CAPÍTULO 6 – O RENASCIMENTO DE VERDEVALE
A névoa que cobria Verdevale havia se dissipado completamente.
O sol do meio-dia brilhava sobre os telhados improvisados, iluminando os rostos cansados dos camponeses. O ar ainda carregava o cheiro de madeira queimada e ferro… mas, pela primeira vez, havia algo diferente no ar.
O Último Herdeiro de Verdevale é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Havia orgulho.
Pela primeira vez em muitos anos, Verdevale havia resistido.
Sem exércitos.
Sem muralhas.
Sem ajuda externa.
Apenas com inteligência… e coragem.
No centro da praça, Renato permanecia de pé diante de dezenas de habitantes reunidos. Sua capa verde rasgada balançava suavemente ao vento. Seus olhos, serenos e determinados, observavam cada rosto com atenção silenciosa.
Líria estava ao seu lado, os cabelos azuis bagunçados pela batalha, mas com a expressão firme e orgulhosa — quase como um símbolo da nova era que começava a nascer.
Um camponês idoso, apoiado em um bastão, deu um passo à frente.
— Senhor Renato… nunca pensei que veria Verdevale lutar de novo. Muitos de nós fugimos anos atrás… outros ficaram esperando um salvador que nunca veio. Mas hoje… — sua voz tremeu enquanto fitava a multidão — hoje nós lutamos por nós mesmos.
Renato não sorriu. Apenas assentiu, firme.
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— Não foi por mim. Foi por vocês. Verdevale só renascerá quando cada um aqui entender que esta terra pertence a quem a defende.
Hoje foi só o primeiro passo.
O murmúrio de aprovação se espalhou como fogo pela multidão.
A Reconstrução Começa
Mais tarde, dentro da velha cabana que servia de quartel improvisado, Renato analisava mapas sobre uma mesa rachada. Líria entrou carregando uma pilha de relatórios escritos à mão.
— Jovem mestre, fizemos a contagem dos mantimentos e das armas recuperadas. Dos trinta bandidos, quinze foram capturados vivos. O restante… está sendo enterrado fora dos limites.
Renato folheou os papéis com atenção.
— E os prisioneiros?
— Alguns querem negociar… outros estão aterrorizados. Um deles é ferreiro.
Renato parou.
— Um ferreiro…
Na vida passada, ele lera inúmeras histórias em que pequenos detalhes se tornavam pilares de impérios.
Sem armas, não havia defesa.
Sem defesa, não havia futuro.
— Tragam o ferreiro até mim.
O Ferreiro Gunnar
Pouco depois, um homem de ombros largos foi conduzido até a cabana.
A barba desgrenhada e as mãos marcadas contavam longos anos de trabalho pesado.
— Seu nome? — perguntou Renato.
— Gunnar. Era ferreiro em Nortvald… antes de me juntarem a esse grupo de desgraçados.
Renato o observou atentamente. Sua habilidade despertou — e uma janela invisível surgiu diante dele:
Nome: Gunnar Velt
Profissão: Ferreiro Veterano
Lealdade: 21/100
Habilidade Técnica: Alta
Afinidade com Terras: Média
Renato manteve a voz firme:
— Gunnar, eu poderia enforcá-lo amanhã. Mas tenho outra proposta. Trabalhe para mim. Forje armas para Verdevale. Em troca… terá comida, teto e uma nova chance de viver como homem livre.
O ferreiro estreitou os olhos.
— Você é só um garoto com uma capa velha. Por que eu acreditaria?
Renato se inclinou, encarando-o sem medo.
— Porque um garoto com uma capa velha… acabou de fazer trinta homens armados correrem.
Imagine o que faremos com um ferreiro ao nosso lado.
Silêncio.
Então Gunnar soltou uma risada baixa.
— Você é ousado. Muito bem… aceito. Mas quero uma forja de verdade. E carvão. Muito carvão.
— Você terá. — respondeu Renato.
E assim, o primeiro novo servo oficial do renascido território de Verdevale foi recrutado.
Dias de Transformação
Nos dias seguintes, tudo mudou rapidamente.
Os prisioneiros perigosos foram enviados para trabalhos forçados na pedreira abandonada.
Os mais úteis receberam propostas semelhantes à de Gunnar.
Inspirados pela vitória, alguns camponeses se voluntariaram para formar as primeiras patrulhas locais — mesmo sem qualquer treinamento militar.
Renato organizou todos em grupos de cinco, nomeando líderes temporários e distribuindo tarefas:
defesa, construção, agricultura, extração de madeira.
Cada nome era anotado em um livro improvisado.
O primeiro registro administrativo da nova Verdevale.
A Luz Sobre Verdevale
Numa noite tranquila, enquanto Líria acendia lanternas na praça, Renato subiu a colina onde um mastro improvisado sustentava a bandeira esgarçada.
Lá de cima, ele observava o vilarejo.
Ainda pequeno.
Ainda frágil.
Mas vivo.
O som de martelos, risadas, fogueiras e crianças brincando preenchia o ar. A paisagem não era mais desolada.
Líria se aproximou com duas canecas de chá quente.
— Você não descansa, não é?
Renato aceitou a bebida, sorrindo de leve.
— Descansar… é luxo de quem já venceu. Eu estou só começando.
Ela sentou ao lado dele.
— Todos falam sobre você, sabia? Dizem que Verdevale encontrou um verdadeiro senhor.
Renato olhou para o céu estrelado.
— Um verdadeiro senhor não é quem tem um castelo… mas quem faz seu povo acreditar.
Sombras no Leste
Longe dali, nas muralhas do Ducado de Astoria, um falcão pousou no parapeito.
Um soldado retirou a cápsula presa à perna da ave e correu até o salão principal.
Duque Merivold abriu o relatório e leu em silêncio:
— O jovem herdeiro resistiu ao ataque de bandidos.
— Organizou civis como força defensiva.
— Rejeitou nossa proposta e consolidou liderança.
— Recrutou prisioneiros e iniciou estrutura administrativa.
Os olhos do duque brilharam entre irritação e curiosidade.
— Então ele não é um idiota… é um problema.
Um conselheiro se aproximou.
— Devemos enviar tropas para “ajudar”? Ou… eliminar?
Merivold fechou o pergaminho com força.
— Nem um, nem outro. Ainda não. Verdevale está renascendo…
E eu quero ver até onde esse garoto vai antes de esmagá-lo.
Atrás dele, linhas imperiais começaram a se mover no mapa.
O Império também ouvira os rumores.
O Plano de Renato
De volta a Verdevale, Renato escrevia à luz fraca de uma lamparina:
Fase 1: Estabilização — concluída.
Fase 2: Infraestrutura e Defesa.
Fase 3: Desenvolvimento Econômico.
Fase 4: Diplomacia ofensiva.
Seus olhos brilharam.
— Eles pensam que sou só um garoto com sorte…
Mal sabem que eu já tracei o caminho inteiro.
Naquele momento, os primeiros alicerces do futuro Reino de Verdevale estavam lançados.
