Capítulo 1 — O Despertar que Não Era um Despertar
O quarto de hospital estava mergulhado em silêncio, iluminado apenas pelo monitor cardíaco que piscava no escuro.
Caio jazia imóvel, conectado a tubos e máquinas. Dez anos haviam se passado desde aquele salto fracassado no set de gravação.
O guardião das Bruxas é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.
Ele fora um dublê. O corpo que voava para que outros brilhassem. O rosto que ninguém lembrava, mas que sustentava cenas de ação em novelas e filmes. Até que um dia, o salto não terminou com aplausos — mas com sirenes.
Sua mãe, incansável, todos os dias deixava a televisão ligada em programas de agricultura. Documentários sobre plantações, colheitas, fazendas.
— “Ele gostava disso… talvez escute lá dentro.”
Naquela noite, o monitor apitou. O coração de Caio acelerou, depois desacelerou. O silêncio tomou conta.
E então… tudo apagou.
Capítulo 2 — Entre Mundos
Quando abriu os olhos, não havia hospital. Não havia cama.
Caio se encontrava em uma imensa sala de triagem: corredores infinitos, fileiras de almas esperando, e ao fundo, um balcão dourado.
Atrás dele, uma figura etérea — a Entidade da Triagem.
— “Caio Monteverde. Dez anos de sono. Deseja reencarnar?”
Caio, ainda confuso, coça a cabeça.
— “Reencarnar…? Como assim, reencarnar?”
A Entidade abre um livro dourado.
— “Pode escolher. Guerreiro em terras de batalha. Rei em um império em ascensão. Herói em uma profecia.”
✍️ Desenhe QUALQUER ANIME com um método aprovado por +150 mil alunos
Já imaginou conseguir desenhar seu anime ou mangá favorito logo no primeiro dia,
mesmo começando do zero?
🎌 Aprenda com a maior referência em FanArt do Brasil usando um método simples,
prático e testado por mais de 150.000 alunos.
❌ Sem dom
❌ Sem traço perfeito
❌ Sem complicação
Caio suspira.
— “Sabe de uma coisa? Eu só queria paz. Uma fazendinha. Plantar, colher, comer bem… viver tranquilo.”
A Entidade ergue uma sobrancelha luminosa, anota com a pena dourada.
— “Desejo registrado.”
Sem perceber, ao estender a mão, a Entidade entrega a ele um objeto errado: um graveto escuro, marcado por símbolos.
Caio o segura e bufa.
— “Dez anos em coma… e eu ganho… um galho seco? Nem uma enxada?”
Antes que pudesse reclamar mais, um portal de luz o engoliu.
Capítulo 3 — A Fazendinha do Caos
Quando desperta, Caio está de pé em uma clareira. À sua frente: um vilarejo abandonado. Casas em ruínas, telhados quebrados, poços secos.
Ele respira fundo, o vento batendo em seus cabelos verdes.
— “Tá de sacanagem comigo, né? Essa é a minha ‘fazendinha tranquila’?!”
Mas não havia retorno.
A vida recomeçava ali.
