Noir, o Lorde Falido do Sétimo Domínio | Light Novel Capítulo 5
Capítulo 5 — O Sabor das Dívidas
Depois da refeição, o cheiro de comida ainda morna ficou para trás nos corredores.
Mas, conforme avançavam para a ala administrativa do castelo…
o ar voltava a ficar frio.
Noir, o Lorde Falido do Sétimo Domínio é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Estagnado.
Pesado.
Noele caminhava à frente segurando uma vela curta, cuja chama lutava para continuar viva.
A luz era tão fraca que parecia pedir desculpas por existir.
— É… é aqui, meu senhor…
Ela empurrou uma porta estreita.
Criiick.
O rangido ecoou como um suspiro cansado.
O cômodo revelado era pequeno demais para ser chamado de escritório.
Parecia mais um depósito abandonado.
Pilhas de pergaminhos.
Contratos amassados.
Relatórios rasgados.
Selos quebrados.
Cordões de cera espalhados pelo chão.
Documentos acumulados como lixo depois de uma guerra.
Noir ergueu uma sobrancelha.
— Isso tudo… é de dívidas?
Noele ficou rígida.
— E-eu tentei organizar… mas o antigo senhor… não gostava de ver papéis…
Ela abaixou a cabeça.
— Ele dizia que… as contas não o mereciam…
Silêncio.
O Grimório começou a tremer.
Devagar.
Como um lobo farejando carne fresca.
— Mestre… — a voz saiu rouca, excitada — posso comer isso? Só um pouquinho? Tem cheiro de desespero… eu amo desespero…
Noir segurou o canto da capa antes que ele avançasse.
— Calma. Primeiro eu quero entender o tamanho do problema.
Noele pegou a pasta principal.
As mãos tremiam.
De dentro, puxou um pergaminho enorme.
Grande demais.
Enrolado tantas vezes que parecia uma cobra hibernando.
Quando soltou…
O papel se desenrolou pelo chão.
E continuou.
E continuou.
E continuou.
Como uma língua infinita de condenação.
Noir ficou três segundos em silêncio.
Depois suspirou.
— …Impressionante.
— M-meu senhor…?
— O antigo lorde tinha talento.
Ele apontou para o pergaminho.
— Pra dever. Só pra isso.
Noele respirou fundo.
— O senhor contraiu dívidas com todos os principais clãs demoníacos… três famílias nobres humanas… dois dragões mercadores…
Noir piscou.
— Ele devia até pra dragão?
— Dragões são ótimos para emprestar… — ela murmurou — péssimos para cobrar…
O Grimório abriu a mandíbula lentamente.
— Cada linha disso tem uma maldição pequena… que coisa linda… isso é um banquete temperado…
— Espera — Noir disse. — Quanto é o total?
Noele analisou os números.
Empalideceu.
— Q-quatrocentos e vinte e sete mil moedas de ouro imperiais…
Silêncio absoluto.
A vela quase apagou.
Noir apoiou a mão na testa.
— Então estamos falidos… ilegalizados… e devendo para criaturas que matam primeiro e cobram depois.
— S-sim…
O Grimório abriu o olho central.
Brilhando como um eclipse violeta.
— É um desastre maravilhoso… eu amo isso… é arte…
Noir pegou um contrato aleatório.
— Se eu assumir como novo lorde… herdo tudo?
— Sim… e se rasgar… ou descumprir… podem reivindicar o território… ou sua execução…
Execução.
A palavra não pesou.
Para Noir, aquilo era só… mais um problema logístico.
Nada além disso.
O Grimório se aproximou, sussurrando:
— Mestre… me deixa comer um… só pra testar minha digestão pós-soninho…
Noir analisou um pergaminho específico.
Contrato de Empréstimo — Jhorvanash, mercador dracônico.
A assinatura antiga estava borrada.
No canto…
uma maldição roxa pulsava como mofo vivo.
— Come esse.
O Grimório congelou.
Depois tremeu violentamente.
— AAAAAH… você sabe exatamente como me excitar…
A mandíbula de sombras se abriu.
CHOMP.
O pergaminho sumiu.
Luz roxa explodiu.
A maldição tentou fugir.
O livro mordeu o ar.
Engoliu.
Páginas viraram sozinhas.
Símbolos surgiram queimando.
[Contrato Devorado – Maldição Absorvida]
Redução passiva de dívidas: 0,01%
Resistência a contratos dracônicos +1
Noir cruzou os braços.
— Funciona?
O Grimório arrotou.
Elegante.
Satisfeito.
— Hmmmm… sabor de desespero dracônico envelhecido… sim… funciona… me dê mais.
Noele estava pálida.
— I-isso é ilegal! Maldições contratuais são propriedade privada! Devorar uma é crime grave!
O Grimório respondeu:
— …um crime delicioso.
Noir deu um passo à frente.
A voz saiu fria.
Prática.
— Dívida é lixo acumulado.
Ele olhou para as pilhas.
— E lixo é pra ser limpo.
Silêncio.
Depois:
— Noele. Traga todos os contratos amaldiçoados.
Ela piscou.
— T-todos?
— Todos.
O Grimório começou a vibrar como um gato demoníaco.
— OBRIGADO, MESTRE! EU JURO COMER DEVAGAR— mentira, vou devorar tudo.
Noele recuou…
Mas algo novo surgia dentro do peito.
Esperança.
O novo lorde não bebia.
Não gritava.
Não ignorava problemas.
Ele… resolvia.
Noir observou a sala.
Para ele, aquilo não era um desastre.
Era só uma obra mal gerenciada.
E toda obra ruim tinha solução.
Estalou os dedos.
— Hoje limpamos as dívidas.
Olhou para a janela escura.
— Amanhã começamos a tomar de volta o que é nosso.
O Grimório abriu um sorriso enorme.
Sombras se espalharam pelo chão.
E, do lado de fora…
alguma coisa se moveu nas trevas do Domínio 7.
Como predadores percebendo…
que o cadáver…
tinha voltado a respirar.
Noir, o Lorde Falido do Sétimo Domínio | Light Novel Capítulo 4
Capítulo 4 — A Cozinha das Ruínas
Os corredores do castelo ecoavam como cavernas esquecidas.
Cada passo devolvia o som com atraso, como se as paredes ainda estivessem decidindo se valia a pena responder.
Tochas fracas estalavam.
A chama era pequena demais para um castelo daquele tamanho.
Noir, o Lorde Falido do Sétimo Domínio é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Sombras tremiam nas paredes rachadas, alongadas como dedos de cadáveres tentando agarrar o ar.
Noir caminhava à frente.
Calmo.
Silencioso.
O olhar não vagava.
Calculava.
Cada fissura.
Cada inclinação de pilar.
Cada ponto onde a umidade corroera a pedra.
Seu cérebro classificava tudo automaticamente.
Instinto antigo.
Pedreiro.
Estrutura.
Carga.
Colapso.
Recuperação.
Era quase reconfortante.
Ruínas eram mais honestas que pessoas.
Atrás dele, Noele andava com passos curtos, quase correndo para acompanhar.
As mãos apertavam o pano velho contra o peito.
— A… a cozinha fica logo adiante, meu senhor… — murmurou. — Mas… ela está em condições… lamentáveis.
— O castelo inteiro está — Noir respondeu, sem olhar para trás. — Não é problema.
Ela piscou.
— N-não é…?
— Problema é não fazer nada.
Simples.
Direto.
Sem drama.
As palavras a fizeram vacilar.
O antigo lorde jamais falaria assim.
Jamais pisaria nesses corredores.
Jamais… pareceria tão presente.
Ao lado de Noir, o Grimório flutuava.
A aura roxa pulsava em intervalos lentos, como um coração voltando a bater depois de anos parado.
Então—
— Mestre… — disse uma voz grave e elegante, carregada de sarcasmo — devo dizer que você anda diferente.
Noele travou.
— E-ele… falou?!
— Mais firme. Mais estável. Mais… apetitoso.
O Grimório girou lentamente no ar.
A mandíbula de sombra abriu num sorriso preguiçoso.
— Falo sim, docinho azul. Mas só para quem vale meu tempo.
— PARE de assustar a garota — Noir empurrou o livro de leve.
— Eu? — o Grimório riu baixo. — Nem comecei.
Eles continuaram andando.
— Há quanto tempo o castelo está assim? — Noir perguntou.
Noele demorou alguns segundos.
— Muitos anos, meu senhor…
A voz saiu frágil.
— O lorde… o senhor… vinha piorando. Bebidas. Rituais. Colapsos… Às vezes ficava dias desacordado no trono…
Ela engoliu seco.
— Eu achava que… não fosse acordar mais.
Silêncio.
O Grimório soltou um ruído curioso.
— É. Ele estava bem apagado mesmo. Entre um estado e outro. Quase não senti presença nenhuma por muito tempo.
— Então ele estava doente…?
O livro riu.
— Digamos que a alma dormia fundo demais.
Ele virou o olho para Noir.
— E agora… acordou de um jeito que eu aprecio MUITO mais.
Noele olhou para Noir com cuidado.
Esperança tímida.
— Meu senhor… parece mais forte. Mais presente… como se tivesse renascido.
Noir não respondeu de imediato.
Pensou.
Não sou o antigo dono desse corpo.
Mas isso não importava.
— Eu acordei — disse apenas. — Agora é o suficiente.
Eles pararam diante de uma porta torta.
Noir empurrou.
CRRREEEAK.
O som pareceu um grito cansado.
A cozinha revelou-se.
E era pior do que o resto do castelo.
Caldeirões enferrujados.
Panelas tortas.
Armários quebrados.
Sacos rasgados.
Poeira misturada com fuligem.
Cheiro de mofo pesado.
O ar parecia velho.
Como se ninguém tivesse cozinhado ali há anos.
Noele abaixou a cabeça.
— Perdão… ninguém ficou para cuidar…
Noir observou por alguns segundos.
Silêncio absoluto.
Então:
— Perfeito.
— P-perfeito?!
— Quanto pior o estado inicial… maior a melhora depois.
O Grimório vibrou.
— Mestre… essa filosofia me dá arrepios deliciosos.
Noir ignorou.
Abriu armários.
Sacudiu sacos.
Cheirou ingredientes.
Separou o que ainda prestava.
Movimentos rápidos.
Eficientes.
Sobrevivência básica.
— Vamos improvisar.
Noele observava como se estivesse vendo magia.
— Eu… nunca vi o senhor fazer isso…
— O antigo não fazia. Mal conseguia ficar de pé.
— Verdade absoluta — o Grimório gargalhou. — Ele tropeçava até parado. Noir é muito mais interessante. Muito mais saboroso— de acompanhar em batalha, claro.
Noele ficou vermelha.
Noir começou a cozinhar.
O som do fogo reacendendo.
Água fervendo.
Metal batendo.
O cheiro mudou.
Gradualmente.
De mofo…
para comida de verdade.
Quente.
Simples.
Viva.
O Grimório pairava sobre a bancada.
— Comida… que curiosidade… parece tão… comível…
Ele abriu os dentes.
— Se quiser, posso saborear—
PAF.
Noir fechou o livro com a mão.
— Você só come maldições.
O Grimório tremeu de prazer.
— Tão firme… vai me deixar mimado, mestre.
Minutos depois, dois pratos fumegavam.
Nada luxuoso.
Mas honesto.
Noir colocou um diante de Noele.
Ela arregalou os olhos.
— P-para mim…?
— Come.
Ela segurou o prato como se fosse algo sagrado.
O Grimório recebeu um pedaço queimado, carregado de energia ruim.
— HMMMMM — vibrou. — Isso tem gosto de tragédia. Maravilhoso.
— Chega — Noir disse. — Você come contratos depois.
— Promessas deliciosas…
Enquanto comiam, Noele observava Noir em silêncio.
Ainda tinha medo.
Mas também…
esperança.
Ele era diferente.
Mais humano.
Mais real.
Como um lorde que… realmente pisaria no chão do próprio domínio.
Noir terminou primeiro.
Levantou-se.
— Noele.
Ela quase pulou.
— S-sim!
— Depois, quero relatórios. Dívidas. Fronteiras. Tropas restantes.
A postura dela se endireitou automaticamente.
— Imediatamente, meu senhor!
O Grimório girava animado.
— Finalmente… vamos começar a devorar o mundo.
Noir caminhou para a saída.
— Amanhã começamos a reconstrução.
E, por um instante…
o castelo pareceu ouvir.
Como um corpo morto recebendo o primeiro sopro de ar.
O Sétimo Domínio…
tinha voltado a respirar.
Noir, o Lorde Falido do Sétimo Domínio | Light Novel Capítulo 3
O Senhor do Domínio Morto
Capítulo 3 — O Castelo que se Recusava a Cair
A queda terminou sem dor.
Sem gritos.
Sem impacto violento.
Apenas… silêncio.
Como se a realidade tivesse sido empurrada à força para o lugar certo.
Como madeira antiga encaixando em uma fenda que sempre esteve ali.
Noir, o Lorde Falido do Sétimo Domínio é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Clack.
Noir abriu os olhos.
O teto acima dele era feito de pedra escura, rachada por veios tortuosos. Filetes de magia azulada escorriam pelas fissuras como nervos expostos, pulsando fracos, doentes.
Teias pendiam como músculos necrosados.
Lustres quebrados balançavam devagar.
Tapeçarias rasgadas.
Torres internas inclinadas.
O ar tinha cheiro de poeira… e tempo demais.
A conclusão veio imediata.
Um castelo que já morreu.
Mas que ainda se recusava a cair.
Ele respirou fundo e forçou o corpo a se erguer.
As articulações protestaram.
Pesadas.
Duras.
Erradas.
— …Esse corpo… — murmurou, flexionando os dedos — parece que apodreceu vivo.
A voz saiu rouca.
Não era a dele.
Mas agora… era.
Passos.
Leves.
Cuidadosos.
Quase como alguém atravessando um cemitério.
— M-meu senhor Noir…?
Ele virou o rosto.
Uma garota se aproximava devagar, segurando um balde de madeira velho e um pano já gasto demais para ser chamado de pano.
Olhos azuis grandes.
Assustados.
Cabelos longos azulados que escorriam pelas costas como água noturna.
Frágil.
Sozinha.
— Você… voltou mesmo?
Noir piscou lentamente.
— Suponho que sim.
Ela engoliu seco.
— D-desculpe a aparência do castelo… é que… eu sou a única que restou.
Silêncio.
Ele observou o salão outra vez.
Não era sujeira comum.
Era decadência histórica.
Anos.
Talvez décadas.
Nada ali tinha sido abandonado recentemente.
Aquilo era o resultado de um projeto que falhou… por tempo demais.
E, ainda assim…
Seus olhos percorreram colunas, encaixes, vigas.
Cálculo automático.
Medidas.
Peso.
Distribuição de carga.
Instinto.
Era igual a analisar uma obra mal feita.
— Faz sentido ter sobrado só você — disse, simples.
Antes que a garota — Noele — respondesse…
O espaço ao lado do trono rasgou.
Não houve brilho.
Nem magia elegante.
Foi violento.
Como carne sendo aberta.
BAQUE.
Algo caiu no chão de pedra.
Pesado.
Vivo.
O Grimório.
Veias negras pulsavam pela capa.
A mandíbula de sombra se abriu devagar, revelando presas etéreas.
Lá dentro, um brilho roxo profundo… como o fundo de um abismo.
Noele quase deixou o balde cair.
— E-essa criatura… estava adormecida há décadas… eu nunca vi ela acordar…
O livro girou.
Um olho surgiu no centro da capa.
Abriu.
Observou.
Analisou.
Ignorou.
Então fez um som metálico.
CLNK.
E se deitou aos pés de Noir como um cão fiel.
Noir passou a mão pela capa viva.
Ela pulsou.
Espiras roxas rodopiaram pelo ar.
— Relaxa — disse. — Ele só está com fome.
O castelo inteiro estremeceu quando o Grimório soltou sua primeira respiração.
Um som oco.
Como vento atravessando ossos antigos.
Noele juntou coragem.
— M-meu senhor… o castelo está degradado… os pilares estão fracos… as reservas vazias… os vilarejos sofrem ataques dos humanos… dos outros domínios… e… as dívidas…
A voz morreu no meio.
Vergonha.
Medo.
Fracasso.
Noir apenas assentiu.
— Mostre.
— T-tudo…?
Ele a encarou.
Olhos frios.
Estáveis.
Práticos.
— Se vou reconstruir isso… preciso ver o estrago completo.
O Grimório vibrou.
As páginas se folhearam sozinhas.
Ansioso.
Como um predador sentindo cheiro de sangue.
Noir começou a andar.
Cada passo ecoava pelo salão vazio.
Ele tocava as paredes.
As colunas.
O piso rachado.
E a mente trabalhava sozinha.
Estrutura principal: segura.
Laterais: comprometidas.
Telhado: péssimo.
Vigas internas: fatigadas.
Conclusão:
Recuperável.
Noele corria atrás dele, quase tropeçando.
Eles pararam diante de uma janela quebrada.
O vento frio entrou.
Lá fora…
O Domínio 7.
Campos devastados.
Casas vazias.
Vilas morrendo.
Fogueiras fracas.
Torres desmoronadas.
E patrulhas humanas rondando como hienas esperando a carcaça esfriar.
Noir observou.
Sem choque.
Sem pena.
Apenas cálculo.
O mesmo olhar que usava na Terra ao avaliar prédios condenados.
Só que agora…
Era um reino inteiro.
— Isso dá pra reconstruir.
Noele piscou.
— D-dá…?
O Grimório abriu a mandíbula num sorriso macabro.
— Tudo dá — Noir respondeu. — Com trabalho. Planejamento… e fome suficiente.
O estômago dele roncou alto.
Ele suspirou.
— A cozinha fica por onde?
Ela corou, perdida entre vergonha e desespero.
— P-por aqui… mas… a situação é crítica…
Ele começou a andar.
— Ótimo. Cozinha ruim é mais fácil de consertar do que castelo inteiro.
O Grimório flutuou atrás dele.
Sombrio.
Fiel.
E, pela primeira vez em anos…
Os corredores mortos do castelo ouviram passos firmes.
Determinados.
Passos de alguém que não pretendia herdar ruínas.
Mas reconstruí-las.
Do zero.
Aniplex compra produtora de Mushoku Tensei e fortalece domínio no mercado de animes
A Aniplex, braço da Sony voltado ao entretenimento japonês, anunciou a aquisição total da produtora EGG FIRM, empresa conhecida por estar por trás de sucessos como Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation e DanMachi. Com a operação, a produtora passa a funcionar oficialmente como subsidiária integral da Aniplex.
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- 10 Dicas de Manhwas de Romance Que Todo Fã Deveria Ler (e Que Vão Derreter Seu Coração)
Segundo o comunicado divulgado pela companhia, Nobuhiro Osawa seguirá como presidente da EGG FIRM, garantindo continuidade na liderança criativa e administrativa. A decisão faz parte de uma estratégia para centralizar recursos, otimizar produções e impulsionar o crescimento da indústria de animes.
Parceria antiga e expansão estratégica
Embora a aquisição seja um passo importante, a relação entre as empresas não é recente. Aniplex e EGG FIRM já colaboraram em projetos de grande porte no passado, incluindo a franquia Sword Art Online. A compra oficializa essa parceria e amplia o controle da Sony sobre produções de alto impacto no cenário global de animes.

Studio Bind pode entrar no controle da Aniplex
A movimentação da Aniplex pode ir além da EGG FIRM. Especialistas do setor apontam que o Studio Bind, responsável pela animação de Mushoku Tensei e do protagonista Rudeus Greyrat, também pode futuramente passar para a estrutura da Aniplex.
Atualmente, a EGG FIRM mantém parcerias importantes com o estúdio J.C.STAFF e com a editora AlphaPolis, o que reforça ainda mais o impacto dessa aquisição dentro do mercado de animes online.
Terceira temporada de Mushoku Tensei já tem previsão
Enquanto o mercado se reorganiza nos bastidores, os fãs têm um motivo extra para comemorar. A terceira temporada de Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation está confirmada e tem estreia prevista para julho deste ano, aumentando ainda mais a expectativa em torno da franquia.
Sony amplia influência no mercado global de animes
Com essa consolidação, a Sony — por meio da Aniplex — reforça sua posição como uma das principais forças globais da indústria de animes, controlando estúdios, produtoras e franquias de enorme alcance internacional.
Fonte: X (Twitter)
Crunchyroll atualiza preços de assinatura no Brasil
A Crunchyroll comunicou uma mudança relevante nos valores de seus planos no Brasil. A partir de fevereiro de 2026, os planos Fan e Mega Fan terão novos preços, marcando o primeiro reajuste significativo após o congelamento do plano básico desde 2019.
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Segundo a plataforma, a atualização faz parte da estratégia de ampliar o catálogo global e incorporar novos recursos ao serviço.
Novos valores da Crunchyroll em 2026

Os novos preços entram em vigor a partir de 2 de fevereiro de 2026, sendo aplicados na fatura seguinte ao dia 4 de março. Confira como ficam os planos:
| Plano | Preço anterior | Novo valor mensal | Principais benefícios |
|---|---|---|---|
| Fan | R$ 14,99 | R$ 19,90 | 1 tela, sem anúncios, download offline (novo) |
| Mega Fan | R$ 19,99 | R$ 24,90 | 4 telas simultâneas, Game Vault, download em HD |
| Fan Anual | — | R$ 106,90* | Equivale a R$ 8,90/mês (pagamento único) |
*Valor pago à vista no plano anual.
Plano anual vira alternativa para economizar
Apesar do reajuste, a Crunchyroll passou a oferecer uma opção vantajosa para quem deseja reduzir custos. O plano Fan anual, disponível por R$ 106,90, reduz o valor mensal efetivo para R$ 8,90, sendo hoje a forma mais econômica de assinar o serviço.
Além disso, o plano Fan mensal passou a contar com download offline, recurso que antes não estava disponível nessa categoria.
O que continua incluso na assinatura
Mesmo com os novos preços, os assinantes seguem tendo acesso a:
- Mais de 50 mil episódios de animes
- Lançamentos simultâneos com o Japão
- Perfis múltiplos por conta
- Reprodução sem anúncios
A empresa recomenda que os usuários verifiquem seus e-mails cadastrados para mais detalhes sobre o novo ciclo de cobrança e condições do plano.
Para acompanhar outras atualizações do mundo dos animes e mangás, fique de olho nas seções de notícias especializadas.
Fonte: Crunchyroll
Reencarnei em um Mundo Onde Homens São Obrigados a se Casar Light Novel – Capítulos 4 a 6
Capítulo 4 – A Residência e o Limite
O deslocamento foi rápido demais para Issei processar.
Quando piscou, já estava em outro lugar.
O elevador silencioso se abriu para um corredor elegante, iluminado por luzes suaves embutidas nas paredes. O chão refletia os passos com discrição, quase como se não quisesse ser notado.
Sophia saiu primeiro.
Reencarnei em um Mundo Onde Homens São Obrigados a se Casar é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Confiante. Natural.
— Aqui é provisório. — disse, sem olhar para trás. — Até o governo decidir algo melhor.
Ela passou a mão pela lateral da parede.
A porta se abriu sozinha.
O apartamento era grande.
Grande demais para duas pessoas.
Sofás claros, mesas minimalistas e uma parede inteira de vidro revelando a cidade noturna: torres iluminadas, vias suspensas cortando o céu e drones silenciosos cruzando o horizonte.
Issei parou no meio da sala.
— Isso tudo… é meu?
Sophia tirou os sapatos com calma.
— Nosso.
Ela largou a bolsa sobre a mesa e se virou para ele.
— Você ainda não entendeu sua posição, Issei.
Ele cruzou os braços.
— Então explica.
Sophia caminhou até ele. Cada passo parecia calculado.
— Homens são raros.
— Homens belos são perigosos.
— Homens belos, raros e sem vínculos… causam instabilidade.
Ela parou a menos de um palmo de distância.
— Você precisava ser ancorado.
Issei sentiu a presença dela como uma pressão constante.
— E você se ofereceu?
— Eu me antecipei. — corrigiu. — Outros fariam o mesmo. Com menos paciência.
Ela se afastou e caminhou até a janela.
— O sistema não liga para sentimentos.
— O Estado liga para controle.
— Eu… ligo para vantagem.
Issei respirou fundo.
— Então isso é só estratégia?
Sophia virou o rosto. O olhar afiado o prendeu no lugar.
— Não confunda frieza com indiferença.
Ela se aproximou novamente e ajustou a gola da camiseta dele. O toque foi firme. Íntimo.
— Você era meu aluno.
— Agora é meu marido.
Ela inclinou a cabeça, avaliando a reação dele.
— A transição pode ser confusa.
Issei engoliu em seco.
— E o que… espera de mim?
Sophia sorriu de leve.
— Nada que você não consiga dar.
Ela apontou para o corredor.
— Há quartos separados.
— Por enquanto.
— Por enquanto? — ele repetiu.
— O sistema exige consolidação gradual.
— Vínculo forçado demais… quebra.
Antes de entrar no quarto principal, ela lançou um último aviso:
— Amanhã, o mundo vai começar a puxar você.
Issei ficou sozinho.
O silêncio parecia mais pesado ali do que na sede do governo.
Quando se deitou, a interface surgiu diante de seus olhos:
Vínculo Matrimonial — Estágio Inicial
Convivência Detectada
Estabilidade em Observação
— …no que eu me meti? — murmurou.
Do outro lado da parede, Sophia fechou a porta.
E sorriu.
Não como professora.
Nem como funcionária do Estado.
Mas como alguém que acabara de garantir uma peça rara…
Antes que o mundo percebesse o valor real dela.
Capítulo 5 – O Primeiro Dia Como Marido

A luz do sol atravessava a parede de vidro quando Issei acordou.
Por um instante, tudo pareceu normal.
Silêncio confortável.
Ar climatizado.
Uma cama grande demais para uma pessoa só.
Então ele lembrou.
Levantou-se devagar.
A camiseta preta estava dobrada na cadeira, impecável. Ele não lembrava de ter feito aquilo.
Na cozinha, encontrou Sophia.
Descalça.
O vestido roxo ainda marcava sua presença imponente, mas o cabelo solto deixava o ambiente menos formal — sem tirar sua autoridade.
— Bom dia. — disse ela, servindo café.
— Bom dia…
Ela empurrou a xícara em sua direção.
— Você dormiu melhor do que esperava.
— Isso é um bom sinal.
Issei tomou um gole.
— Ainda parece irreal.
Sophia apoiou o cotovelo na bancada.
— Acostume-se.
— O mundo não vai desacelerar por você.
A porta se abriu automaticamente.
Três mulheres entraram em perfeita sincronia.
Os uniformes institucionais haviam sido substituídos por roupas de maid chamativas, feitas para causar impacto imediato: vestidos justos, saias curtas, aventais decorativos e meias até a coxa.
A loira usava branco com detalhes dourados, sorriso doce demais para ser inocente.
A ruiva vestia preto e vermelho, olhar provocador sem disfarces.
A morena mantinha preto com prata, expressão séria e sensualidade controlada.
Issei piscou.
— …isso também faz parte do protocolo?
— Sim, senhor Issei. — disse a loira. — Uniformes aprovados pelo Comitê de Estabilidade Masculina.
— Homens respondem melhor a ambientes visualmente agradáveis. — completou a ruiva.
— Os índices de cooperação aumentam consideravelmente. — concluiu a morena.
— Claro que aumentam. — murmurou Issei.
Sophia observava tudo com interesse contido.
— Hoje será sua primeira exposição pública como marido registrado.
Um holograma surgiu:
TESOURO NACIONAL CONFIRMADO
BELEZA 99,9% — CASADO
QUEM É A ESPOSA?
Issei sentiu o estômago apertar.
— Eles falam de mim como se eu fosse um prêmio.
Sophia pousou a mão em seu ombro.
— Porque agora você é.
— A diferença é que não está sozinho.
A interface apareceu:
Sistema de Poligamia Suprema — Monitoramento Ativo
Sugestão: Preparar Próxima União
— Já? — Issei suspirou.
A ruiva sorriu.
— Sempre é rápido quando o produto é valioso.
Sophia lançou um olhar frio.
— Ainda não.
Ela voltou-se para Issei.
— Aproveite o dia.
— Amanhã, você começa a entender o custo real de ser desejado.
Pela primeira vez, ele percebeu:
Ser protegido
e ser cobiçado
eram praticamente a mesma coisa.
Capítulo 6 – O Tabuleiro Invisível

O café já tinha esfriado quando o primeiro aviso surgiu.
Nível de Interesse Externo: ALTO
— Isso é rápido demais. — murmurou Issei.
— O registro ultrapassou o alcance esperado. — explicou a maid morena.
Hologramas surgiram no ar:
MINISTÉRIO DA CULTURA
CONSÓRCIO GENÉTICO
CASAS INFLUENTES
— Eles não perdem tempo.
— Mulheres com poder não costumam perder. — sorriu a ruiva.
Sophia cruzou os braços.
— Era esperado.
Issei passou a mão pelos cabelos.
— E agora?
— Agora começam os testes.
— Convites calculados.
— Aparições públicas.
— Tentativas indiretas.
Ela falou baixo:
— Primeiro, medem o quanto você cede.
Nova notificação:
Evitar Desequilíbrio Social
Avaliar Compatibilidades
— Até o sistema parece com medo.
— Não é medo. — disse a loira. — É prevenção.
— Muitos homens quebram quando são desejados demais. — completou a ruiva.
Sophia deu um passo à frente e colocou a mão no peito de Issei.
— Por isso você não vai ceder sozinho.
A interface respondeu:
Autoridade Conjugal — Sincronização Ativa
Influência da Primeira Esposa: ALTA
— Então eu não escolho nada?
Sophia sorriu de canto.
— Escolhe.
— Mas com calma.
A última projeção surgiu:
INTERESSES DETECTADOS
Setor Político
Setor Militar
Setor Cultural
Setor Religioso
Issei observou em silêncio.
— Isso não é um casamento…
— É um tabuleiro.
— Bem-vindo ao jogo. — respondeu Sophia.
Antes de sair, ela deixou o aviso final:
— Amanhã, você fará sua primeira aparição pública.
A interface exibiu:
Próxima Decisão Importante Detectada
Preparação Recomendada
Issei não sabia quem viria.
Mas sabia que, a partir daquele momento…
Cada olhar dirigido a ele
carregava intenção.
Reencarnei em um Mundo Onde Homens São Obrigados a se Casar Light Novel – Capítulos 1 a 3
Capítulo 1 – O Mundo Onde os Homens Não Trabalham
Issei despertou com uma sensação estranha.
Conforto demais.
O chão era liso. O ar, limpo. O silêncio, absoluto.
Abriu os olhos devagar.
Reencarnei em um Mundo Onde Homens São Obrigados a se Casar é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Um teto branco. Luz suave. Nenhuma dor no corpo.
— …isso não é hospital. — murmurou.
Sentou-se.
Estava vestido com suas roupas de sempre: camiseta preta, calça preta. À sua frente, três mulheres o observavam em silêncio.
Nenhuma parecia surpresa.
Duas usavam ternos claros, postura rígida, com tablets flutuando ao lado do corpo. A terceira, no entanto, era diferente.
Alta. Elegante. Dominante.
Vestia um vestido roxo justo, com um decote nada discreto e uma abertura lateral que revelava a perna com naturalidade calculada. Uma choker preta adornava seu pescoço. Os longos cabelos negros caíam lisos sobre os ombros, e seus olhos o analisavam como se ele fosse… um recurso raro.
— Confirmação visual completa. — disse uma das funcionárias.
— Beleza dentro dos parâmetros críticos.
Issei piscou.
— …críticos?
A mulher de roxo deu um passo à frente. O salto ecoou pela sala.
— Issei. — disse com firmeza. — Você entende a gravidade da sua existência?
A voz era autoritária. Familiar.
Ele franziu o cenho.
— …Sophia?
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Vejo que a memória sobreviveu à transição.
Fragmentos de lembranças surgiram: a vida anterior, o cansaço, a chuva, o ônibus… e então o vazio.
— Onde eu estou? — perguntou.
— Bem-vindo à Federação Central de Aurelion. — respondeu uma funcionária.
— Proporção populacional: um homem para cada trinta mulheres.
Silêncio.
— …repete isso.
— Um. Homem. Para. Trinta. Mulheres.
Sophia cruzou os braços.
— Neste mundo, homens não trabalham.
— Não pagam impostos.
— Recebem subsídio vitalício.
Ela se inclinou levemente.
— Em troca, cumprem seu dever social.
Um holograma surgiu no ar.
DECRETO DE PRESERVAÇÃO MASCULINA
OBRIGAÇÃO ANUAL: CASAMENTO
Issei riu.
— Tá… sonho lúcido. Quanto tempo até eu acordar?
Ninguém riu.
Outro holograma apareceu.
AVALIAÇÃO BIOMÉTRICA — BELEZA: 99,9%
STATUS: TESOURO NACIONAL POTENCIAL
Sophia sorriu de canto.
— Homens com essa avaliação costumam desaparecer.
— Ou causar crises diplomáticas.
— Ou guerras matrimoniais.
Ela apontou para ele.
— Por isso, eu serei a primeira esposa.
Uma presença se ativou dentro dele.
Sistema de Poligamia Suprema — Ativação Condicional
Requisito: Primeiro Casamento Registrado
Sophia inclinou a cabeça.
— Você recusa?
Issei abriu a boca. Nenhuma palavra saiu.
— Ou o mundo decide por você.
Capítulo 2 – Ativação do Sistema

O holograma flutuava diante dele:
TEMPO RESTANTE: 14 DIAS
— E se eu não escolher? — perguntou.
— O Estado escolherá. — respondeu a morena.
— E isso raramente termina bem. — completou a ruiva.
Sophia sorriu.
— Até o sistema é mais educado que você.
A interface mudou. Cartões surgiram no ar: arquétipos, recompensas, compatibilidade.
— Isso parece um jogo.
— Não. — Sophia respondeu. — Um contrato.
— Registrem minha candidatura manual.
Os cartões desapareceram.
Restou apenas:
SOPHIA — ESCOLHA MANUAL
A voz ecoou na mente de Issei:
Primeira Parceira Selecionada
Um botão dourado surgiu.
CONFIRMAR CASAMENTO
— Seu status social será alterado permanentemente. — avisou a morena.
— Mas as recompensas são boas. — disse a ruiva.
— E você ficará protegido. — completou a loira.
Issei respirou fundo… e tocou a interface.
CASAMENTO REGISTRADO COM SUCESSO
SISTEMA ATIVADO
O chão tremeu.
Sophia abriu os olhos com satisfação.
— Agora… você é oficialmente meu.
Capítulo 3 – Primeiras Recompensas

Luz dourada se espalhou pela sala.
O corpo de Issei aqueceu.
Não era dor. Era ajuste.
Recompensa de Primeiro Casamento Concedida
— Seus parâmetros vitais aumentaram. — explicou a morena.
— Você ficou melhor. — sorriu a ruiva.
Nova notificação:
Autoridade Conjugal – Nível 1
Esposas reconhecem instintivamente sua posição central
Sophia aproximou-se.
— O sistema não cria poder. Ele formaliza o que já existe.
— E o que existe?
— Influência.
Outro aviso:
Consorte Central de Sophia
Proteção Estatal: ATIVA
— Nenhuma instituição pode tocá-lo. — disse a loira.
— Sem passar por mim. — completou Sophia.
Um alerta surgiu:
Beleza 99,9% — Atenção de Alto Nível Detectada
— Ministérios. Famílias influentes. — listou a morena.
— Mulheres poderosas. — concluiu a loira.
Sophia sorriu.
— Relaxe. Ainda não é a hora.
Ela virou-se para ele.
— Você vem comigo.
Antes de desaparecer, a interface mostrou:
Próximo Marco: Vínculo Estável Necessário
Issei não sabia o que aquilo significava.
Mas tinha certeza de uma coisa:
Nada naquele mundo seria simples.
Maplestar lança animação +18 de Denji e Reze inspirada em Chainsaw Man
O animador Maplestar voltou a chamar atenção nas redes sociais ao divulgar trechos de sua mais nova animação baseada no universo de Chainsaw Man. Desta vez, os personagens em destaque são Denji e Reze, diretamente do arco “Reze Arc” apresentado no filme da franquia.

Conhecido por sua fidelidade visual, o artista recriou uma das cenas mais marcantes da história: o encontro dos dois durante uma noite chuvosa na escola. No entanto, ao contrário da versão original, onde os acontecimentos logo se tornam trágicos, Maplestar decidiu alterar a sequência dos fatos, dando à cena um tom mais voltado ao público adulto.
O estilo artístico do criador já se tornou sua marca registrada, principalmente por reproduzir com precisão os traços e a atmosfera dos animes populares. Isso faz com que muitos espectadores cheguem a confundir suas animações com produções oficiais.
Grande parte da fama de Maplestar veio de seus trabalhos voltados ao público +18, utilizando personagens conhecidos como Makima, Yor Forger e Marin Kitagawa. Essas animações ajudaram a consolidar seu nome nesse segmento específico da comunidade otaku.
Além do impacto visual, o novo projeto também reacende discussões sobre o reconhecimento de artistas independentes e a importância de apoiar criadores que produzem conteúdo autoral fora dos grandes estúdios.
I.ADORE revela visual e estreia animações em janeiro: o que realmente importa
Um prólogo que já define tom e ambição
O primeiro visual oficial e o vídeo prólogo lançados pela equipe não são meros teasers: funcionam como manifesto estético. Nele, nove silhuetas aparecem e a narrativa é apresentada como um “festival” de idols que disputam espaço político e cultural em um Japão alternativo. Esse posicionamento foi confirmado pela divulgação oficial e pela publicação do prólogo no canal do projeto.
Por que o visual importa mais que o figurino

O design — assinado por ilustradores ligados ao projeto — mistura referências tradicionais e pop contemporâneo, sinalizando que I.ADORE quer dialogar tanto com fãs de idols quanto com públicos que buscam narrativas com subtexto social. Visual forte = material para fanarts, clipes virais e campanhas em redes.
Curtas semanais: formato pensado para o consumo atual
A estreia em 30 de janeiro, com episódios curtos lançados às sextas-feiras, é uma estratégia clara: manter atenção contínua e facilitar o compartilhamento em plataformas como YouTube e X. Curtas permitem experimentação musical e visual sem exigir do público o compromisso de uma série longa.
Exemplo prático: engajamento e monetização
Projetos como Hypnosis Mic mostraram que batalhas musicais geram streams, shows e merchandising. I.ADORE segue essa lógica: cada curta pode virar single, performance ao vivo ou produto de licenciamento, ampliando receitas além da animação.
Narrativa: idols como vozes políticas
A proposta de transformar idols em representantes de ideologias cria camadas narrativas raras no gênero. Em vez de competir apenas por fama, os personagens disputam narrativas sobre liderança, identidade e poder — o que abre espaço para debates e análises críticas entre fãs e mídia.
Como isso afeta a recepção crítica
Críticos tendem a avaliar não só a qualidade musical e visual, mas também a coerência temática: será que a obra equilibra entretenimento e comentário social sem cair em didatismo? As primeiras reações mostram curiosidade e cautela, com atenção especial ao roteiro e à direção musical.
O que observar nas próximas semanas
- Calendário de lançamentos semanais e singles associados;
- Reações da comunidade: fanarts, teorias e remixes que indicarão engajamento real;
- Eventos ao vivo e parcerias musicais que transformarão o projeto em franquia.
Veja também:
Patlabor EZY: por que a volta da Polícia Móvel importa mais do que você imagina
Um retorno pensado para a tela grande
O projeto Patlabor EZY não é apenas mais uma releitura: é uma aposta em cinema para revigorar uma franquia cult. O anime será exibido como três filmes — File 1, File 2 e File 3 — que cobrem oito episódios no total. As duas primeiras partes (File 1 e File 2) chegam em formato omnibus, com histórias fechadas; já File 3 promete um arco em duas partes que encerra a trama. Essas decisões de formato foram divulgadas pela equipe e confirmadas pelo site oficial.
O calendário que muda a experiência do fã
A estratégia de lançamento é escalonada: a estreia começa em 15 de maio de 2026, segue com a segunda parte em 14 de agosto de 2026 e conclui com File 3 em março de 2027. Esse espaçamento permite que cada filme tenha vida própria nas salas e gere conversas entre os fãs, além de facilitar campanhas de marketing segmentadas.
O que muda na narrativa e na produção
Personagens e tom: familiar, mas renovado
Fontes da produção indicam que, embora o núcleo de personagens mantenha a essência clássica, os designs e a equipe técnica apresentam diferenças intencionais em relação a projetos anteriores — uma tentativa de equilibrar nostalgia e modernidade. Isso sugere que o público veterano encontrará referências reconhecíveis, enquanto novos espectadores terão uma porta de entrada mais contemporânea.
Formato cinematográfico como vantagem criativa
Transformar episódios em filmes permite cortes de ritmo e montagem pensados para a sala escura: cenas de ação ganham impacto, trilha sonora e mixagem sonora são otimizadas para sistemas de cinema, e a experiência coletiva reforça o apelo do mecha como espetáculo visual.
Como isso afeta fãs, críticos e o mercado de anime
Para fãs, a expectativa é dupla: revisitar personagens queridos e descobrir novas camadas narrativas. Para críticos, o desafio será avaliar se a adaptação para cinema preserva a coerência dos episódios originais. Para distribuidores, o modelo fragmentado amplia janelas de exibição e potencial de receita — especialmente se cada filme funcionar como evento.
Exemplos práticos do impacto
- Engajamento social: trailers e teasers entre as estreias mantêm o público engajado por meses.
- Merchandising: três lançamentos geram oportunidades repetidas para produtos temáticos.
- Festivais e exibições especiais: File 1 pode estrear em festivais regionais antes da exibição comercial, ampliando o buzz.
Últimos sinais antes da estreia
A equipe segue em produção completa e já divulgou teasers, elenco e novos visuais, o que indica um cronograma firme rumo às datas anunciadas. A expectativa é que Patlabor EZY reforce a relevância da franquia no cenário contemporâneo do anime.
