Capítulo 2 — O Salgueiro Mutante Mais Desesperado da Floresta
Descrição do Protagonista (versão arbórea)
🌿 Arthur Silva (atualmente: Salgueiro Mutante Nível 0)
Agora na forma de um pequeno salgueiro mutante, Arthur mede cerca de 1,3 metro de altura. Seu tronco é fino, com uma casca acinzentada marcada por rachaduras frágeis que denunciam sua recente transformação. As folhas são verde-claras, pequenas e caem com facilidade — talvez reflexo de estresse ou pura frustração existencial.
Salgueiro Supremo: Reencarnei Como Árvore e Ainda Quero um Harém é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Suas raízes se estendem apenas 12 centímetros sob a terra, com a grossura de um dedo e uma sensibilidade surpreendente. Sua movimentação é limitada: apenas os galhos finos e as folhas tremulam, seja com o vento ou com um esforço de vontade quase desesperado. Quando irritado, as folhas caem em cascata; quando sente medo, os galhos tremem involuntariamente.
Apesar da nova forma vegetal, Arthur mantém seu jeito humano — pensa, reclama e faz piadas ruins com sotaque paulista, tentando equilibrar drama e humor para não enlouquecer enraizado no meio do nada.
Arthur tentou respirar fundo.
Mas lembrou: árvores não têm pulmões.
“Ok… calma… eu só virei uma madeira consciente. Dá pra lidar.”
O céu acima era um azul profundo, atravessado por galhos de outras árvores gigantes. O chão cheirava a musgo, terra úmida e… cocô de algum bicho.
Ele tentou mexer os “braços” — dois galhos magrelos e flácidos.
Nada glamouroso.
[Notificação]: 1 ponto de energia obtido por fotossíntese.
Status: levemente menos inútil.
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— Hahah… olha só… virei uma placa solar com sentimento.
Ele percebeu algo curioso: não tinha pulsação, mas sentia água correndo pelas raízes, como se fosse sangue vegetal.
Cada gota era deliciosa.
“Será que isso é o que plantas chamam de café?”
De repente, algo cutucou sua raiz.
Crunch… crunch…
Arthur tentou olhar — lembrou que não tinha pescoço.
Logo sentiu: um coelhinho peludo, com chifres minúsculos, mastigava casualmente sua raiz como se fosse cenoura.
— Ei, ei, ei! Isso é minha perna, irmão!
O Sistema respondeu frio:
⚠ Raiz sendo danificada. Perda de integridade -1%
Arthur entrou em pânico.
Concentrou todas as forças mentais.
Uma raiz tremeu.
Outra se moveu…
E então —
TAP!
A raiz chicoteou o coelho no focinho.
O animal voou meio metro para trás, olhou ofendido e fugiu berrando.
[Você usou: Movimento Radicular (Lv.0.1)]
+1 ponto de experiência.
+Você descobriu que árvores podem bater em coelhos.
Arthur ficou em silêncio.
— Eu… eu deu um chutão num coelho… com meu próprio pé de raiz…
Pausa.
Uma folha caiu dramaticamente.
— Mãe… eu virei uma árvore agressiva.
O vento soprou.
A floresta parecia rir.
Mas junto com o vento… ele sentiu outra coisa.
Cheiro de sangue.
O chão tremia.
Algo grande estava se aproximando.
