticamente salta da tela. Ela é uma protagonista anti-herói que você torce mesmo não tendo certeza se deveria.
25. Mirko — My Hero Academia

Mirko, a Heroína Coelho, entrou em MHA como personagem secundária e roubou a série inteira em questão de capítulos. Alta, musculosa de uma forma rara e linda no anime, cabelos brancos e aquelas orelhas de coelho que ela usa com um orgulho absoluto — ela é a heroína que todo mundo precisava ver mais. E o arco dela contra os Nomu de Alta Performance é um dos momentos mais fisicamente impressionantes de todo o anime.
Por que ela é inesquecível: Mirko luta machucada, perde partes de si mesma, e continua lutando. É o tipo de determinação que vai além de inspiração — é algo que você sente no corpo enquanto assiste.
26. Rukia Kuchiki — Bleach

Rukia Kuchiki é uma das personagens mais queridas do anime dos anos 2000 — e por razões muito sólidas. Com cabelos pretos curtos e aquele olhar determinado de Soul Reaper, ela era forte, engraçada, criava coelhinhos em desenhos horríveis e carregava uma carga emocional enorme em silêncio. A relação dela com Ichigo definiu o tom de Bleach — e o arco de Rukia na Soul Society continua sendo o pico emocional da série para muitos fãs.
Por que ela é inesquecível: Ichigo destruindo a Sōkyoku para salvar Rukia é uma das cenas mais icônicas do anime de geração. A energia daquele momento ainda ecoa hoje.
27. Inori Yuzuriha — Guilty Crown

Guilty Crown pode ser controverso narrativamente, mas ninguém discute que Inori é um dos designs mais impressionantes do anime. Com cabelos cor-de-rosa longos, olhos rosa-avermelhados e aquela voz de cantora que parece ter vindo de outro plano — ela é pura presença visual. Cada cena dela tem uma qualidade quase etérea, como se ela existisse em uma frequência diferente do mundo ao redor.
Por que ela é inesquecível: O design de Inori e a música de abertura de Guilty Crown continuam sendo referência estética mesmo anos depois. Ela prova que beleza de animação pode ser uma arte em si mesma.
28. Nobara Kugisaki — Jujutsu Kaisen

Nobara entrou em Jujutsu Kaisen recusando qualquer tipo de papel secundário — ela declarou logo no começo que não ia se apagar para ninguém, e cumpriu essa promessa em cada episódio. Com cabelos pretos médios e aquele martelo e pregos que ela usa como arma com uma elegância absurda, Nobara é ao mesmo tempo fashionista e brutal. Ela não quer ser forte “para uma menina”. Ela quer ser forte, ponto.
Por que ela é inesquecível: A cena de Nobara usando sua técnica em si mesma para danificar o inimigo é um dos momentos mais corajosos e impressionantes de todo o shounen recente.
29. C.C. — Code Geass

C.C. é o tipo de personagem que você não consegue tirar da cabeça depois de terminar o anime. Com cabelos verdes longos até a cintura, olhos dourados que guardam séculos de história e um humor seco que funciona como armadura para uma solidão imensurável — ela é a parceira mais fascinante de Lelouch. Imortal, misteriosa, que ama pizza e detesta o mundo mas ainda assim continua nele por razões que ela mesma não consegue articular completamente.
Por que ela é inesquecível: C.C. e Lelouch têm uma das dinâmicas mais complexas e bem escritas do anime — não é romance no sentido convencional, é algo mais profundo e mais estranho e melhor que isso.
30. Touka Kirishima — Tokyo Ghoul

Touka Kirishima é a espinha dorsal emocional de Tokyo Ghoul — mesmo quando a série se desvia dela, você sente a falta. Com cabelos pretos curtos, olhos violeta intensos e aquela personalidade brusca que esconde um coração que já aprendeu a não se apegar porque apegar custa demais para uma ghoul — ela é um dos melhores exemplos do gênero de personagem que cresce de verdade ao longo de uma história.
Por que ela é inesquecível: A cena de Touka e Kaneki no :re, depois de tudo que eles passaram separados, é um dos finais de relacionamento mais merecidos e emocionalmente satisfatórios do anime recente.
31. Historia Reiss — Attack on Titan

Historia começou como a personagem mais aparentemente simples de Attack on Titan e terminou como uma das mais complexas. Loira, pequena, com aquele sorriso que escondia uma existência inteira de abuso e apagamento — a trajetória dela de “Krista” para Historia é uma das melhores arcs de desenvolvimento de personagem da série. Quando ela finalmente decide ser ela mesma, o mundo do anime para.
Por que ela é inesquecível: Historia e Ymir têm uma das relações mais honestas e tragicamente interrompidas de Attack on Titan. O peso dessa perda permanece até o final.
32. Nico Robin — One Piece

Robin é a arqueóloga, a historiadora, a sobrevivente. Com cabelos pretos longos, olhos azuis que carregam décadas de solidão e um passado que faria a maioria desistir logo cedo — ela é um dos personagens mais profundos de One Piece. Ela passou a vida inteira acreditando que não merecia existir. E quando finalmente pede para viver, em Enies Lobby, é um dos momentos mais importantes da história do anime.
Por que ela é inesquecível: “Quero viver!” — dito por uma mulher que passou toda a vida escondendo que queria exatamente isso. Luffy ouvindo e respondendo com força total é perfeito.
33. Megumin — KonoSuba

Megumin é a feiticeira que usa toda a sua magia em uma única explosão máxima — e depois cai no chão porque gastou toda a energia — e é exatamente por isso que todo mundo a ama. Com cabelos pretos e aquele chapéu de mago imponente, olhos vermelhos e aquele sotaque de meio-vilão quando está recitando o encantamento, ela é uma sátira perfeita do anime de fantasia que ao mesmo tempo funciona completamente como personagem por direito próprio.
Por que ela é inesquecível: Megumin prova que a comédia de anime pode criar personagens tão memoráveis quanto qualquer drama. Cada explosão dela é um momento de pura alegria.
34. Saber (Artoria Pendragon) — Fate/Stay Night

Artoria Pendragon — a versão feminina do Rei Artur — é um dos designs mais icônicos de toda a franquia Fate e do anime de ação em geral. Com cabelos dourados presos elegantemente, olhos verdes determinados, armadura prateada e a Excalibur que emite uma luz dourada que se tornou símbolo da franquia — ela é a imagem do que uma guerreira nobre deve ser. E a tensão entre a rigidez do código de rei e o coração que ela tentou suprimir é onde toda a emoção da série vive.
Por que ela é inesquecível: Saber é referência. Ponto final. Não há outro jeito de dizer.
35. Ryuko Matoi — Kill la Kill

Ryuko Matoi é pura energia descontrolada transformada em personagem de anime — com aquela mecha shirashite hair preta com a franja vermelha icônica, o uniforme Senketsu que desafia qualquer descrição educada, e uma espada de tesoura que é tão ridícula quanto devastadora. Kill la Kill não se leva a sério em nenhum momento — e Ryuko abraça isso completamente, sendo ao mesmo tempo uma paródia do gênero e um dos melhores exemplos dele.
Por que ela é inesquecível: Ryuko e Satsuki são um dos melhores pares de rivais/parceiras do anime — sua dinâmica é ao mesmo tempo épica e genuinamente emocionante.
36. Yuno Gasai — Future Diary (Mirai Nikki)

Yuno Gasai criou o arquétipo da “yandere” no anime moderno — e ainda hoje ninguém fez melhor. Com cabelos rosas longos, olhos cor-de-rosa que oscilam entre amor genuíno e ameaça existencial, ela é simultaneamente a personagem mais assustadora e mais tragicamente compreensível de Future Diary. A história de por que Yuno é assim é devastadora — e quando você entende, a série muda completamente de forma.
Por que ela é inesquecível: Yuno Gasai é referência cultural do anime. “Yuki-kun” dito da forma certa ainda faz as pessoas ficarem desconfortáveis — e esse é o ponto.
37. Yoruichi Shihoin — Bleach

Yoruichi é simplesmente um dos personagens mais legais do anime — em qualquer categoria. A princesa do clã Shihoin que abdicou de tudo por princípios, que vive como gata e ainda assim é a mulher mais rápida de Soul Society, que aparece nua com total indiferença das reações dos outros e encontra tudo isso absolutamente hilário. Com pele morena, cabelos roxos longos e aquela aura de quem já foi a melhor em tudo que tentou e sabe disso — ela é inesquecível.
Por que ela é inesquecível: Yoruichi tem mais presença em cada cena que apareça do que a maioria dos protagonistas têm em episódios inteiros. Ela é o padrão.
38. Ai Hoshino — Oshi no Ko

Ai Hoshino entrou no anime em 2023 e em questão de semanas se tornou um dos personagens mais discutidos do ano — e com razão. Ídolo perfeita por fora, repleta de contradições por dentro: aqueles olhos estrelados que escondem uma incapacidade de entender o próprio amor, a performatividade da mentira que se torna verdade, a proteção feroz pelos filhos que ela mesma não sabe como amar do jeito certo. Ai é fascinante porque é imperfeita de um modo muito humano.
Por que ela é inesquecível: Os primeiros 90 minutos de Oshi no Ko, centrados em Ai, foram provavelmente o melhor episódio de abertura de série do anime recente. O que acontece com ela deixa uma marca.
39. Sakura Haruno — Naruto

Sakura é talvez a personagem mais debatida da franquia Naruto — e parte desse debate existe porque as expectativas para ela eram altas demais e a série nem sempre entregou. Mas é impossível negar: em Shippuden, especialmente no final, Sakura prova que a força dela sempre foi real. Médica de nível Sannin, com um punho que move montanhas e uma determinação que cresceu de uma menina focada no menino errado para uma kunoichi que define seus próprios termos.
Por que ela é inesquecível: A batalha de Sakura contra Sasori ainda é uma das melhores cenas de combate do anime — com estratégia, sacrifício e um crescimento genuíno que o fandom às vezes esquece de reconhecer.
40. Shouko Nishimiya — A Silent Voice (Koe no Katachi)

Shouko Nishimiya é talvez o personagem mais gentil desta lista inteira — e em um anime que fala sobre bullying, isolamento e redenção, essa gentileza tem um peso enorme. Com cabelos escuros, aparelhos auditivos e aquele sorriso que ela força mesmo quando o mundo é cruel — ela é uma das representações mais honestas de alguém que sofre e ainda assim encontra luz onde pode. A Silent Voice é um dos filmes de anime mais emocionalmente honestos já feitos.
Por que ela é inesquecível: Shouko ensina algo importante: que aceitar ajuda também é uma forma de coragem.
41. Esdeath — Akame ga Kill!

Esdeath é o tipo de vilã que você não consegue deixar de assistir mesmo quando sabe que deveria estar torcendo contra ela. Com cabelos azuis longos, aquela tatuagem tribal no peitoral e olhos frios de gelo — literalmente, ela controla o gelo — ela é a general mais poderosa do império e também uma das personagens mais complexamente erradas que o anime de ação já criou. Ela ama do jeito que sobreviveu — com violência, com possessividade, com a lógica dos fortes.
Por que ela é inesquecível: A cena final de Esdeath é uma das mais impactantes de Akame ga Kill!. Ela não se redime. Ela simplesmente termina sendo ela mesma — e há algo devastadoramente coerente nisso.
42. Nino Nakano — The Quintessential Quintuplets

Em uma série com cinco protagonistas igualmente adoráveis, Nino se destaca — e provavelmente não pela razão que você esperaria. Com cabelos rosa longos e aquela postura de quem não vai tolerar nenhuma bobagem, ela começa como a irmã mais hostil e termina como uma das mais apaixonadas e vulneráveis. O arco de Nino é sobre orgulho desmoronando na melhor forma possível — gradualmente, resistindo, e depois de uma vez só.
Por que ela é inesquecível: A cena em que Nino finalmente confessa, após tanto tempo resistindo, é um dos melhores momentos de romance do anime recente. Você sente cada segundo da luta interna dela.
43. Lina Inverse — Slayers

Lina Inverse é a avó de todas as protagonistas femininas de fantasia do anime. Feiticeira de elite, de temperamento explosivo, que lança Dragon Slave com a mesma energia que uma criança joga uma pedra — ela foi revolucionária quando apareceu nos anos 90 e continua sendo uma das personagens mais divertidas e bem construídas do gênero. Lina não espera ser salva. Lina é o problema que outros precisam ser salvos de.
Por que ela é inesquecível: Lina estabeleceu o template da protagonista feminina de anime que não se desculpa por existir com força total. Décadas antes de ser comum, ela simplesmente era.
44. Ai Hayasaka — Kaguya-sama: Love Is War

Hayasaka é a assistente, a confidente, a pessoa que sabe de tudo e está sempre dez passos à frente — e mesmo assim, de alguma forma, ainda é completamente surpreendida pelos próprios sentimentos. Com cabelos loiros médios e aquela expressão de alguém sempre avaliando a situação, ela é o equilíbrio perfeito entre competência e humanidade. Os arcos de Hayasaka são alguns dos melhores momentos de Kaguya-sama.
Por que ela é inesquecível: Hayasaka prova que personagens de suporte podem ter profundidade suficiente para carregar histórias próprias. Ela merecia mais tempo de tela — e o anime sabe disso.
45. Winry Rockbell — Fullmetal Alchemist: Brotherhood

Winry é a mecânica, a engenheira, a amiga da infância — e também a mulher que tem que carregar a dor de descobrir que os pais dela foram mortos pelo homem que ela ama. A cena em que Winry aponta uma arma para Scar, sabendo que não vai atirar mas precisando que ele entenda o que tirou dela, é um dos momentos mais humanos de toda a série. Ela escolhe perdoar — e essa escolha tem um custo real que a série não minimiza.
Por que ela é inesquecível: Winry chora do jeito que pessoas reais choram — escondida, sozinha, para não preocupar quem ela ama. É devastador e completamente honesto.
46. Neferpitou — Hunter x Hunter

Neferpitou é talvez a presença mais ameaçadora desta lista inteira — e de uma forma que vai além da força física. Com aquelas orelhas de gato, olhos verdes luminosos e aquela aura de predador que não precisa nem se esforçar para intimidar, Pitou é um dos antagonistas mais fascinantes do anime. E a cena de Gon confrontando Pitou é um dos momentos mais emocionalmente devastadores de Hunter x Hunter — um anime que já é cheio deles.
Por que ela é inesquecível: A lealdade de Pitou ao Rei vai além de obediência — é algo mais próximo de amor, e isso torna o confronto final muito mais complexo do que uma simples batalha.
47. Shinobu Oshino — Monogatari Series

Shinobu é a vampira que perdeu seu nome, sua forma original, seu poder — e ainda assim continua sendo uma das presenças mais magnéticas da série Monogatari. Com cabelos dourados e aquela aparência de criança que esconde séculos de existência, ela oscila entre indiferença total e um afeto profundo e raramente explícito. A dinâmica dela com Araragi é um dos relacionamentos mais nuançados de toda a franquia.
Por que ela é inesquecível: A frase “Eu sou tua escrava, e tu és meu escravo” resume perfeitamente uma relação que o anime nunca consegue reduzir a uma categoria simples — e é mais interessante por isso.
48. Satsuki Kiryuin — Kill la Kill

Satsuki Kiryuin entra em qualquer cena como se estivesse conquistando território. Alta, com cabelos pretos longos e aquela sobrancelha de rainha que comunica desprezo com uma eficiência impressionante — ela começa como antagonista absoluta e termina como um dos personagens mais respeitáveis do anime de ação recente. A revelação sobre os planos reais dela muda completamente tudo que você pensava saber sobre Kill la Kill.
Por que ela é inesquecível: Satsuki tem as melhores linhas do anime. “Os porcos com aparência humana devem ser controlados com força” — dito de um jeito que faz você quase concordar mesmo sabendo que é errado. Isso é escrita de personagem de alta qualidade.
49. Frieren — Frieren: Beyond Journey’s End

Frieren chegou em 2023 e redefiniu o que um anime de fantasia pode ser. A elfa que sobreviveu à aventura épica e agora navega por um mundo que continua mudando enquanto ela permanece — com cabelos prateados longos, orelhas pontudas e aquela expressão perpétua de leve confusão diante das emoções humanas. Frieren não é só linda visualmente — ela é uma contemplação sobre tempo, perda, memória e o que significa ter vivido algo que passou.
Por que ela é inesquecível: Frieren fazendo magia de flores porque Himmel gostava, décadas depois da morte dele, porque não se lembrou de perguntar enquanto tinha tempo — é uma das cenas mais melancólicas e belas do anime recente.
50. Nausícaa — Nausicaä do Vale do Vento

Seria impossível terminar essa lista sem homenagear a personagem que, em muitos sentidos, abriu o caminho para todas as outras. Nausícaa do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki, é a protagonista de anime mais antiga desta lista — e ainda assim se sente completamente contemporânea. Com cabelos castanhos médios, olhos azuis de quem vê além do óbvio e aquele amor pelos seres que o mundo inteiro teme, ela é a definição de compaixão como força.
Nausícaa não é linda por design extravagante. Ela é linda porque escolhe entender ao invés de destruir, em um mundo que só sabe destruir. Isso tem uma beleza que não envelhece.
Por que ela é inesquecível: Nausícaa é a fundação. Sem ela, a linguagem visual e emocional da protagonista feminina no anime seria completamente diferente — ou talvez nem existisse da forma que conhecemos.
O Que Faz uma Personagem Feminina de Anime Verdadeiramente Inesquecível?
Olhando para essa lista, é impossível não perceber um padrão. As personagens que ficam — as que entram no imaginário coletivo e permanecem anos depois que a série terminou — não são apenas as mais bonitas no sentido estético convencional. São as que têm contradições reais. As que carregam algo pesado de um jeito que reconhecemos, mesmo que nossa realidade seja completamente diferente da delas.
Violet aprende a chorar. Rem ama sem retorno. Mikasa espera. Nausícaa compreende. Winry perdoa. Shouko aceita ajuda. Em algum nível, todas essas histórias falam sobre o mesmo desafio humano fundamental: como estar no mundo com o coração aberto quando o mundo frequentemente não merece essa abertura.
O anime tem um talento único para pegar esse desafio e colocá-lo em formas visuais que ficam — um rosto, um gesto, uma cena de 30 segundos que você revê anos depois e ainda sente do mesmo jeito. É isso que faz essas personagens serem mais do que design. É isso que as torna parte da memória afetiva de milhões de pessoas ao redor do mundo.
E essa lista, necessariamente, é incompleta. Há dezenas de outras que poderiam — e deveriam — estar aqui. O anime continua produzindo, todo ano, personagens que entram na conversa. Essa é a beleza do meio: a lista nunca para de crescer.
Qual personagem da sua lista não apareceu aqui? Me conta nos comentários — adoro essa conversa.
Leia aqui: 10 Personagens de Anime Mais Lindas Segundo a Opinião dos Fãs
B2B Celestial: Negociando com Deuses – Light Novel (Cap. 1, 2 e 3 Completo)
Capítulo 1 — O Convite que Não Deveria Existir
O relógio do call center marcava 14h37, mas para João Almeida — conhecido entre os colegas apenas como Joca — parecia que o tempo se arrastava em câmera lenta.
De um lado, o barulho incessante de dezenas de vozes tentando vender cartões de crédito.
Do outro, a tela acinzentada com a lista de clientes que já haviam recusado dez, quinze vezes.
B2B Celestial: Negociando com Deuses é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
— “Boa tarde, senhor Carlos, aqui é da Central Financeira, estou ligando para oferecer um cartão sem anuidade, com limite especial…”
Do outro lado, silêncio seguido de um clique.
Mais uma ligação encerrada.
Joca suspirou.
Era a décima segunda recusa daquela tarde.
Dez anos no mesmo emprego. Sempre batendo na trave das metas, nunca chegando lá. O salário mal pagava o aluguel do quitinete. A comida da semana, muitas vezes, vinha do fiado na mercearia.
À noite, ele revezava entre ser corretor de imóveis de fachada e rodar de Uber com a motinha quase caindo aos pedaços.
“Trinta anos na cara e ainda nesse ciclo miserável…”, pensou, esfregando o rosto cansado.
Foi nesse instante que o celular vibrou no bolso.
Não era permitido mexer durante o expediente, mas Joca precisava de uma desculpa para fugir da monotonia.
Abriu rápido, tentando disfarçar.
Notificação do WhatsApp:
“Você foi adicionado ao grupo: B2B Celestial VIP 🌌✨”
Joca franziu a testa.
— “Que diabo é isso? Deve ser golpe…”
O grupo estava cheio de números estranhos, nenhum com foto.
Mas as mensagens…
Pareciam uma reunião empresarial de outro mundo.
Mercúria:
“Taxa de câmbio ajustada. Ouro celestial a 3:1 com relíquias menores.”
Zeus Júnior:
“Aceito apostas em trovões compactos. Quem dá mais?”
Malandro Celestial:
“Rapaz… até raio tá na feira agora? Cuidado, que o desconto vem com taxa escondida, visse?”
Joca soltou uma risada nervosa.
— “Rapaz, até no WhatsApp inventam jeito de enrolar otário.”
Quando estava prestes a sair, a tela brilhou.
O ícone do grupo se expandiu até ocupar todo o visor.
Uma luz intensa iluminou a baia apertada do call center.
De repente…
O chão sob seus pés pareceu se abrir.
Uma energia sugou o ar ao redor.
Entre os fios de computadores e cadeiras quebradas, formou-se um círculo dourado flutuante.
Um portal.
Joca arregalou os olhos, levantando-se instintivamente.
— “Oxente… o que é isso?!”
Do outro lado do portal, via-se uma sala envidraçada, imensa.
Como um escritório de arranha-céu que não deveria existir.
Uma figura feminina de cabelos prateados e olhar dourado estava sentada atrás de uma mesa, folheando relatórios como se fosse CEO de uma multinacional.

Ela ergueu os olhos.
Encarou Joca.
E abriu um sorriso leve.
— “Humano, seja bem-vindo ao B2B Celestial VIP.”
Uma pausa.
— “Você foi selecionado para negócios com deuses.”
O coração de Joca disparou.
As vozes dos colegas de call center sumiram.
O mundo inteiro pareceu silenciar.
— “Queremos saber…”
Ela inclinou levemente a cabeça.
— “O que você tem a oferecer?”
Joca não conseguia se mover.
Não conseguia respirar direito.
Só havia um pensamento ecoando na sua mente:
“Ou enlouqueci de vez…”
“…ou essa é a chance que esperei a vida inteira.”
Capítulo 2 — A Primeira Negociação

A sala de vidro do outro lado do portal parecia saída de um filme futurista.
Cadeiras flutuavam.
Papéis se organizavam sozinhos.
E a cidade lá embaixo não era Salvador nem qualquer metrópole conhecida — era um emaranhado de torres douradas que se erguiam até tocar as nuvens.
A mulher de cabelos prateados fechou a pasta que segurava e encarou Joca.
Sua voz era firme, mas sem esforço, como quem já estava acostumada a ditar as regras.
— “Sou Mercúria, responsável pelo Comércio Celestial. Você foi adicionado ao grupo porque, de alguma forma, alguém aqui acredita que tem potencial. Mas saiba… negociar com deuses não é brincadeira.”
Joca engoliu em seco.
— “Minha senhora… eu… só vendo cartão. E mal vendo, viu? O povo nem confia na minha voz.”
Ela arqueou a sobrancelha.
— “Então use o que tem. Cada humano possui algo que não imagina. Memórias, tempo, experiências, até mesmo sonhos. Tudo pode ser moeda.”
Joca piscou, confuso.
— “Memória? Sonho? Rapaz, eu já não durmo direito, se for vender sonho vou à falência.”
Um riso ecoou pelo escritório.
Da parede ao fundo, um sofá florido surgiu do nada.
E nele estava sentado um sujeito bronzeado, camisa estampada aberta no peito, corrente dourada balançando.
— “Oxente, Mercúria, não assusta o cabra logo na estreia, não. Vai espantar o freguês!”
Joca arregalou os olhos.
— “E tu é quem, meu irmão? Parece malandro de novela.”
O sujeito piscou, abrindo um sorriso largo.
— “Me chame de Malandro Celestial. Sou o guia dos caminhos tortos e das oportunidades escondidas. Se o mundo é um tabuleiro, eu ensino o atalho. Entendeu, cabra?”
Mercúria suspirou, como se já estivesse acostumada.
— “Ele sempre aparece sem ser convidado. Mas admito que, em certos negócios, sua visão… criativa… pode ser útil.”
Joca coçou a cabeça, ainda tentando processar tudo.
— “E como é que funciona, então? Eu dou o quê… e recebo o quê?”
Mercúria ergueu um tablet holográfico.
— “Faça sua primeira proposta. Pense no que tem, humano. Algo de valor para você — ou para nós.”
Joca respirou fundo.
Olhou para os bolsos, para o corpo.
Não tinha nada além de moedas de troco, uma caneta emprestada e o crachá do call center.
Pensou em voz alta:
— “Tenho vale-refeição… umas horas extras acumuladas… e uma motinha com o escapamento preso no arame.”
O Malandro Celestial gargalhou tão alto que até as paredes tremeram.
— “Rapaz, oferecer hora extra pra deus? Essa foi boa. Mas, veja, às vezes é justamente a ideia besta que vira ouro.”
Mercúria, no entanto, não riu.
Apenas digitou algo em sua tela.
O portal ao redor brilhou mais forte.
— “Se deseja mesmo iniciar… ofereça algo simples. A sua próxima noite de sono. Em troca, darei um item de baixo risco, apenas para teste.”
Joca hesitou.
— “Minha noite de sono? Já quase não durmo mesmo…”
Malandro Celestial se inclinou, piscando o olho:
— “Aceita, cabra. O máximo que acontece é ficar virado. E vai que você acorda milionário sem ter dormido.”
O coração de Joca disparou.
Sem entender direito, apenas balançou a cabeça.
— “Tá feito.”
O tablet de Mercúria apitou, confirmando o contrato.
Um pequeno cofre dourado apareceu sobre a mesa…
E imediatamente atravessou o portal.
Caiu aos pés de Joca.
Ele o segurou, quase sem acreditar.
Pesado.
Brilhante.
Parecia mais real que qualquer coisa em sua vida.
Mercúria sorriu pela primeira vez.
— “Parabéns, humano. Agora é parte oficial do B2B Celestial VIP. Que sua primeira transação seja apenas o começo.”
O portal começou a se fechar.
Mas antes que desaparecesse, o Malandro Celestial apontou para Joca, ainda sorrindo.
— “Ei, cabra… lembra do que eu disse: atalho não é trapaça, é inteligência. Se souber vender até seu fiado na mercearia, você chega longe.”
E então—
Num piscar de olhos—
Joca estava de volta ao call center.
Com o cofre dourado nos braços.
A primeira negociação tinha começado.
Capítulo 3 — A Relíquia do Vendedor

De volta à baia apertada do call center, Joca encarava o pequeno cofre dourado como quem olha para um pedaço de ouro roubado.
O objeto não combinava em nada com o teclado engordurado e o cheiro de café requentado do escritório.
Ele cutucou a lateral do cofre, tentando achar alguma trava.
— “E se for só enfeite? Deus também pode dar golpe, né?”
Um clique suave ecoou.
A tampa se abriu sozinha.
Lá dentro…
Uma caneta.
Simples.
Preta.
Mas com um brilho metálico que parecia vivo.
Joca franziu o cenho.
— “Passei minha noite de sono inteira por… uma caneta?”
Assim que segurou o objeto, uma sensação estranha percorreu seu braço.
Era como se a caneta pulsasse.
Como se exigisse ser usada.
No visor do computador, surgiu o próximo nome da lista:
Carlos Henrique dos Santos.
Joca bufou.
— “Esse já recusou cartão dez vezes. Vai desligar na minha cara.”
Respirou fundo.
Ajustou o fone.
E começou o script pela milésima vez.
— “Boa tarde, senhor Carlos, aqui é da Central Financeira…”
Mas no momento em que pressionou a caneta contra a mesa—
Algo mudou.
As palavras saíram diferentes.
Mais firmes.
Mais afiadas.
Mais… convincentes.
Do outro lado da linha, uma pausa.
— “…hm. E qual é a vantagem desse cartão aí mesmo?”
Joca arregalou os olhos.
Seu Carlinhos nunca tinha passado da primeira frase!
Empolgado, apertou a caneta de novo.
— “É um cartão que não pesa no bolso, abre portas e ainda pode ser seu aliado no dia a dia. Imagine não precisar se preocupar com anuidade nunca mais, senhor Carlos. Só vantagem, nenhuma dor de cabeça.”
Silêncio.
Um segundo.
Dois.
Então—
— “…Tá bom. Me cadastra aí.”
Joca quase deixou o headset cair.
— “Aceitou?! De primeira?!”
O sistema piscou.
Venda confirmada.
Dez anos naquela cadeira…
E ele nunca tinha sentido aquela vitória tão rápida.
Ele olhou para a caneta reluzindo em sua mão.
— “Rapaz… isso não é só caneta.”
Uma pausa.
— “Isso é chave de ouro.”
O coração batia acelerado.
A primeira relíquia tinha transformado uma ligação impossível em venda.
E pela primeira vez em muito tempo…
Joca sorriu.
Como quem enxergava um novo mundo se abrindo.
O expediente terminou tarde, como sempre.
Joca guardou a caneta com cuidado no bolso.
Como se fosse um diamante.
Na saída, o estômago roncou.
Ele seguiu direto para a mercearia da Dona Marlene — uma portinha apertada na esquina da rua.
— “Boa noite, Dona Marlene. Tô precisando pegar umas coisinhas no fiado, mas prometo que semana que vem eu pago.”
Ela o encarou de cima a baixo.
Olhos semicerrados.
— “Você já disse isso há três semanas, Joca. E até hoje, nada. Aqui não é banco, não. Vai pagar ou vai ficar devendo no ar?”
Joca suspirou.
A vontade era sumir.
Mas então—
Lembrou da caneta.
Apertou-a discretamente.
E aquela sensação voltou.
Confiança.
Presença.
Peso nas palavras.
— “Dona Marlene, olha… se a senhora me der só mais um voto de confiança, prometo que semana que vem eu trago não só o dinheiro atrasado, mas o dobro. A senhora vai olhar pra mim e dizer: ‘esse menino é homem de palavra’.”
As palavras saíram tão firmes…
Que até ele acreditou.
Dona Marlene piscou.
Confusa.
Como se estivesse indo contra a própria lógica.
Por fim, soltou um suspiro pesado.
— “Tá bom. Mas é a última vez, visse? Pega logo antes que eu me arrependa.”
Joca arregalou os olhos.
Saiu com sacolas cheias.
Sem pagar um centavo.
— “Oxente… essa caneta é o cheat code da vida real!”
No caminho de casa, ainda rindo sozinho—
Uma luz cortou o céu.
E caiu bem na sua frente.
O chão tremeu.
Um portal se abriu.
De dentro dele, saiu um jovem loiro, bronzeado, com sorriso de galã.
Roupas brilhavam como neon de boate.
Na mão…
Uma taça dourada.
— “E aí, humano. Finalmente te encontrei.”
Joca engoliu em seco.
— “E tu é quem, cabra?”
O rapaz jogou o cabelo pra trás, cheio de vaidade.
— “Sou Zeus Júnior. Apostador oficial do Olimpo, herdeiro do trovão e…”
Ele sorriu.
— “…futuro dono dessa caneta aí.”
A taça brilhou intensamente.
Como se fosse feita de ouro líquido.
— “Troco sua relíquia por esta taça de néctar divino. Um gole e você nunca mais vai sentir fome na vida.”
Uma pausa.
— “Fechado?”
Joca olhou para a taça.
Depois para a caneta no bolso.
O coração acelerou.
Pela primeira vez…
Alguém queria comprar algo que ele mal entendia.
E ele sabia.
Aquilo não era só uma troca.
Era o começo—
De um jogo perigoso.
Kadokawa e a condenação histórica contra pirataria de anime e mangá
A indústria japonesa de mangás e animes viveu recentemente um marco jurídico que pode redefinir o combate à pirataria digital. A gigante Kadokawa, junto de outras editoras como Shueisha, Kodansha e Shogakukan, venceu uma ação contra a empresa norte-americana Cloudflare, acusada de facilitar a operação de sites piratas.
- A Terra já passou por todos esses cenários antes — e a ciência aponta qual deles está mais perto de se repetir, com ou sem a nossa ajuda.
- Os Tipos de Apocalipse que os Manhwas Adoram
O caso em detalhes
- Ação movida pelas editoras: As quatro maiores editoras japonesas se uniram para responsabilizar a Cloudflare por fornecer infraestrutura que permitia a manutenção de sites piratas.
- Decisão judicial: O Tribunal Distrital de Tóquio condenou a empresa a pagar 500 milhões de ienes (cerca de R$ 17 milhões).
- Prejuízos alegados: As editoras estimaram perdas superiores a 3,6 bilhões de ienes, mas solicitaram apenas parte desse valor como indenização.
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— 【公式】KADOKAWA広報 (@KADOKAWA_corp) April 16, 2026
映画などの文字抜き出しサイト運営者に有罪判決
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本日、映画などの文字抜き出しサイト運営者に有罪判決について、プレスリリースを発表しました。… pic.twitter.com/YtCfb4XYWW
O impacto para Kadokawa e o mercado
- Proteção de propriedade intelectual: A Kadokawa, que publica títulos de grande sucesso e também atua na produção de animes, reforça sua posição contra a pirataria.
- Sustentabilidade da indústria: A pirataria não afeta apenas os lucros, mas também compromete o financiamento de novas obras e a remuneração de artistas.
- Exemplo global: A decisão mostra que empresas internacionais podem ser responsabilizadas mesmo sem serem diretamente responsáveis pelo conteúdo.
Reflexos fora do Japão
O combate não se limita ao território japonês. A associação CODA conseguiu encerrar 15 sites brasileiros de pirataria de anime, que juntos somavam cerca de 120 milhões de visitas mensais. Isso evidencia que a luta contra a pirataria é global e que o Brasil também está no radar das editoras japonesas.
Por que essa decisão é relevante?
- Cria um precedente jurídico internacional.
- Reforça a importância da proteção aos criadores e editoras.
- Envia uma mensagem clara às empresas de tecnologia: não basta fornecer infraestrutura sem responsabilidade.
A condenação da Cloudflare, impulsionada por editoras como a Kadokawa, é um divisor de águas no combate à pirataria digital. Mais do que uma vitória financeira, representa um avanço cultural e jurídico, garantindo que a indústria de mangás e animes continue crescendo de forma legítima e sustentável.
Maplestar confirma novos projetos e surpreende com animação +18 de Himmel e Frieren
O animador Maplestar voltou a movimentar a comunidade ao revelar novos projetos em desenvolvimento — e um deles chamou atenção imediatamente: uma animação +18 focada no casal Himmel e Frieren. A escolha não foi aleatória. Segundo o próprio criador, a dupla foi a mais votada em uma enquete realizada com os fãs em 2025, o que acabou impulsionando a produção.

Outro anúncio que gerou bastante interesse envolve o universo de One Piece. Maplestar confirmou que está trabalhando em uma animação inédita com Zoro e Robin. Essa será a primeira vez que ele explora a obra de Eiichiro Oda, abrindo espaço para possíveis novos projetos dentro desse universo no futuro.
Novos projetos e personagens confirmados

Além das adaptações baseadas em obras conhecidas, o criador também revelou um projeto autoral. Sua personagem original, Maple-chan, finalmente ganhará uma animação completa — incluindo voz — em uma versão mais longa e trabalhada. A ideia é expandir ainda mais a presença da personagem e explorar melhor seu potencial.
Paralelamente, outros títulos seguem em andamento. Entre eles está Solo Leveling, que já havia sido anunciado anteriormente, além de produções inspiradas em Sakamoto Days, Kaiju No. 8 e também na personagem Reze, de Chainsaw Man.
Cronograma e próximos lançamentos
De acordo com as informações divulgadas, Solo Leveling é o projeto mais próximo de ser lançado. A animação já se encontra nas etapas finais, com foco em composição e finalização dos cenários, e deve estrear em abril.
Na sequência, o planejamento inclui Sakamoto Days e Kaiju No. 8, com o projeto envolvendo Reze vindo logo depois. A ordem pode sofrer ajustes, mas esse é o cronograma atual apresentado pelo animador.
Maplestar já é conhecido por produzir animações voltadas ao público adulto, e personagens como Makima, Yor Forger e Marin Kitagawa tiveram papel importante na construção da sua popularidade nesse nicho.
Além dos projetos atuais, o criador também confirmou que pretende abrir novas votações em breve, permitindo que os próprios fãs decidam quais serão as próximas animações a serem produzidas.
Fonte: Blog Maplestar
Maplestar revela prévias e animação de Solo Leveling
Maplestar voltou a falar sobre seus projetos e liberou novas prévias das animações que está desenvolvendo com base em obras populares. Em uma publicação recente, o animador agradeceu o apoio da comunidade e comentou o andamento de produções inspiradas em títulos como Solo Leveling, Kaiju No. 8 e Sakamoto Days.
De acordo com ele, a animação baseada em Solo Leveling já está praticamente concluída. O projeto entrou na etapa final, com foco em composição e pintura dos cenários, restando apenas alguns ajustes em cortes, traços e cores. A parte de dublagem já foi finalizada, e a previsão de lançamento fica entre o fim de março e o começo de abril.

Além disso, Maplestar também adiantou o que vem depois. Após concluir Solo Leveling, os próximos trabalhos devem envolver adaptações de Sakamoto Days e Kaiju No. 8. Por serem produções mais curtas, existe a chance de que uma — ou até ambas — sejam lançadas antes da metade de 2026.
Aprenda a dominar a arte de desenhos
Outro projeto que chamou atenção envolve a personagem Reze, de Chainsaw Man, mangá criado por Tatsuki Fujimoto e publicado na Weekly Shonen Jump. Segundo o animador, a versão principal dessa animação deve ser lançada por volta do meio do ano, enquanto uma edição mais compacta também está sendo considerada.


Por fim, ele revelou que atualmente trabalha em três novos projetos que ainda estão nas fases iniciais, como storyboard e layout. Os detalhes dessas produções devem ser divulgados na próxima atualização, prevista para o fim de março.
Vale lembrar que muitos dos projetos recentes foram escolhidos por meio de votações feitas pelos apoiadores no Patreon ao longo de 2025. Maplestar também afirmou que pretende abrir novas enquetes em breve para decidir quais serão as próximas animações.
Fonte: Blog Maplestar
A Terra já passou por todos esses cenários antes — e a ciência aponta qual deles está mais perto de se repetir, com ou sem a nossa ajuda.
Tem uma coisa que a maioria das pessoas não percebe quando lê sobre o fim do mundo: os quatro grandes cenários climáticos — congelamento global, superaquecimento extremo, inundação dos continentes e desertificação total — não são ficção científica. São eventos que a Terra já viveu. A questão não é “se isso pode acontecer”, mas sim qual apocalipse climático tem mais chance de acontecer nos próximos séculos — e o que a humanidade está fazendo para acelerar ou evitar cada um deles.
Vamos pelo ranking, do menos para o mais provável. Spoiler: a resposta vai te incomodar.
Os 4 Cenários no Ringue
- 4º lugar — Apocalipse de Gelo: Era glacial extrema. Probabilidade no curto prazo: baixa.
- 3º lugar — Apocalipse Quente: Efeito estufa descontrolado. Risco crescente.
- 2º lugar — Apocalipse de Água: Inundação dos continentes. Já em andamento.
- 1º lugar — Apocalipse de Areia: Desertificação global. Já começou.
4º Lugar: Apocalipse de Gelo — Bonito na Teoria, Improvável Agora

A Terra já teve ao menos cinco grandes eras glaciais na sua história. A última grande glaciação terminou há cerca de 11.700 anos, e tecnicamente ainda estamos num período interglacial — ou seja, uma “pausa quente” entre ciclos de gelo. Isso significa que, sem interferência humana, uma nova era glacial viria naturalmente em alguns milhares de anos.
O problema? A humanidade botou tanta fumaça na atmosfera que praticamente cancelou o próximo ciclo glacial. Estudos publicados na revista Nature mostram que as emissões de CO₂ desde a Revolução Industrial foram suficientes para adiar a próxima era glacial em pelo menos 100.000 anos.
Resumindo: o apocalipse de gelo era o mais “natural” de acontecer — mas nós acidentalmente o impedimos ao aquecer o planeta. Irônico, não?
E o cenário de congelamento súbito?
Existe um cenário mais rápido chamado de “colapso da circulação termohalina” — basicamente, o derretimento do Ártico jogando água doce nos oceanos e travando as correntes marítimas que regulam o clima. Isso poderia esfriar drasticamente a Europa e partes da América do Norte. Não uma era glacial completa, mas invernos severos o suficiente para colapsar a agricultura em regiões inteiras. A probabilidade disso antes de 2100? Baixa, mas não zero.
3º Lugar: Apocalipse Quente — Vênus na Terra

O planeta Vênus tem 465°C de temperatura média e uma atmosfera de dióxido de carbono tão densa que esmagaria qualquer ser vivo. Cientistas acreditam que Vênus já foi parecido com a Terra — e passou por um processo chamado de “efeito estufa descontrolado” que transformou o planeta num inferno.
A boa notícia: chegar nesse ponto aqui na Terra exigiria um nível de emissões muito além do que é humanamente possível produzir. A má notícia: existem pontos de inflexão chamados de tipping points — limiares que, uma vez cruzados, disparam ciclos de aquecimento que se alimentam sozinhos, sem precisar de mais emissões humanas.
O derretimento do permafrost siberiano, por exemplo, liberaria bilhões de toneladas de metano acumulado há milênios. O metano é 80 vezes mais potente que o CO₂ como gás de efeito estufa. Se isso virar uma reação em cadeia, o aquecimento passa do nosso controle — e o cenário quente escala rapidamente.
Onde isso aparece nos manhwas e ficção?
Manhwas como Nano Machine e The God of High School colocam personagens sobrevivendo em ambientes extremos de calor. A ficção científica ocidental vai mais longe: Mad Max inteiro é basicamente um apocalipse quente com colapso social acoplado. A diferença é que nesses universos as pessoas ainda conseguem sobreviver. No cenário real de aquecimento descontrolado, a maioria das regiões tropicais ficaria inabitável por conta de “bulbo úmido” — uma combinação de calor e umidade que impede o corpo humano de se refrigerar, mesmo na sombra.
2º Lugar: Apocalipse de Água — Já Está Acontecendo em Câmera Lenta

Esse é o mais fácil de subestimar porque parece lento demais para ser catastrófico. Mas os números são brutais: se toda a calota polar da Antártida derreter, o nível do mar sobe aproximadamente 58 metros. São Paulo ficaria debaixo d’água. Londres, Nova York, Tóquio, Mumbai, Xangai, Buenos Aires, Lagos — todas submersas ou irreconhecíveis.
Não precisa derreter tudo. Uma elevação de apenas 1 metro já seria suficiente para deslocar cerca de 150 milhões de pessoas em zonas costeiras baixas. E os modelos climáticos atuais apontam para uma elevação de 0,5 a 1 metro até 2100 — com cenários pessimistas chegando a 2 metros se o colapso das geleiras da Antártida Ocidental for mais rápido do que o esperado.
O que torna esse cenário diferente dos outros: ele não vem de uma catástrofe súbita. Vem da acumulação de décadas de decisões ignoradas. Quando o problema fica visível demais para ignorar, já é tarde para reverter.
As Cidades que Já Estão Afundando Hoje
Jacarta, capital da Indonésia, está afundando 25 centímetros por ano — uma combinação de elevação do mar e subsidência do solo por extração excessiva de água subterrânea. O governo indonésio já decidiu transferir a capital para outra cidade. Veneza, Bangkok, Miami e Manila enfrentam variações do mesmo problema. O apocalipse de água não é futuro. É presente.
1º Lugar: Apocalipse de Areia — o Mais Silencioso e o Mais Provável

Aqui está o cenário que quase ninguém coloca no topo da lista — e talvez seja o mais subestimado de todos. A desertificação global não mata com explosões nem com inundações. Mata com fome, seca e migração em massa. E já está em andamento em escala sem precedentes na história recente.
Atualmente, cerca de 40% da superfície terrestre do planeta já é considerada árida ou semiárida. Segundo a ONU, aproximadamente 1 bilhão de pessoas vivem em regiões que estão se tornando desertos. O Sahara avança em direção ao sul da Europa. O Cerrado brasileiro está perdendo umidade. O Oriente Médio está se tornando inabitável nos meses de verão.
A ONU estima que até 2050, a desertificação pode forçar o deslocamento de até 1,2 bilhão de pessoas. Para comparar: toda a crise migratória europeia dos anos 2010 envolveu cerca de 1 milhão de pessoas. Multiplique isso por 1.200.
Por que a Areia Ganha dos Outros Cenários?
Porque ela opera em múltiplas frentes ao mesmo tempo. O aquecimento resseca o solo. A falta de vegetação acelera o aquecimento local. Rios secam. Aquíferos são esgotados. Colheitas falham. Governos entram em colapso por falta de alimentos. Guerras por água — que já acontecem em escala regional na África e no Oriente Médio — escalam para conflitos maiores. É um ciclo de retroalimentação que, uma vez iniciado, é muito difícil de parar.
O Que Quase Ninguém Considera
Os quatro apocalipses climáticos não são mutuamente exclusivos. O cenário mais provável para o século 22 não é um deles isolado — é uma combinação: aquecimento extremo nas regiões tropicais, inundação das zonas costeiras, desertificação nos interiores continentais e, paradoxalmente, invernos mais intensos em partes do hemisfério norte por conta do colapso das correntes oceânicas. A Terra não escolhe um apocalipse. Ela pode oferecer todos ao mesmo tempo, em regiões diferentes.
E existe outro fator que os modelos climáticos raramente incorporam bem: o comportamento humano sob estresse. Quando recursos básicos escasseiam em escala global, os conflitos que surgem podem acelerar colapsos sociais que seriam evitáveis tecnicamente. O apocalipse climático e o apocalipse social caminham juntos.
Curiosidades que Vão Ficar na Sua Cabeça
- A Terra sobreviveu ao “Evento de Oxidação” há 2,4 bilhões de anos — quando cianobactérias inundaram a atmosfera de oxigênio e mataram quase toda vida anaeróbica existente. O primeiro apocalipse do planeta foi causado por seres vivos. História se repete.
- O Saara já foi um savana verde há cerca de 10.000 anos, com lagos, hipopótamos e populações humanas densas. A desertificação que transformou o norte da África aconteceu em poucos séculos — rápido o suficiente para ser vivenciado por gerações.
- O Mar de Aral, na Ásia Central, era o quarto maior lago do mundo nos anos 1960. Hoje está quase completamente seco por irrigação excessiva. É uma prévia em miniatura do que pode acontecer com recursos hídricos maiores.
- A cidade de Dubai está construindo florestas artificiais para tentar combater o calor extremo — temperaturas de 50°C no verão já são comuns. Se uma cidade precisa de florestas artificiais para ser habitável, algo já saiu errado.
- Cientistas encontraram vírus com 48.500 anos preservados no permafrost siberiano em 2022. Quando o gelo derreter, esses patógenos desconhecidos voltam à ativa. O apocalipse de areia pode trazer junto um bônus do apocalipse biológico.
Então, Qual é o Veredicto Final?
Se a pergunta é qual apocalipse climático tem mais chance de acontecer — não num futuro distante e abstrato, mas num horizonte que pessoas vivas hoje vão testemunhar — a resposta é a desertificação combinada com elevação do nível do mar. Dois processos lentos, silenciosos e já em andamento, que vão redefinir onde os seres humanos podem viver nas próximas décadas.
O apocalipse de calor total e o de gelo são mais dramáticos e mais usados na ficção justamente porque são mais fáceis de visualizar. Mas os mais prováveis são os que chegam sem explosões, sem monstros, sem portais — só com secas, cheias e migrações que os governos não conseguem absorver.
A natureza não precisa de roteirista. Ela já tem o script pronto.
Conclusão
No fim, o planeta não vai acabar de uma vez. Vai ficando menos habitável, pedaço por pedaço, até que a civilização que conhecemos precise se reinventar — ou não consiga. O apocalipse climático mais fácil de acontecer não é o mais espetacular. É o mais paciente.
Ranking final do artigo:
- 🥇 Areia (desertificação) — 82% — já em andamento
- 🥈 Água (inundação) — 68% — em câmera lenta
- 🥉 Calor (efeito estufa) — 45% — risco crescente
- 4º Gelo (era glacial) — 12% — nós mesmos adiamos
Os Tipos de Apocalipse que os Manhwas Adoram
Se você já passou horas lendo Solo Leveling, The Beginning After the End, Global Freeze ou Omniscient Reader’s Viewpoint, sabe que os manhwas coreanos não economizam na criatividade quando o assunto é apocalipse. Torres que surgem do nada, zumbis invadindo metrôs, sistemas de status que aparecem diante dos olhos das pessoas… parece ficção pura. Mas e se parte disso não fosse tão distante da realidade quanto parece?
- Quando o Manhwa Deixa de Ser Leitura e Vira Rotina
- 10 Dicas de Manhwas de Romance Que Todo Fã Deveria Ler (e Que Vão Derreter Seu Coração)
A pergunta que ninguém faz abertamente é: qual apocalipse é mais fácil de acontecer no mundo se a gente comparar os cenários dos manhwas com o que a ciência e a história já nos mostraram? A resposta vai te surpreender — e talvez te preocupar um pouco.
Os Tipos de Apocalipse que os Manhwas Adoram
Antes de falar qual deles tem mais chance de virar realidade, vale olhar para o cardápio que os manhwas nos oferecem. São basicamente quatro grandes categorias:
- Portais & Monstros — Solo Leveling, A Returner’s Magic Should Be Special. Probabilidade real: baixa.
- Pandemia & Mutação — All of Us Are Dead, Zombie Land Saga. Probabilidade real: alta.
- Colapso Social — Weak Hero, The Villainess Turns the Hourglass. Probabilidade real: média-alta.
- IA & Tecnologia — Omniscient Reader’s Viewpoint, The World After the Fall. Probabilidade real: crescente.
O Apocalipse Mais Fácil de Acontecer: Pandemia

Direto ao ponto: o apocalipse de pandemia e mutação viral, representado com brutalidade em All of Us Are Dead, é de longe o cenário com maior base científica entre todos os manhwas populares. E isso não é sensacionalismo — é o que epidemiologistas, virologistas e até a OMS discutem em reuniões fechadas.
All of Us Are Dead, lançado originalmente como webtoon por Joo Dong-geun, mostra um vírus que começa num laboratório escolar e se espalha de forma exponencial. A premissa não é tão absurda: os surtos de SARS, H1N1, Ebola e a própria Covid-19 seguiram lógicas parecidas de origem, espalhamento e colapso de infraestrutura.
O que diferencia o apocalipse viral dos outros cenários de manhwa é que ele não depende de magia, tecnologia avançada ou eventos sobrenaturais. Basta um patógeno com as características certas — alta transmissibilidade, período de incubação longo e mortalidade significativa.
Por que esse cenário é o mais plausível?
A ciência explica com uma clareza desconfortável. O planeta tem hoje condições ideais para uma pandemia catastrófica: desmatamento colocando humanos em contato com reservatórios de vírus desconhecidos, tráfico de animais silvestres, viagens aéreas que transportam um vírus de um continente a outro em menos de 24 horas, e populações urbanas densas que funcionam como amplificadores perfeitos.
O modelo matemático R0 — que mede quantas pessoas um indivíduo infectado contamina — é o que separa um surto controlável de um apocalipse. Se o R0 passar de certos limites com uma taxa de mortalidade alta, nenhum sistema de saúde do mundo aguenta. É exatamente o que os manhwas de zumbi mostram, só que com mais drama e protagonistas com poderes especiais.
Curiosidades Surpreendentes Sobre os Apocalipses dos Manhwas
- O vírus de All of Us Are Dead foi inspirado em pesquisas reais sobre “vírus de raiva modificada” — experimentos que existem de verdade em contextos de biossegurança nível 4.
- Em Solo Leveling, as torres e portais surgem sem explicação — curiosamente, isso reflete o conceito científico de “risco desconhecido”, aquele que não conseguimos prever porque sequer sabemos que existe.
- O colapso social de manhwas como Weak Hero imita com precisão o que sociólogos chamam de “colapso de instituições” — quando governos e forças de segurança perdem legitimidade mais rápido do que a violência se instala.
- A Coreia do Sul tem uma das maiores densidades urbanas do mundo, o que explica a obsessão dos manhwas com pandemias urbanas — é um medo culturalmente enraizado, não apenas imaginação criativa.
- O cenário de IA de Omniscient Reader’s Viewpoint, onde um ser superior reescreve as regras da existência, tem paralelos diretos com o conceito de “singularidade tecnológica” discutido por pesquisadores como Nick Bostrom.
O Que Quase Ninguém Sabe Sobre Esses Apocalipses
Existe um detalhe que passa despercebido quando você lê esses manhwas: os autores coreanos têm acesso a uma cultura de preparação para desastres muito mais desenvolvida do que a maioria dos países. A Coreia do Sul ainda vive sob ameaça constante do Norte, tem protocolos de defesa civil rigorosos e uma população que cresceu com simulacros reais de colapso social.
Isso significa que quando um escritor como Chugong (Solo Leveling) ou Joo Dong-geun (All of Us Are Dead) cria um cenário apocalíptico, ele não está apenas fantasiando — ele está processando um medo coletivo real, enraizado numa sociedade que sabe o que é viver à beira do abismo. Os apocalipses dos manhwas são, em muitos casos, metáforas sociais disfarçadas de fantasia.
E é por isso que, curiosamente, qual apocalipse é mais fácil de acontecer no mundo talvez seja uma pergunta que os próprios autores coreanos já respondem implicitamente com suas escolhas narrativas: aquele que vem de dentro da sociedade, não de fora.
O Segundo Colocado: Colapso Social e Desigualdade
Logo atrás do apocalipse viral vem algo que manhwas como Weak Hero, The Remarried Empress e até Hell’s Paradise retratam de forma mais sutil: o colapso das estruturas sociais. Não um fim do mundo com explosões e monstros, mas um processo lento de desintegração institucional.
Isso já aconteceu antes na história humana. O colapso da civilização micênica, a queda do Império Romano Ocidental, o colapso de estados modernos no século XX — todos seguiram padrões parecidos: desigualdade extrema, perda de confiança nas instituições, fragmentação do tecido social e violência que preenche o vácuo deixado pela ordem.
A diferença entre ficção e realidade é que no manhwa esse processo acontece em dias ou semanas. Na vida real, demora décadas — e talvez seja justamente por isso que é mais assustador. Você mal percebe enquanto está acontecendo.
E o apocalipse por IA?
O cenário tecnológico, apesar de crescente, ainda está distante de ser “fácil” de acontecer. Mas a velocidade com que a tecnologia avança faz com que esse ranking mude a cada poucos anos. O que parecia impossível em 2015 é rotina em 2026. Omniscient Reader’s Viewpoint pode estar chegando mais rápido do que parece.
Por Que os Manhwas Acertam Mais do que Parecem
A narrativa de ficção científica e fantasia sempre funcionou como laboratório de ideias. Muito antes de a pandemia de Covid-19 acontecer, roteiristas e escritores já exploravam cenários exatamente como aquele. Não porque fossem profetas, mas porque estavam olhando para os mesmos dados que os cientistas — só traduzindo em história.
Quando você lê um manhwa de apocalipse e pensa “que absurdo, isso jamais aconteceria”, vale fazer uma pausa. Porque a pergunta real não é se vai acontecer, mas qual desses cenários já começou — e simplesmente ainda não chegou ao ponto em que a história fica interessante o suficiente para virar webtoon.
Conclusão
No fim das contas, a resposta para qual apocalipse é mais fácil de acontecer no mundo, segundo os manhwas, é aquele que não precisa de magia nem de portais: o biológico, o social, o humano. Os monstros mais aterrorizantes de Solo Leveling e All of Us Are Dead não são os que aparecem nas telas — são os que já existem, esperando as condições certas. E talvez os autores coreanos saibam disso melhor do que qualquer um.
O Último Herdeiro de Ravenmoor – Light Novel Capítulos 7 a 11
Capítulo 7 — O Primeiro Soldado

André entrou no quartel com passos lentos.
Lyra veio logo atrás.
O chão de pedra estava coberto por detritos.
Algumas lanças quebradas.
Partes de armaduras.
Pedaços de madeira.
Mas o que chamava mais atenção eram os corpos.
Soldados.
Pelo menos uma dúzia.
Alguns ainda vestiam partes de suas armaduras.
Outros estavam apenas com roupas simples de guarda.
A posição deles deixava claro o que tinha acontecido.
Eles haviam lutado até o fim.
André caminhou até um dos corpos.
O homem estava caído próximo à porta lateral.
A espada ainda estava em sua mão.
Ele se abaixou.
Observou a armadura.
A marca da Casa Valenfyr ainda era visível no metal.
Um escudo com duas lâminas cruzadas.
Lyra caminhava pelo salão.
Observando tudo.
— Eles seguraram a entrada.
Ela parou perto da porta principal quebrada.
— Provavelmente tentaram impedir o ataque de chegar à torre.
André assentiu devagar.
— Faz sentido.
Lyra voltou a caminhar.
Parou diante de outro corpo.
Um soldado grande.
Armadura pesada.
Ela inclinou a cabeça.
— Esse aqui parece forte.
André se aproximou.
O homem tinha ombros largos.
Mesmo morto há muito tempo, ainda parecia robusto.
A espada ao lado dele era maior que as outras.
Lyra olhou para André.
— Esse vale a pena.
André permaneceu em silêncio por alguns segundos.
Depois estendeu a mão sobre o corpo.
A reação veio imediatamente.
A mesma sensação fria percorreu seu braço.
Desta vez mais intensa.
A mana respondeu.
Fragmentos de energia azul começaram a surgir no ar.
André manteve a mão estendida.
A energia fluiu.
Mas depois de alguns segundos ele parou.
A mão desceu lentamente.
Lyra levantou uma sobrancelha.
— Mudou de ideia?
André balançou a cabeça.
— Não.
Ele olhou para os outros corpos espalhados pelo salão.
Depois voltou os olhos para o soldado.
— Mas não vou levantar um por vez sem pensar.
Lyra cruzou os braços.
— Planejando um exército?
André respondeu com calma.
— Planejando não morrer.
Lyra sorriu.
— Justo.
André caminhou alguns passos pelo quartel.
Observando os corpos.
A maioria ainda estava relativamente preservada.
O lugar era seco.
Protegido da chuva.
Isso tinha ajudado.
Ele parou no centro do salão.
Olhou ao redor.
— Quantos você acha que consigo levantar?
Lyra respondeu sem hesitar.
— Agora?
Ela observou André de cima a baixo.
Depois analisou a energia ao redor dele.
— Talvez um.
André suspirou.
— Como imaginei.
Lyra deu de ombros.
— Você acabou de acordar sua necromancia.
Ela chutou levemente uma espada quebrada no chão.
— Não espere levantar um exército no primeiro dia.
André voltou a olhar para o soldado maior.
Aquele parecia a melhor escolha.
Ele caminhou até o corpo novamente.
Parou diante dele.
A mão se estendeu.
A mana respondeu outra vez.
Desta vez André não interrompeu.
A energia azul começou a envolver o corpo do soldado.
A armadura vibrou levemente.
Pequenas partículas de mana giravam ao redor do cadáver.
Lyra observava com interesse.
— Vamos ver o que você consegue fazer.
Capítulo 8 — Limite de Mana


A mão de André permaneceu estendida sobre o corpo do soldado.
A mana respondeu.
Fragmentos de energia azul começaram a surgir no ar.
Pequenas partículas brilhantes giravam lentamente sobre o cadáver.
A armadura do homem vibrou levemente.
A energia começou a penetrar no corpo.
Lyra observava em silêncio.
Os olhos azulados acompanhavam cada detalhe do processo.
O chão do quartel parecia reagir levemente.
Como se a energia necromântica estivesse sendo puxada para aquele ponto.
Por alguns segundos o ritual continuou.
Então algo mudou.
A visão de André escureceu levemente.
Uma sensação pesada surgiu em seu peito.
A mana começou a falhar.
A energia azul que envolvia o corpo do soldado enfraqueceu.
As partículas começaram a desaparecer.
André retirou a mão rapidamente.
Respirou fundo.
A cabeça girou por um instante.
Lyra inclinou a cabeça.
— Já acabou?
André ficou em silêncio por alguns segundos.
A respiração ainda pesada.
Depois respondeu.
— Não tenho mana suficiente.
Lyra cruzou os braços.
— Imaginei.
Ela caminhou até o corpo do soldado.
Observou o cadáver.
Depois olhou novamente para André.
— Você já está mantendo uma necromante ativa.
Ela apontou para si mesma com o polegar.
— Eu.
André passou a mão pela testa.
A sensação de cansaço ainda estava ali.
— Então esse é o limite.
Lyra deu de ombros.
— Por enquanto.
Ela caminhou pelo salão novamente.
Passando pelos corpos espalhados.
— Levantar mortos consome energia.
Ela chutou levemente uma lança caída no chão.
— E manter eles funcionando consome ainda mais.
André voltou a olhar para o soldado que havia tentado levantar.
Aquele corpo ainda parecia útil.
Mas não agora.
Lyra parou diante de outro cadáver.
Um guarda jovem.
Armadura mais leve.
Ela observou por alguns segundos.
Depois voltou a olhar para André.
— Mas tem uma coisa interessante.
André levantou o olhar.
— O quê?
Lyra abriu os braços lentamente.
— Você não precisa levantar todos agora.
Ela apontou para os corpos espalhados pelo quartel.
— Eles não vão fugir.
André soltou um pequeno suspiro.
— Verdade.
Lyra caminhou até o centro do salão.
O olhar percorreu o quartel inteiro.
Depois parou em algo perto da parede do fundo.
Ela franziu levemente o cenho.
— Hm.
André percebeu a mudança.
— O que foi?
Lyra apontou discretamente.
— Aquilo ali.
Encostado contra a parede, parcialmente coberto por destroços de madeira, havia algo diferente.
Uma espada.
Muito maior que as outras espalhadas pelo quartel.
A lâmina ainda estava presa em uma rachadura no chão de pedra.
Como se tivesse sido cravada ali durante a batalha.
A empunhadura possuía um símbolo.
O mesmo escudo com duas lâminas cruzadas da Casa Valenfyr.
Lyra inclinou a cabeça.
— Essa parece importante.
Capítulo 9 — A Espada do Capitão

André caminhou até o fundo do quartel.
Os passos ecoavam levemente no salão vazio.
Lyra veio logo atrás.
A espada realmente era diferente das outras.
Mais pesada.
Mais longa.
A lâmina ainda parecia em bom estado, apesar do tempo.
André se abaixou e afastou alguns pedaços de madeira quebrada.
A arma estava presa na rachadura da pedra.
Ele segurou a empunhadura.
A superfície estava fria.
Mas firme.
André puxou.
A lâmina deslizou para fora da pedra com um som metálico grave.
Ele levantou a espada lentamente.
O peso era considerável.
A arma claramente havia sido feita para alguém forte.
Lyra observava.
— Não parece uma espada comum.
André virou a lâmina.
O símbolo da Casa Valenfyr estava gravado próximo à base.
— Provavelmente era do capitão da guarda.
Lyra inclinou levemente a cabeça.
— Então ele deve estar por aqui.
André levantou os olhos.
— Faz sentido.
Ele começou a observar os corpos novamente.
Se aquela era a espada do capitão…
o dono dela deveria estar em algum lugar naquele salão.
Lyra caminhou entre os cadáveres.
Parou diante de um corpo encostado contra a parede lateral.
A armadura era diferente das outras.
Mais robusta.
Peitoral reforçado.
O símbolo da casa gravado em destaque.
O corpo ainda segurava um escudo partido.
Lyra olhou para André.
— Achei ele.
André se aproximou.
O homem era grande.
Mesmo sentado contra a parede, era possível perceber que em vida devia ser imponente.
Uma marca profunda atravessava a armadura.
Provavelmente o golpe que o matou.
André olhou para a espada em sua mão.
Depois para o corpo.
— Capitão da guarda Valenfyr.
Lyra cruzou os braços.
— Parece que ele lutou até o final.
André observou o rosto do homem.
Mesmo após a morte, a expressão ainda parecia firme.
Como alguém que não havia recuado.
Lyra apoiou o ombro na parede.
— Esse aí seria uma invocação melhor que aquele soldado.
André não respondeu imediatamente.
Ele ainda sentia o cansaço da tentativa anterior.
A mana não tinha se recuperado.
Ele olhou novamente para o capitão.
Depois para o restante do quartel.
— Não agora.
Lyra assentiu.
— Sensato.
André apoiou a espada do capitão no ombro.
Depois começou a caminhar lentamente pelo quartel novamente.
Observando o lugar com mais atenção.
Agora ele sabia de duas coisas importantes.
Primeiro.
Ravenmoor estava cheia de mortos úteis.
Segundo.
Ele precisava aprender a usar melhor sua necromancia antes de tentar levantar alguém como aquele capitão.
Lyra o acompanhou até a porta do quartel.
Ela olhou novamente para o vilarejo abandonado.
— Ainda tem muita coisa nesse território que você não viu.
Capítulo 10 — Reconstruindo Ravenmoor
André saiu do quartel.
A luz do dia parecia mais forte depois da escuridão do interior do prédio.
A rua principal de Ravenmoor se estendia à frente deles.
Lyra caminhava ao lado dele.
Observando tudo com curiosidade.
— Pequena cidade.
André respondeu.
— Era suficiente.
Lyra olhou as casas destruídas.
— Quantas pessoas viviam aqui?
André pensou por alguns segundos.
As memórias do jogo ainda eram incompletas.
— Algumas centenas.
Lyra assobiou baixo.
— Bastante gente para um massacre.
Eles caminharam pela rua.
André empurrou a porta de uma casa próxima.
A madeira cedeu facilmente.
O interior estava vazio.
Uma mesa quebrada.
Duas cadeiras.
Algumas panelas espalhadas no chão.
Nada de valor.
Ele saiu novamente.
Continuaram andando.
A próxima construção era uma pequena loja.
Provavelmente um ferreiro.
Ferramentas enferrujadas ainda estavam penduradas na parede.
Lyra pegou um martelo velho.
Observou por alguns segundos.
Depois jogou de volta na mesa.
— Esse lugar foi abandonado às pressas.
André concordou.
— O ataque foi rápido.
Eles continuaram pela rua.
Mais à frente, o caminho se abria em uma pequena praça.
No centro havia um poço de pedra.
Alguns bancos quebrados estavam espalhados ao redor.
Lyra parou perto do poço.
Olhou dentro.
— Ainda tem água.
André se aproximou.
Observou a profundidade.
— Útil.
Lyra apoiou os braços na borda de pedra.
— Então o que você pretende fazer com esse lugar?
André olhou ao redor.
Casas abandonadas.
Estradas vazias.
Campos ao longe.
Depois respondeu.
— Primeiro sobreviver.
Lyra assentiu.
— Justo.
André continuou.
— Depois reconstruir.
Lyra virou o rosto para ele.
Um sorriso leve apareceu.
— Ambicioso.
André apoiou a espada do capitão no ombro novamente.
— Não tenho escolha.
Lyra observou o vilarejo silencioso.
Depois voltou os olhos para ele.
— E você acha que consegue fazer isso sozinho?
André olhou novamente para Ravenmoor.
A torre.
O quartel.
O cemitério.
Depois respondeu com calma.
— Não vou estar sozinho por muito tempo.
Capítulo 11 — O Vilarejo Perdido

Lyra observou André por alguns segundos.
Depois soltou uma pequena risada.
— Então você pretende levantar o vilarejo inteiro.
André respondeu com naturalidade.
— Eventualmente.
Lyra apoiou o cotovelo na borda do poço.
— Isso vai dar trabalho.
André começou a caminhar novamente.
Dessa vez na direção da construção de pedra na praça.
O prédio estava parcialmente destruído.
Uma parte da parede havia desabado.
A porta principal estava caída no chão.
Lyra o seguiu.
— O que era isso?
André observou o interior antes de responder.
— Escritório do administrador do vilarejo.
Eles entraram.
O lugar estava cheio de papéis espalhados.
Pergaminhos antigos.
Registros.
Alguns armários estavam abertos.
Outros quebrados.
André começou a olhar os documentos.
A maioria estava rasgada.
Mas alguns ainda eram legíveis.
Listas de suprimentos.
Controle de colheitas.
Registros de moradores.
Lyra caminhava pelo local.
Mexendo em alguns objetos.
— Esse lugar era organizado.
André assentiu.
— Casas pequenas precisam ser.
Ele pegou um dos registros.
A lista continha nomes.
Famílias inteiras.
Ele passou os olhos pelas páginas.
Lyra percebeu.
— O que foi?
André mostrou o pergaminho.
— Moradores do vilarejo.
Lyra aproximou o rosto.
— Bastante gente.
André continuou folheando.
A maioria dos nomes tinha pequenas marcações feitas com tinta.
Alguns estavam circulados.
Outros riscados.
Lyra inclinou a cabeça.
— Mortos?
André respondeu.
— Provavelmente.
Ele fechou o pergaminho.
Olhou novamente para a praça pela abertura da parede.
— Então Ravenmoor tinha mais gente do que apenas os soldados.
Lyra sorriu levemente.
— Ótimo para você.
André não respondeu imediatamente.
Ele caminhou até a parede quebrada.
Observou as casas ao redor.
Algumas ainda estavam em pé.
Outras completamente destruídas.
Ele já conseguia imaginar o que existia ali antes.
Crianças correndo pelas ruas.
Comerciantes abrindo lojas.
Guardas patrulhando.
Agora só restava silêncio.
Lyra parou ao lado dele.
— Pensando em quem levantar primeiro?
André respondeu com calma.
— Pensando em quem vale a pena levantar.
Lyra sorriu novamente.
— Boa escolha.
Ela voltou a olhar a praça.
Depois apontou discretamente para uma casa do outro lado.
— Aquela construção parece maior.
André seguiu o olhar.
A casa era realmente diferente.
Mais sólida.
Provavelmente pertencia a alguém importante do vilarejo.
A porta estava aberta.
Lyra inclinou a cabeça.
— Talvez alguém interessante tenha morrido ali.
