O último herdeiro de Verdevale – Light Novel cap 5

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Capítulo 5: A Primeira Oferta de Salvação

O crepúsculo tingia as colinas de Verdevale com tons de cobre e violeta. A brisa fria da noite percorria os campos silenciosos, carregando o cheiro da terra úmida e do mato recém-cortado. Renato permanecia sentado sobre a antiga muralha quebrada, os olhos fixos nas pequenas fogueiras que começavam a surgir aqui e ali. Camponeses… pela primeira vez em muito tempo, decidiram ficar.

O Último Herdeiro de Verdevale é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.

O território ainda era pobre, vazio, vulnerável… mas, naquela noite, respirava vida.

Líria subiu a encosta com passos leves, carregando uma lanterna e um pedaço de pão embrulhado em pano limpo.

— Jovem mestre, já está aqui há horas. Não sente frio? — perguntou, com um tom que misturava preocupação e curiosidade.

Renato aceitou o pão com um aceno, sem desviar o olhar das chamas distantes.
— Não. Só estou observando.

— Observando… ou planejando? — ela insistiu, um leve sorriso brincando em seus lábios.

Ele olhou para as sombras que se alongavam pelo horizonte, escuras e longas como dedos invisíveis tocando a terra.
— Os dois. Quando uma terra renasce, o mundo ao redor reage. E eu preciso saber quem dará o primeiro passo.

Enquanto Verdevale mostrava seus primeiros sinais de recuperação, outro olhar pairava sobre o território, distante, frio e calculista.

No Ducado de Astoria, a sala do trono brilhava sob colunas douradas e tapeçarias pesadas. Duque Merivold inclinava-se sobre uma grande mesa, coberta de cartas militares e documentos dispersos, o semblante sério. Alto, de barba bem aparada, olhos como lâminas afiadas, cada gesto transmitia autoridade.

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Um mensageiro se aproximou, ajoelhando-se.
— Meu senhor… como ordenado, temos espiões posicionados próximo às fronteiras de Verdevale. Há rumores de que o jovem herdeiro aboliu todos os impostos.

Merivold ergueu uma sobrancelha, intrigado.
— Aboliu? Hmph. Ou é um idealista… ou um idiota.

O conselheiro ao lado riu com desdém.
— Com isso, ele apenas acelera a falência. Os cobradores do império o devorarão em poucos meses.

O duque caminhou lentamente até a janela, contemplando os campos férteis de seu próprio território.
— Verdevale é uma terra amaldiçoada… mas também abençoada. Cristais mágicos… uma mina viva que todos desejam. Meu pai tentou anexá-la com guerra. Fracassou. Eu tentarei… com paciência.

Ele se virou para os presentes, o sorriso frio cortando o ar.
— Preparem um emissário. Se o garoto quer brincar de senhor… eu darei a ele a primeira “oferta de salvação”.

Dois dias depois, quando o sol ainda mal surgia no horizonte, o som metálico das ferraduras ecoou pelas pedras rachadas da estrada principal. Um grupo de cavaleiros avançava em formação, chamando a atenção de todos os camponeses despertos.

À frente deles, montava um homem de capa carmesim, com o brasão de Astoria bordado no peito. O ar que emanava era de superioridade.

Líria correu até o barraco improvisado de Renato.
— Jovem mestre! Cavaleiros na entrada. Dizem que trazem uma mensagem do Duque Merivold.

Renato se ergueu com rapidez, vestindo sua velha capa nobre desbotada. Não havia pompa… mas havia postura, determinação visível em cada gesto.
— É cedo demais para guerra… então é política. — murmurou. — Perfeito.

Na praça central, os cavaleiros se alinharam com disciplina impecável. O emissário desmontou com movimentos medidos, seus olhos varrendo a pequena vila com um toque de desprezo contido.

— Então este é… o glorioso território Verdevale. — disse, quase rindo.

Renato caminhou até ele, passos firmes, acompanhado de Líria e de alguns camponeses curiosos. Nenhuma armadura, nenhuma joia — apenas a firmeza de sua vontade.

O emissário desenrolou um pergaminho selado com cera vermelha e começou a ler em voz alta:

Por ordem de Sua Graça, Duque Merivold de Astoria…
Oferecemos ao jovem herdeiro Renato Verdevale um acordo de proteção e administração conjunta. O Ducado se compromete a fornecer segurança militar, suprimentos e reconstrução básica em troca de direitos exclusivos sobre a Caverna da Estrela Partida e parte das terras ao sul. Este acordo… visa preservar Verdevale da ruína iminente.

O silêncio caiu sobre a praça. Era uma proposta polida… mas envenenada.

Líria deu um passo à frente, indignada.
— Eles querem tomar tudo!

Renato ergueu a mão, pedindo silêncio. Avançou mais um passo, fixando o olhar no emissário.
— Diga ao seu senhor… — sua voz firme cortou o ar gelado da manhã — que aprecio sua preocupação com a “ruína iminente”. Mas Verdevale não está à venda. Nem por ouro. Nem por promessas vazias.

O vento frio trouxe consigo o aroma da terra úmida. Um novo capítulo da história de Verdevale começava ali, entre determinação e desafios que ninguém poderia ignorar.

Capítulo 6

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