O guardião das Bruxas – Light Novel | Capítulos 12

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Capítulo 12 — A Fronteira Invisível

O sol batia forte sobre a vila abandonada.

Caio estava suado, segurando pedaços de madeira, corda e um barril quebrado. Seu rosto carregava a expressão determinada de alguém prestes a mudar o mundo — ou pelo menos tentar.

— “Hoje, senhoras, eu apresento a maior invenção do século: um chuveiro!”

Lysandra arqueou uma sobrancelha, encostada na parede da casa.

— “Chuveiro…?”

Caio apontou orgulhoso para a engenhoca torta montada perto do poço. Um barril amarrado com cordas, um sistema de roldanas feito de pedras e um buraco improvisado no fundo.

— “Você puxa essa corda… e tcharaaaan! Água descendo direto do céu particular!”

Lia cruzou os braços, impassível.

— “Análise: risco de desabamento de 87%. Eficiência: 4%. Utilidade: nenhuma.”

— “Você não entende nada de criatividade, Lia.” — Caio bufou, puxando a corda.

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A água despencou de uma vez, encharcando-o da cabeça aos pés. No instante seguinte, o barril se soltou e caiu, batendo no ombro dele.

Caio caiu no chão, molhado, tossindo.

— “Tá vendo? Funcionou!”

Lysandra riu, tapando a boca com a mão.

— “Você é… completamente louco.”

Lia deu um passo à frente e, com movimentos rápidos, começou a secar as roupas do Mestre com um pano em segundos.

— “Constatação: loucura confirmada. Recomendação: não encorajar comportamento irracional.”

Lysandra ainda ria, o som cristalino ecoando pela vila silenciosa.

Nos dias seguintes, Caio expandiu a plantação.

Lysandra, ainda fraca, ajudava com pequenas magias para fertilizar a terra. Sempre que ela erguia as mãos, símbolos azuis surgiam delicadamente entre seus dedos, brilhando contra o solo escuro.

Caio se ajoelhava ao lado dela, observando fascinado.

— “Isso é incrível… com você, vou conseguir plantar qualquer coisa.”

Lysandra desviava o olhar, corada.

— “Não se acostume. Bruxaria não é feita para… hortas.”

Do outro lado do campo, Lia os observava.

Seus olhos brilharam levemente enquanto cálculos silenciosos percorriam seus sistemas.

— Análise interna: aumento da proximidade Mestre/Bruxa em 27%. Emoção não identificada… mas incômoda.

O vento soprou suave sobre as pequenas mudas recém-plantadas.

Naquela noite, enquanto Caio dormia pesado, Lia estava em modo de vigia.

A escuridão envolvia a vila como um manto espesso.

De repente, seus sensores captaram movimento na borda da floresta. O som de galhos quebrando ecoou — pesado, ritmado, ameaçador.

Mas nada cruzou a linha invisível que delimitava a vila.

Lia permaneceu imóvel, olhos azulados fixos no breu.

— “Anomalia detectada. Criaturas aproximam-se, mas não atravessam a fronteira.”

Lysandra, acordada no canto, ouviu e sussurrou, pálida:

— “É como eu disse… algo mantém os monstros afastados. Eles sentem o que nós não sentimos.”

O vento frio soprou, carregando um cheiro estranho, metálico.

Caio ressonava no canto, completamente alheio.

E, no silêncio da madrugada, Lia e Lysandra se encararam.

Ambas perceberam, sem precisar dizer em voz alta, que aquele vilarejo guardava mais segredos do que podiam imaginar.

E que a fronteira que protegia aquele lugar… talvez não estivesse ali por acaso.

Próximo Capítulo

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