dezembro 7, 2025 | Abraham Costa

Salgueiro Supremo: Reencarnei Como Árvore e Ainda Quero um Harém! Light Novel – cap1

Capítulo 1 — O Começo Nada Heroico de Um Futuro Salgueiro

Arthur piscou os olhos ardidos diante da tela iluminada do computador. A claridade parecia cortar suas pálpebras após horas de jogatina, mas ele não desviou o olhar até ler a mensagem final:

“Você zerou Hero’s Legend XII: Eternal Queens.”

A frase brilhou com majestade, e atrás dela 17 heroínas 2D acenavam apaixonadas, como se estivessem comemorando sua vitória pessoal.

Salgueiro Supremo: Reencarnei Como Árvore e Ainda Quero um Harém é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.

— Dezessete esposas… reino próprio… espada lendária… — murmurou, a voz embargada pela emoção. — Irmão, se um caminhão me atropelar agora e eu reencarnar nesse mundo… eu aceito.

Com um clique quase cerimonioso, fechou o jogo. O relógio no canto da tela marcava 3:47 da manhã.

Seu estômago roncou, profundo e quase dramático.
O destino chamava.
E aquele destino tinha cheiro de hambúrguer artesanal com bacon.

Arthur calçou os chinelos, pegou a carteira e desceu as escadas do prédio em São Paulo. No caminho, seu pensamento divagou naturalmente para o assunto mais importante de sua vida naquele momento: qual waifu do jogo ele casaria primeiro, caso realmente reencarnasse naquele mundo?

A rua estava silenciosa. Só o vento cortava a madrugada até que—

— Aaaaah! — um grito ecoou.

Arthur ergueu o rosto. No terceiro andar de um andaime, uma mulher escorregou ao tentar pular uma poça de cimento fresco.

Sem pensar — talvez por fome, talvez por puro instinto — Arthur correu.

Ele a empurrou para longe do ponto de queda.

Por 0,3 segundos, ele sentiu o brilho heroico de um protagonista de isekai iluminando sua alma.

Mas a sensação durou apenas até a sombra de uma betoneira de meia tonelada cobrir completamente sua visão.

— Pelo menos… reencarnação… harém… espada lendár—

PLOFT.

Silêncio absoluto.

Transição – ou algo assim

Arthur abriu os olhos… mas não tinha olhos.

Sentia o vento… mas não tinha pele.

Quis se mexer… e apenas folhas tremularam suavemente.

Um som metálico ecoou em sua mente, seguido por um painel translúcido:

[Sistema de Evolução Arbórea Iniciado]
Espécie: Salgueiro-Comum Jovem
Nível: 0
Habilidades básicas: Fotossíntese (Lv.1), Sono Vegetativo (Lv. Max — preguiça natural)
Raiz: 12 cm
Altura: 1,3 m

— …como assim, irmão? — sua voz ecoou apenas dentro da própria mente. — Cadê meus músculos? Cadê a espada? Cadê as elfas?

Nenhuma resposta.

Apenas o assobio do vento.
Grilos cantando.
E a estranha — e nada agradável — sensação de ter raízes no bumb… na terra.

Tentou se mover.

Nada.
Somente um galho balançou fracamente, como se dissesse um tímido “oi”.

— Eu virei… uma planta. — pausa dramática. — UMA PLANTA, MANO.

No fundo de sua mente, algo vibrou. Outro painel emergiu, brilhante e imponente:

Ganhe Energia Espiritual absorvendo luz, água e vida.
Evolua. Fortaleça raízes. Torne-se a Árvore Suprema.

Arthur engoliu seco — ou teria engolido, caso árvores engolissem.

— Beleza. Respira… quer dizer… fotossintetiza. Arthur, você zerou jogo com 17 esposas. Você consegue ser a árvore mais braba da floresta também.

Uma folha desprendeu de um de seus galhos, caindo lentamente.

Provavelmente seu equivalente arbóreo a uma lágrima.

Capitulo 2

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dezembro 7, 2025 | Abraham Costa

Salgueiro Supremo: Reencarnei Como Árvore e Ainda Quero um Harém! Light Novel – cap2

Capítulo 2 — O Salgueiro Mutante Mais Desesperado da Floresta

Descrição do Protagonista (versão arbórea)

🌿 Arthur Silva (atualmente: Salgueiro Mutante Nível 0)

Agora na forma de um pequeno salgueiro mutante, Arthur mede cerca de 1,3 metro de altura. Seu tronco é fino, com uma casca acinzentada marcada por rachaduras frágeis que denunciam sua recente transformação. As folhas são verde-claras, pequenas e caem com facilidade — talvez reflexo de estresse ou pura frustração existencial.

Salgueiro Supremo: Reencarnei Como Árvore e Ainda Quero um Harém é uma obra de ficção original publicada em formato de light novel. Todo o conteúdo é autoral, criado por Abraham Costa, e protegido por direitos autorais.

Suas raízes se estendem apenas 12 centímetros sob a terra, com a grossura de um dedo e uma sensibilidade surpreendente. Sua movimentação é limitada: apenas os galhos finos e as folhas tremulam, seja com o vento ou com um esforço de vontade quase desesperado. Quando irritado, as folhas caem em cascata; quando sente medo, os galhos tremem involuntariamente.

Apesar da nova forma vegetal, Arthur mantém seu jeito humano — pensa, reclama e faz piadas ruins com sotaque paulista, tentando equilibrar drama e humor para não enlouquecer enraizado no meio do nada.

Arthur tentou respirar fundo.
Mas lembrou: árvores não têm pulmões.

“Ok… calma… eu só virei uma madeira consciente. Dá pra lidar.”

O céu acima era um azul profundo, atravessado por galhos de outras árvores gigantes. O chão cheirava a musgo, terra úmida e… cocô de algum bicho.

Ele tentou mexer os “braços” — dois galhos magrelos e flácidos.
Nada glamouroso.

[Notificação]: 1 ponto de energia obtido por fotossíntese.
Status: levemente menos inútil.

— Hahah… olha só… virei uma placa solar com sentimento.

Ele percebeu algo curioso: não tinha pulsação, mas sentia água correndo pelas raízes, como se fosse sangue vegetal.
Cada gota era deliciosa.

“Será que isso é o que plantas chamam de café?”

De repente, algo cutucou sua raiz.

Crunch… crunch…

Arthur tentou olhar — lembrou que não tinha pescoço.

Logo sentiu: um coelhinho peludo, com chifres minúsculos, mastigava casualmente sua raiz como se fosse cenoura.

— Ei, ei, ei! Isso é minha perna, irmão!

O Sistema respondeu frio:

⚠ Raiz sendo danificada. Perda de integridade -1%

Arthur entrou em pânico.

Concentrou todas as forças mentais.
Uma raiz tremeu.
Outra se moveu…
E então —

TAP!

A raiz chicoteou o coelho no focinho.

O animal voou meio metro para trás, olhou ofendido e fugiu berrando.

[Você usou: Movimento Radicular (Lv.0.1)]
+1 ponto de experiência.
+Você descobriu que árvores podem bater em coelhos.

Arthur ficou em silêncio.

— Eu… eu deu um chutão num coelho… com meu próprio pé de raiz…

Pausa.
Uma folha caiu dramaticamente.

— Mãe… eu virei uma árvore agressiva.

O vento soprou.
A floresta parecia rir.

Mas junto com o vento… ele sentiu outra coisa.

Cheiro de sangue.
O chão tremia.
Algo grande estava se aproximando.

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