O último herdeiro de Verdevale – Light Novel cap 4

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Capítulo 4

A voz ecoou pela praça silenciosa.

“E por que deveríamos ouvir você? Você tem o mesmo sangue. O mesmo nome maldito.”

Renato voltou o olhar diretamente para ela. Não havia indignação, nem orgulho ferido — apenas firmeza. E, diferente de um nobre comum, ele concordou.

O Último Herdeiro de Verdevale é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.

“Você está certa.” — declarou, a voz sólida. “Eu tenho o mesmo sangue. Mas não tenho a mesma mente. Eu não sou eles. E vocês vão perceber isso… pelas minhas ações, não pelas minhas palavras.”

Ele ergueu um pergaminho velho, rasgado pelas bordas, como se carregasse o peso de décadas esquecidas.

“Hoje, diante de todos, faço meu primeiro decreto como herdeiro legítimo das terras Verdevale.”

Sua voz cortou o ar como uma lâmina bem forjada.

“A partir deste momento, todos os impostos estão suspensos por três meses. Nenhuma taxa será cobrada. Nenhuma dívida será exigida. Nenhum cobrador virá às suas portas.”

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Um murmúrio estourou entre os camponeses. Surpresa. Espanto. Incredulidade. Alguns chegaram a soltar risos curtos, nervosos.

“Isso é uma piada?”

“Ele enlouqueceu.”

“Três meses? Quem ele pensa que é?”

Renato deixou que falassem. Apenas observou. E, quando julgou o momento adequado, ergueu a mão lentamente. O silêncio caiu sobre a praça como um véu.

“Vocês podem rir. Podem duvidar. Mas olhem ao redor.”

Ele apontou para a praça limpa, para as pedras restauradas, para a pequena fonte improvisada com água mágica que ainda pingava reluzente.

“Ontem… isso estava coberto de lama e ruínas. Hoje… está vivo. Eu comecei sozinho. Se quiserem continuar zombando… tudo bem. Eu reconstruirei com quem acreditar.”

Seus olhos passeavam por cada rosto. E, enquanto falava, algo dentro dele começou a se ativar instintivamente — sua habilidade especial.

Acima das pessoas, pequenos painéis translúcidos surgiram, como janelas invisíveis flutuando no ar:

Nome: Cael, Ferreiro
Nível: 9
Afinidade: 15 → 27 (curiosidade)

Nome: Marna, Viúva
Nível: 3
Afinidade: -10 → 5 (hesitação)

Nome: Gerran, Caçador
Nível: 7
Afinidade: 10 → 18 (interesse cauteloso)

A cada palavra sincera, os números mudavam. Pequenos saltos… mas reais.

Entre todos, um homem de braços fortes — marcados por cicatrizes e impregnados com cheiro de ferro — avançou passo firme. O ferreiro.

“Eu sou Cael. Trabalhei por trinta anos para esta terra. Fiz armas, portões e carruagens. Quando seus pais foram embora, quebraram tudo. Mas… vejo determinação em seus olhos, garoto. Se estiver falando sério… eu voltarei à forja. Uma boa lâmina começa com um golpe decidido.”

Renato inclinou a cabeça com respeito.

“Você terá um espaço na antiga ferraria. Se ficar comigo, prometo que cada martelada sua ajudará a erguer mais que muros… ajudará a erguer um futuro.”

Uma mulher de lenço escuro — Marna — deu um passo hesitante.

“Meu marido morreu por causa dos impostos deles. Se você realmente vai mudar… então prove. Eu não tenho mais nada a perder. Vou ajudar.”

Renato a encarou com sinceridade grave.

“Sua dor não será esquecida. A justiça virá, mesmo que eu precise reconstruí-la tijolo por tijolo.”

Pouco a pouco, a resistência começou a ceder.

Três… depois cinco… até sete dos nove camponeses permaneceram. Os outros dois foram embora rindo, balançando a cabeça. Renato não os deteve.

Ele sabia: confiança não se força. Se constrói.

Quando o sol começou a pousar atrás das colinas, Líria observava tudo com os olhos marejados. Pela primeira vez em anos, a praça não estava silenciosa.
Havia vozes. Conversas. Planos.

O território esquecido respirava novamente.

Renato ergueu o rosto para o céu tingido de laranja.

Um passo foi dado. Agora, cada decisão será uma peça no tabuleiro. E eu… não pretendo perder.

Capítulos 5

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