Reencarnei Como Vampiro… Agora o Mundo Inteiro Quer Minha Cabeça | Light Novel 1–3

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Capítulo 1

O Jogador Que Sonhava com um Reino

No Rio de Janeiro, entre sirenes distantes e buzinas impacientes, vivia um jovem que havia aprendido a escapar da realidade.

Não através de amigos.
Não através de ambições.

Mas através de mundos que existiam apenas na tela.

Seu nome era Issei Takahara.

Ele não era herói.
Não era soldado.
Muito menos um prodígio destinado à grandeza.

Era apenas… um jogador.

Dormia de dia. Jogava à noite.

Enquanto a cidade fervilhava sob o sol, ele explorava reinos sombrios em seu Skyrim modificado com mais de 400 mods. Necromancia. Clãs vampíricos. Construção de castelos. Economia própria. Política. Guerra civil. Sistemas complexos de poder.

Tudo que o mundo real não oferecia… ele encontrava ali.

Seu quarto apertado era iluminado apenas pela luz fria do monitor. Caixas de pizza vazias se acumulavam ao lado da escrivaninha. Latas de energético tombadas decoravam o chão. Na parede, um pôster rasgado de “Vampire Lord – Dawnguard Edition” resistia, preso por fita adesiva.

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Enquanto outros sonhavam com faculdade, viagens ou relacionamentos…
Issei sonhava com algo diferente.

Um reino.

Servos.
Magia.
Poder absoluto.

Naquela noite, às 22h47, ele pausou o jogo.

O estômago roncou alto.

— “Lanço uma magia de invocação de pizza.” — murmurou, rindo sozinho.

Vestiu o moletom cinza, desceu as escadas do prédio e caminhou até a pizzaria da esquina.

Uma caixa grande. Borda recheada.

Voltou com ela nos braços, sentindo o cheiro quente do queijo subir como promessa de felicidade. Sorriu.

Talvez… a única coisa boa do mundo real.

Foi então que aconteceu.

Dois carros cruzaram a esquina em alta velocidade.

Gritos.

Vidros estilhaçando.

Um disparo perdido cortou o ar — e atravessou a rua.

A pizza caiu.

Ele também.

O mundo silenciou.

Não houve luz branca.
Nenhum anjo.
Nenhuma explicação.

Apenas frio.

O frio mais real e cortante que já sentira.

Seu corpo tremia.

Abriu os olhos.

Não havia asfalto.
Nem postes.
Nem prédios.

Apenas neve.

Floresta escura.

Um céu cinzento, sem sol.

Ele tentou respirar. Uma névoa branca escapou de seus lábios. O ar queimava os pulmões.

— “O que… onde…?”

Tentou pegar o celular.

Sem sinal.
Sem bateria.
Talvez… sem realidade.

Seus pés afundavam na neve. As mãos ardiam. Cada sopro do vento parecia uma lâmina invisível cortando sua pele.

Tinha fome.

Mas não de pizza.

Era uma fome estranha. Profunda. Como se algo dentro dele estivesse vazio.

Caminhou sem rumo.

Árvores altas como sentinelas. Corvos empoleirados observando em silêncio. O uivo distante de lobos.

Quando o corpo finalmente cedeu, ele caiu de joelhos na neve.

Mãos vermelhas.
Rosto pálido.
Respiração fraca.

Estava vivo.

Mas lentamente… desistindo.

Foi então que sentiu.

No fundo do peito.

Um pulsar.

Como se um segundo coração — silencioso, antigo — tivesse despertado junto a uma dor desconhecida.

Não era magia.

Não era fome comum.

Era algo… sombrio.

Mas ele não entendeu.

Apenas fechou os olhos.

E o mundo novo, cruel e gelado… o acolheu.

Capítulo 2

A Vila nas Montanhas do Norte

O frio já havia apagado quase todo pensamento de Issei.

Seu corpo não reagia mais. A neve o cobria lentamente, como um véu branco — como se a própria terra o aceitasse.

Então…

Passos.

Quebrando o silêncio da floresta.

Um homem alto, coberto de peles grossas, arco nas costas e olhar atento, parou diante do corpo quase congelado.

Ele franziu o cenho.

— Humano? Aqui?

Tocou o rosto de Issei.

Frio demais.

Mas o peito ainda subia e descia. Fraco.

Sem dizer mais nada, ergueu-o como quem carrega um animal ferido — e o levou.

Quando Issei abriu os olhos novamente, não viu neve.

Viu madeira.

Um teto irregular com estalactites congeladas pendendo como dentes de gelo. Uma lareira crepitava próxima.

Estava deitado sobre palha quente, coberto por peles de urso.

Do lado de fora, vozes.

Um vilarejo.

Casas de pedra e madeira. Chaminés soltando fumaça espessa. Crianças correndo entre galinhas e cães.

O som de martelos na forja.

Risos.

Cheiro de sopa quente.

Um homem estava sentado perto da porta, afiando uma lâmina.

— Finalmente acordou. Pensei que fosse virar estátua de gelo.

Issei tentou falar, mas a garganta queimava.

— Onde… onde estou?

— Vila de Draegor. Montanhas do Norte. Se não fosse por mim, já estaria morto.

Issei ficou em silêncio.

Olhou para as próprias mãos ainda trêmulas.

Olhou para o fogo — o calor doía.

Sobre a mesa, um prato.

Sopa de carne. Pão escuro. Água.

Comeu devagar no início.

Depois… faminto.

Mas quanto mais comia, mais percebia algo errado.

A fome não passava.

Era como beber água salgada.

— Você é de onde? Não parece de lugar nenhum que eu conheça. — perguntou o homem.

“Rio de Janeiro” não significava nada ali.

— De… longe.

O homem resmungou.

— Então escuta. Se quer viver… aprenda rápido.

Ele jogou mais lenha na lareira.

— Neste mundo, quem é fraco morre. Quem confia demais morre. E quem é vampiro… é caçado até a última gota de sangue.

Um arrepio percorreu Issei.

Não era do frio.

— Vampiros?

— Não diga esse nome alto. Existem bestas noturnas. Monstros que bebem sangue. Igrejas que queimam até a sombra deles. Se algum for encontrado aqui… a vila toda pode ser massacrada.

Silêncio.

Issei levou a mão ao peito.

O pulsar estranho ainda estava lá.

À noite, deitado sobre a palha, ele mal conseguiu dormir.

Tossia.

Sentia frio mesmo com três mantos.

Mas também…

Ouvia.

Batimentos cardíacos.

O coração de Aldren.

O gotejar de água.

O fogo ardendo como se estivesse dentro de sua cabeça.

Não era normal.

Mas ele fingiu que era febre.

Lá fora, a lua cheia brilhava sobre Draegor.

E na escuridão da floresta…

Algo uivou.

Longo. Faminto. Antigo.

Issei apenas fechou os olhos e tentou dormir.

Capítulo 3

O Sangue que Desperta

O amanhecer chegou frio como lâmina.

Draegor despertava sob fumaça e neve rangendo sob botas.

Issei saiu da casa de Aldren com passos lentos.

Crianças corriam. Ferreiros batiam metal. Comerciantes gritavam preços de pele, sal e peixe seco.

Parecia pacífico.

Mas não era.

Ao olhar para as pessoas, percebeu algo perturbador.

Conseguia ouvir seus corações.

O sangue correndo nos pulsos.

O cheiro… quente. Metálico. Vivo.

Ele piscou.

Devia ser fome.

— Ei. — Aldren chamou, entregando-lhe um machado pequeno. — Se quer continuar respirando, vai aprender a cortar lenha.

Issei pegou o machado.

Frio. Pesado.

Cortou tronco após tronco até os braços queimarem.

Então, uma mulher se aproximou.

— Você é o forasteiro que Aldren encontrou?

Ele virou.

Era bonita, mas não frágil. Olhos atentos. Mãos calejadas de preparar bandagens e rezas.

— Eu sou Maelia, sacerdotisa do Santuário de Lys. Se precisar de ervas ou tratamento… me procure.

Ele apenas acenou.

No fim da tarde, sinos tocaram.

— Lobos na floresta! Um caçador está ferido!

Aldren praguejou.

— Fique aqui.

Mas Issei foi.

O homem ferido estava no chão. Sangue escorrendo do ombro. Três marcas de mordida profundas.

Maelia pressionava panos.

— A veia foi rompida!

Issei sentiu o coração disparar.

Não de medo.

De fome.

O cheiro do sangue era viciante.

Quente. Forte.

Deu um passo para trás.

— Ei! — Aldren o empurrou.

Issei caiu de joelhos. Visão turva.

E então…

Sem perceber…

Murmurou palavras que não eram portuguesas.

Nem latinas.

Nem humanas.

“Sii… Lahk Vol.”

Por um instante…

O sangue desacelerou.

Maelia arregalou os olhos.

Aldren congelou.

— O que foi isso?

Issei respirava com dificuldade.

Ele não sabia.

Não era magia comum.

Não era milagre.

Era algo mais antigo.

Maelia se aproximou.

— Quem… ou o que é você?

Issei não respondeu.

No fundo do peito…

O pulsar bateu mais forte.

Como se algo dentro dele tivesse acabado de despertar.

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