O guardião das Bruxas – Light Novel | Capítulos 13

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Capítulo 13 — Sombras da Igreja

O cheiro de fumaça dominava a cabana.

Caio estava agachado diante de uma estranha engenhoca feita de pedras, barro e ferro velho. A estrutura parecia instável, mas ele a observava com orgulho quase científico.

— “Senhoras, apresento a vocês… o primeiro fogão turbo medieval!”

Ele produziu uma fagulha.

No instante seguinte, uma labareda enorme explodiu da boca da engenhoca, subindo violentamente e quase alcançando o teto de madeira.

— “AAAAAH! Tá tudo sob controle!”

Lia avançou imediatamente, cobrindo Caio com um pano molhado, os movimentos precisos e calculados.

— “Correção: 100% de incompetência detectada. Conclusão: Mestre não deve operar fogo sem supervisão.”

Caio tossia, os cabelos verdes chamuscados nas pontas.

— “Tá vendo? Funciona! Só… precisa de ajustes.”

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Encostada à porta, Lysandra ria discretamente. O rosto dela era iluminado pelas chamas ainda tremeluzentes.

— “Você realmente não tem medo de se matar, não é?”

Caio piscou um olho para ela.

— “Morrer tentando deixar a vida mais confortável… vale a pena.”

Mais tarde, os dois estavam sentados na frente da casa, observando a plantação recém-nascida.

O céu alaranjado do entardecer refletia nos olhos azul-cristal de Lysandra. A brisa suave passava pelas pequenas mudas verdes, ainda frágeis.

— “Nunca imaginei que teria uma horta… muito menos alguém plantando para mim.” — Lysandra disse em voz baixa.

— “É. Quem diria que eu, um dublê fracassado, ia virar fazendeiro de mundo medieval.” — Caio riu, apoiando o queixo na mão.

Ela virou o rosto para ele, agora séria.

— “Por que você… me aceita tão facilmente?”

Caio ergueu uma sobrancelha.

— “Por que não deveria?”

Lysandra hesitou por um segundo antes de responder.

— “Porque eu sou uma bruxa.” — sussurrou, quase como uma confissão.

Caio deu de ombros.

— “E eu sou um cara com cabelo verde. Cada um com seus problemas.”

Por um instante, ela ficou em silêncio.

Então, não conseguiu segurar o riso.

Um riso de verdade. Limpo. Cristalino.

Atrás deles, Lia observava.

Seus olhos brilharam suavemente enquanto executava uma análise silenciosa.

— Análise interna: Mestre e Bruxa. Proximidade em ascensão. Emoção: incômodo. Variável: ciúmes?

O vento levou embora as últimas cores do pôr do sol.

Naquela noite, enquanto Caio dormia pesado, Lysandra se aproximou da janela.

Seu instinto de bruxa despertou antes mesmo do som se tornar claro.

Passos.

Olhos brilhando no escuro.

Vozes abafadas entre as árvores.

— “Vocês sentiram? Uma presença mágica forte por aqui.”

O coração dela disparou.

Lysandra se afastou da janela e voltou para perto da cama.

No canto do quarto, Lia estava de pé, imóvel, os olhos azulados fixos no breu.

— “Anomalia confirmada. Grupo humano detectado. Distância: 200 metros. Identificação parcial: símbolos da Igreja.”

O sangue de Lysandra gelou.

— “A Igreja… eles caçam bruxas até a morte.”

Lia inclinou levemente a cabeça, calma como sempre.

— “Conclusão: perigo eminente. Recomendação: Mestre não deve descobrir até o momento necessário.”

Lysandra olhou para Caio.

Ele dormia tranquilo, um leve sorriso nos lábios, completamente alheio à ameaça que se aproximava.

E, pela primeira vez em anos, ela sentiu medo.

Não por si mesma.

Mas por ele.

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